Apresentação O MACAPI Movimento Animação Arte Popular Ibérica é um projecto de dinamização cultural que se encontra neste momento sediado na Casa das Artes do Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho. Desde 2006 tem explorado diferentes fusões entre o universo do teatro de marionetas /objectos e a narração oral / interpretação de histórias através da criação de diversos projectos de cariz cultural e pedagógico Com os projectos de Animação de Contos... Tobias e As Lendas, (2006/7/8) Carolina e Os Contos (2007/8/9) Histórias de Um Palhaço(2008/9...) ... ensinamos e aprendemos, crescemos e evoluímos, fundimos gerações e técnicas de animação, tornamo-nos contadores, animadores, marionetistas, interpretes e criadores de histórias. Este projecto teve início em Abril de 2009 com o nome Conta-Me Histórias e transformou-se em Conta Estórias surgindo como um complemento em que pretendemos corresponder a necessidades culturais e educativas. Num formato que tanto se adapta a um espaço cénico como uma sala polivalente, uma sala de aula numa escola ou uma sala de conto numa biblioteca, um jardim público ou um parque natural, para o interior ou exterior este projecto é flexível a uma extensa variedade de apresentações. Pretendemos também corresponder a dificuldades económicas por parte das entidades e desse modo criamos um pacote de orçamento acessível. A apresentação do Conta Estórias pode ser utilizada em contexto escolar como uma abordagem alternativa á técnica de se trabalhar o conto, matéria integrante no programa de ensino desde o jardim de infância até... e matéria de actualização de imaginação por toda a vida. Neste formato a animação desloca-se á sala de aula, ou outro local designado pela escola (entidade) e realiza-se o espectáculo/oficina. O fruto é recolhido pelos professores/educadores e saboreado pelos alunos/público alvo de quem se dedica á pedagogia. A cenografia, marionetas, adereços e instrumentos musicais pertencem á colecção MACAPI quer de construção quer de aquisição, e variam de acordo com as histórias escolhidas para cada apresentação. A escolha das histórias tem como base o momento e contexto em que se realiza a animação, por exemplo, estações do ano, festividades, celebrações... O projecto integra a programação Cultrede 2010 e encontra-se disponível para marcações no Auditório do Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho ou através da deslocação a locais de apresentação solicitados pelas entidades que adquirirem a animação. Apontamentos de Identificação “O contacto com os livros deve ser iniciado o mais cedo possível, não só pelo manuseio, como também pela história contada, pela conversa ou pelos jogos rítmicos, no sentido de fazer amar a leitura, para que o leitor se sinta o protagonista do seu aprendizado. Sabe-se que o desenvolvimento harmonioso, em todos os aspectos da personalidade infantil, exige, desde a idade pré-escolar, a criação do intrusamento entre a teoria e a prática, entre o universo estético e o universo real. Do ponto de vista ‘receptivo’, requere-se, antes de mais, a aceitação do texto literário por parte da criança, para que possa estimular tanto interesse que mereça a atenção de sua leitura ou do seu jogo. Essa aceitação proporá uma relação com a competência cognitiva da criança. Esta, sem dúvida, tenta entender os contos que se lhe são contados (ainda que nem sempre os entenda como adultos). Porém, a criança apropria-se e faz seus, exemplos, textos, canções que lhe servem para brincar. Os resultados da actividade produtiva da competência literária da criança ganharão importância, se considerarmos que podem servir de avaliação do aspecto receptivo. Por exemplo, nos casos das narrativas orais, é sabido que, quando a criança escuta um conto, a sua mente está a produzir outro. Isto vem reforçar a ideia de que, por um lado a narrativa oral opera como um veículo de emoções e, por outro lado, inicia a criança na palavra, no ritmo, nos símbolos, na memória; desperta a sensibilidade, conduzindo á imaginação através da linguagem global. Pois, escutar histórias é uma das primeiras experiências literárias. Na tradição, nas vanguardas, no falar lúdico das crianças, encontramos sempre estímulos como factores de desencadeamento da actividade linguistica criativa: a palavra e a transgressão, ou mais exactamente, o prazer produzido pela transgressão. O sujeito lúdico e o sujeito poético desfrutam de uma específica sensualidade, a causa desse gosto coincidente pelo disparate semântico, pela irracionalidade, pelos efeitos humorísticos e equívocos, pela ruptura de sistemas normativos, pela negação da monotonia dos hábitos quotidianos. A literatura infantil procura pôr, perante os olhos da criança, alguns fragmentos de vida, do mundo, da sociedade, do ambiente imediato ou longínquo, da realidade exequível ou inalcançável, mediante um sistema de representações, quase sempre com uma chamada á fantasia. E tudo isto, para responder ás necessidades íntimas e inefáveis, ou seja, as que a criança sofre sem sequer saber formulá-las, e para que a criança jogue com imagens da realidade que se lhe oferecem e construa, assim, a sua própria cosmovisão. É bom lembrar que a criança recebe imagens da realidade, mas não a própria realidade." Armindo Mesquita AEstética da Recepção na Literatura Infantil Descrição Conta Estórias consiste num espectáculo/oficina onde se exploram as vias de comunicação, a imaginação, expressão, espontaneidade e o natural ‘contar’ histórias através do recurso a marionetas, fantoches, formas animadas, máscaras, adereços e instrumentos musicais da colecção MACAPI. Com uma vertente espectáculo de animação de histórias e a vertente de oficina de criação de histórias pretende-se criar um ambiente descontraído onde o público assiste a um espectáculo de ‘contar uma história’ e faz parte do seu desfecho ‘contando uma história’. O ‘contador’ começa o espectáculo sendo interprete/marionetista das primeiras histórias. O público, saboreando o espectáculo vê o ‘contador’ passar a fio condutor da oficina convidando-o a pisar o espaço de cena para fazer parte da história, contar ou inventar histórias e mais histórias... A tradição oral é uma virtude e uma arte ‘contadeira’ desde os inícios de todos os tempos, todas as histórias. Com este projecto pretende-se explorar essa tradição criando momentos de fusão onde o actor passa a público e o público a protagonista, onde a criança pergunta e o avô responde, onde a mãe ensina e a criança aprende, onde o desconhecido se torna amigo e a partilha surge e permanece. Onde objectos e bonecos ganham vida para animar as histórias que se imaginam, contam, vivem... Os protagonistas são os convidados deste Conta Estórias onde há espaço e tempo, magia e curiosidade. Todos têm uma história para partilhar, só precisam do momento propício para o revelarem. Direccionado a um misto público alvo este espectáculo/oficina permite a fusão entre idades e culturas saboreando a partilha dos dialectos da comunicação e imaginação. Nascemos de um nada... há sempre um nada antes de algo nascer, ser inventado. Uma ideia leva-nos a uma imagem, uma imagem a um movimento e por seguinte a história nasce. Há uma linha, assim como para tudo há um caminho. As histórias têm um princípio, um meio e um fim até que alguém lhe acrescente... mais tempo. Conta Estórias vem estimular a capacidade de ouvir, participar, inventar, contar e partilhar histórias tradicionais do folclore popular. Memória Descritiva Conta Estórias... o contador como quem chega de viagem trás na sua bagagem contos tradicionais, contos ibéricos, lusitanos, orientais, contemporâneos, contos da avó, dos resistentes das aldeias, do contador que um conto lhe contou... contos sem tempo nem idade que permanecem na nossa memória historica narrada ao longo das histórias que se contam todos os dias. Trás personagens de várias cores, tamanhos, formas e feitios. Figurinos, adereços... instrumentos de criar som... uma bagagem cheia para autênticas invenções de histórias. Conta Estórias e palavras atrás de palavras, personagens atrás de personagens... os ingredientes saltam para a panela e as histórias vão se contando e criando. Nenhum dia é igual ao outro e cada amanhã tem o seu milagre especial, o seu momento mágico, onde velhos universos se destroem e novas estrelas se criam. Sinopse Conta Estórias é um espectáculo /oficina que convida á criação de um momento fantástico onde te conto e levo num desenrolar de histórias e onde me contas e encantas no universo da imaginação. Nascemos de um nada... há sempre um nada antes de algo nascer ou ser inventado. Temos muitas coisas, mas sabemos o que são? Curiosidade? Uma pitada sugere imaginar o que será. Uma ideia leva-nos a uma imagem, uma imagem a um movimento e por seguinte a história nasce. Na partilha das memórias... ... Conta Estórias... Ficha Técnica Ideia: Isabel Silva Marionetas : Colecção MACAPI Interpretação, manipulação e orientação : Isabel Silva e Ana Mendes (A nossa querida colega Sofia Ferreira se estiver por terras Lusas junta-se ao projecto com toques de magia e sabor a México) http://contaestorias.blogspot.com Este projecto integra a programação Cultrede 2010 da Cultideias |