Qi Mental
Os textos abaixo são uma compilação de várias reportagens sobre o assunto, todos já publicadas em revistas, internet e programas de televisão..
Técnica de mentalização que ajuda no processo de emagrecimento
Pense magro e emagreça
Reportagem da Revista Estilo Natural
Edição 13 - Setembro/2004
"Você terá o corpo que sua mente visualizar"
A medicina chinesa foi o ponto de partida. Especialista em cirurgia geral, homeopatia e acupuntura, o médico João Yokoda desenvolveu um método de emagrecimento que procura mobilizar a força do pensamento na luta contra a balança. E tem um ótimo argumento em defesa do sistema que inventou. Foi com esse recurso que ele conseguiu perder cerca de 20 quilos em dois meses apenas - e, o melhor de tudo, não os recuperou mais, dizendo adeus ao efeito sanfona!
Quatro anos atrás, o médico era considerado uma pessoa obesa, com seus 108,5 quilos distribuídos por 1,67 metro de altura. Usando parte dos ensinamentos que adquiriu no curso de especialização em acupuntura, ele criou o método do QI Mental, que tem feito muita gente perder os quilinhos extras. Nessa entrevista, o doutor João Yokoda explica no que consiste esse recurso e como os gordinhos podem se beneficiar da força do pensamento para recuperar e manter a forma.
Natural: O que é exatamente o QI mental?
Na medicina chinesa, QI significa energia vital. QI mental é uma forma de usar a energia da mente, direcionandoa para determinado objetivo. Essa prática é conhecida como uma espécie de ioga chinesa, que começou a ser praticada 500 anos antes de Cristo. Claro que, durante esse período, aconteceram adaptações. O método que proponho para emagrecer partiu dessa fonte, mas foi ajustado aos tempos de hoje.
Natural: Em que se baseia esse método de emagrecimento?
De acordo com a tradicional medicina chinesa, podemos encontrar em nosso subconsciente a causa para grande parte de nossos males. O método do QI Mental parte daí. A pessoa obesa carrega no subconsciente o que chamo de "medo ancestral de morrer de fome". Ela pode ter esse registro mesmo sem ter vivido a ameaça. Pode ter herdado o medo de gerações anteriores, sobretudo se for descendente de europeus ou asiáticos, que sofriam com seis meses por ano de frio severo, em que os alimentos se tornavam escassos. Por isso, o medo de morrer de fome ficou gravado no subconsciente e acabou passando de geração para geração.
Natural: O que podemos fazer para desativá-lo?
É aí que entram os exercícios que proponho para mobilizar o QI mental. Trata-se de uma prática simples, que pode ser feita em cerca de três minutos, divididos em algumas etapas. Primeiro, a pessoa deve relaxar os músculos da face. Sugiro que ela respire tranqüilamente enquanto imagina um fato alegre. O segundo passo é tentar descobrir em seu subconsciente situações de medo pelas quais passou durante a vida. Todo tipo de medo. Ao bater no subconsciente, essas sensações acabam mobilizando o ancestral medo de morrer de fome.
Natural: Qual o passo seguinte?
Em seguida, a pessoa deve imaginar de que maneira sua gordura poderá derreter. Por exemplo: ela pode pensar que sua gordura é um tablete de manteiga e visualizá-lo derretendo. A criação de imagens é superimportante, pois a compreensão de nosso subconsciente é feita por meio delas. Na última etapa, a pessoa deve mentalizar o corpo ideal, a silhueta que ela deseja ter.
Natural: Com que freqüência é preciso repetir esse exercício?
O ideal é fazer todos esses passos pelo menos três vezes ao dia, nos horários mais convenientes para você.
Natural: Existem outras estratégias?
Sim. Controlar a compulsão alimentar só com a mente, por exemplo. Em estado de completo relaxamento muscular, você deve imaginar que está comendo o alimento que gera a compulsão. Você "come" com a mente até enjoar dele, e mesmo enjoada ainda insiste e come um pouco mais. Com isso, a pessoa se torna indiferente àquele alimento.
Natural: Essas técnicas são suficientes para emagrecer?
Combino os exercícios de mobilização do QI Mental com uma dieta disciplinadora, composta de seis refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche noturno) que, somadas, não ultrapassem as 1.200 calorias. Quando a pessoa atinge o corpo ideal que imaginou, pode continuar a fazer o exercício de QI mental três vezes por dia apenas como forma de manutenção.
Mente Magra, Corpo Magro
Conheça a técnica de raízes orientais que ensina você a direcionar a energia mental para emagrecer.
· Será que você consegue se ver com um corpo ideal, sem aquelas banhas laterais nem a barriga protuberante?
· Será que sabe apontar exatamente para a gordura que precisa ser eliminada?
· E será que consegue projetar sua imagem, fazendo bonito na praia, em um futuro bem próximo?
Especialistas do setor de medicina Chinesa e Acupuntura da Universidade Federal de são Paulo (Unifesp) descobriram que fantasiar uma silhueta esbelta ajuda pra valer no processo de emagrecimento. Tudo começou com a adaptação de uma técnica milenar chamada tao yin. "É um treinamento mental para regular a energia do seu corpo", define o médico acupunturista Ysao Yamamura. Professor da Unifesp, Yamamura há nove anos resgatou esses conhecimentos e rebatizou-os com o nome de mobilização do qi mental (em chinês, Qi significa energia). Ele e seu time passaram a utilizá-los para tratar diversos problemas de saúde, entre eles a obesidade. Em termos ocidentais, reorganizar as energias significa identificar e resolver as emoções envolvidas no surgimento do problema. "A mente domina todo o nosso organismo, por isso nela está o ponto de origem dos distúrbios físicos", afirma João Yokoda, médico homeopata e especialista em Medicina tradicional Chinesa, que coordena o grupo de obesos da Unifesp. "Por meio desse método identificamos as emoções que levam a comer além da conta e modificamos seus registros", explica. Aí é que entra a energia da mente.
Durante a terapia, o gordinho aprende a refletir sobre o passado e desenhar o futuro com um enfoque positivo - e imaginando tudo com um grau de minúcia capaz de ter ares de realidade.
Esquisito demais? Pois, acredite, mais de 800 pessoas já forma tratadas - com sucesso! - pelo método. Mas não se empolgue achando que basta mentalizar para emagrecer. Obviamente essa meditação só funciona se for atrelada a um controle alimentar.
Essa reportagem vai explicar tudo a você nas próximas páginas.
Os orientais não encaram o excesso de peso como um mero reflexo de comer demais. É sintoma de um conflito maior manifestado por compulsão", revela a médica Marcia Lika Yamamura, do Centro de Pesquisa e Estudo da Medicina Chinesa, em São Paulo. O Qi mental acessa os processos psíquicos que parecem adormecidos, para influenciar o comportamento. "Apenas 2% das funções do corpo são conscientes e todo o restante é automático, movido pela programação do sutbconsciente", diz João Yokoda. O princípio do Qi mental é trabalhar os registros de memória emocional. O maior deles, comum a todos seres humanos, e o medo de morrer de fome. "Nossos antepassados remotos viveram na era glacial e sofreram com o frio e a falta de comida", diz. "Como lei da sobrevivência, temos um registro ancestral que leva o organismo a comer e a estocar gordura." Não à toa, o próprio corpo, depois de emagrecer alguns quilos, tende a boicotar qualquer regime e o peso fica estagnado - o chamado efeito platô. Para evitar a artimanha, o indivíduo deve informar o seu subconsciente de que está tudo bem. "Não basta se imaginar magro,é preciso se ver magro, feliz e saudável", enfatiza Yokoda. E claro que, além do medo de passar fome, existem outras razões ocultas por trás do apetite sem fim. "A sensação de rejeição é a mais comum", exemplifica Márcia. Praticando a meditação do Qi mental, identificada a emoção - ansiedade, mágoa, medo, estresse -, a pessoa é convidada a pensar na situação que a disparou e a mudar sua interpretação. Ou seja. encarar sua recordação da forma mais otimista possível. Desfeito o registro que leva à compulsão alimentar, dizem os adeptos do Qi mental, fica muito mais difícil cair em tentação.
Mas...e a medicina convencional, o que diz? Há indícios de uma relação entre situações prolongadas de estresse, obesidade e aumento da liberação de glucorórticóides; - o cortisol. por exemplo. "Essas substâncias sinalizam uma ameaça ao equilíbrio e, assim, ativam-se mecanismos automáticos de defesa que aumentam o apetite e reduzem o metabolismo para conservar os nutrientes já armazenados", explica o psiquiatra brasileiro Ivan de Araújo, que trabalha no Departamento de Neurobiologia do Centro Médico da Unversidade de Duke, nos Estados Unidos.
Na teoria, uma atividade como a mentalização, que reduz os níveis de estresse e ansiedade, teria efeitos positivos. "Mas ainda há pouca pesquisa nesse campo e acho que devemos ser relativamente céticos quanto à possibilidade de redução ou cura da obesidade sem algum tipo de intervenção farmacológica", avisa.
Um outro elo entre emoções e obesidade está no sistema límbico, parte do cérebro encarregada dos mecanismos de recompensa. Sim, gorduras e carboidratos ativam esse circuito do prazer e daí é natural que desencadeiem um sentimento de quero-mais.
"E possível controlar o corpo por meio da mente. Isso se chama auto disciplina", diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. "Se você aprender a relaxar e ficar com a mente sob controle, conseguirá impedir o processo de fome por recompensa", acredita. De acordo com especialistas em Qi mental, o subconsciente não grava muito bem palavras nem números. Ele gosta mesmo é de imagens. Por esse motivo a meditação usada no método é, na verdade, uma visualização da cena almejada.
Aliás, esse tipo de técnica é muito eficiente na recuperarão de pacientes com câncer", diz a psicóloga Maria Rosa Spinelli, presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática do São Paulo. "O terapeuta deixa a pessoa cm um estado alterado de consciência e a induz a contatar partes de seu corpo que precisam ser curadas", explica.
Não se preocupe porque ninguém aqui está falando em transe ou algo parecido. Para emagrecer é preciso apenas alcançar um estado de relaxamento muscular com nível de consciência superior ao estado alfa usado na meditação tradicional", tranqüiliza João Yokoda.
O relaxamento ajuda a abrir as portas do subconsciente para que você possa jogar nele aquilo que imaginar. Não se censure, achando que seu subconsciente não vai acreditar no que verá. "Ele reage da mesma maneira diante de imagens reais e fictícias", diz. Quando você for se imaginar com tudo em cima, dê um prazo, mas não pense em números (lembre-se de que eles não significam nada para o seu subconsciente), e sim em datas comemorativas mais próximas, por exemplo. O ritual deve ser repetido pelo menos três vezes ao longo do dia. São três minutos apenas seguindo este roteiro:
· 1. Sente-se e feche os olhos.
· 2. Solte toda a musculatura do corpo. Relaxe principalmente o rosto e as mãos.
· 3. Respire profundamente três vezes.
· 4. Busque, entre as suas recordações, um acontecimento feliz da sua vida. Procure reviver esse momento de felicidade por uns 15 segundos. A lembrança rápida, mas repleta de sensações de bem-estar completa o relaxamento necessário. Em cada meditação que fizer, você poderá se lembrar sempre da mesma coisa ou variar entre suas memórias alegres.
· 5. Imagine agora a sua gordura sendo eliminada. Vale tudo: você pode enxergá-la saindo por tubos, se derretendo e escorrendo ou, ainda, se evaporando. O importante é criar uma imagem forte para você e esta não poderá ser trocada a cada mentalização. Ou seja, sempre que praticar o Qi mental, você deverá ver sua gordura indo embora do mesmo jeito. Faça isso por uns 30 segundos,
· 6. Em seguida imagine-se com o corpo que sempre sonhou em uma situação que lhe pareça real a convincente. E que seja datada também. Por exemplo: imagine-se no próximo Natal ou nas férias de janeiro. Algo ou alguém presente na cena deve registrar essa data.
· 7. Termine a cena imaginando as pessoas elogiando o seu novo corpo e - atenção! - a sua saúde (pois o subconsciente precisa saber que você não será triste, doente nem esfomeado se for magro).
· 8. Antes de abrir os olhos, mentalize em que dia e em que mês você está.
TEM QUE FECHAR A BOCA!
· Os praticantes do Qi mental não fazem nenhuma dieta muito rígida. Regimes assim são, inclusive, desaconselhados pelos especialistas.
Eles indicam aos pacientes que se tratam no hospital da Unifesp uma alimentação balanceada com 1,2 mil ou 1,5 mil calorias diárias.
· Você poderá fazer qualquer programa sério de reeducação alimentar, comendo um pouco de tudo com boas doses de moderação.
· Uma recomendação é tomar muito chá de ervas ao longo do dia. A bebida pode ser à base de hortelã, camomila. erva-cidreira. cavalinha. erva-doce... Claro, não pode ser adoçada. A primeira xícara precisa ser sorvida logo ao se acordar, ainda em jejum. Depois o café da manhã poderá ser normal. Tome mais uma xícara depois do almoço e após o jantar. Outras tantas podem e devem ser bebidas entre as refeições
· Mantenha distancia de produtos com conservantes (enlatados, empacotados, refrigerantes e sucos industrializados).
· Mastigue pelo menos 20 vezes cada bocado de comida. Isso aumenta a sensação de saciedade.
· A última sugestão é fundamental: procure caminhar 45 minutos por dia.
Nada disso, porém, funciona sozinho, como já foi dito. Algum controle alimentar é necessário (veja acima algumas dicas) e é comum, no início, bater aquela fome. Nessas horas a saída é desfrutar um banquete, mas só no campo das idéias.
"Faça todo o processo, mas, em vez de pensar na gordura, imagine-se comendo o alimento do seu desejo sem parar", ensina João Yokoda. "Quando enjoar, coma mais, até dar aversão.
O resultado, diz ele, é uma indiferença e tanto pelo antigo alvo do desejo. Para não desanimar, suba na balança todo dia, anote os gramas perdidos e faça um gráfico apontando a perda de peso. Para os adeptos do Qi mental, essa é mais uma imagem que ajudará seu subconsciente a afinar sua cintura. A mentalizaçâo ajuda a lidar com momentos de compulsão por doces e outras iguarias. Os praticantes notam uma serenidade maior diante da privação
Você precisa imaginar a sua silhueta sendo modelada. Vale visualizar sua gordura se derretendo como uma margarina e escoando para fora do seu corpo. Os orientais garantem que fixar uma imagem como essa acelera o emagrecimento. Em tese, a mente poderia influenciar a queima de gordura, mas para a ciência ocidental há controvérsia, já que isso não está provado.
A gente testou e aprovou!
A notícia de que o poder da mente poderia enxugar alguns quilos alvoroçou o andar em que a redação da SAÚDE! trabalha, no prédio da Editora Abril, em São Paulo. Alguns duvidavam, outros queriam aprender a mentalização o quanto antes. A saída foi escolher seis pessoas acima do peso que se dispusessem a assistir á palestra explicativa sobre QI mental e aplicar todas as recomendações. Apenas algumas semanas depois... O grupo emagreceu 15 quilos no total. Em média, cada integrante perdeu 2,5 quilos em quinze dias.
É COISA DA SUA CABEÇA
Os especialistas da Unifesp tratam problemas de pele, úlcera, disfunções na tireóide, tendinite, enxaqueca e outros males com a mobilização do Qi mental. "Ajudamos o paciente a entender todos os sentimentos por trás da doença. Resolvê-los é sarar', conta o médico Ysao Yamamura, que lidera esses grupos de tratamento. E o curioso: um trabalho de prevenção está sendo iniciado com gestantes. "Emoções mal resolvidas durante a gravidez afetam demais o bebê, provocando doenças anos depois do nascimento', diz e médico.
E só imaginar!
Técnica oriental usa a força do pensamento e de visualização para emagrecer
Atualmente, o método faz parte do arsenal de recursos do Ambulatório de Medicina Chinesa do Hospital São Paulo, onde já foram tratadas centenas de pessoas e há fila de espera para entrar nos grupos. Além de ser usado como recurso para ajudar a emagrecer, o método é aplicado no tratamento e prevenção de outras doenças que, acreditam os especialistas, têm forte vínculo com as emoções, como o vitiligo.
Quem aprendeu a usar o método, como o homeopata e acupunturista João Yokoda, garante que a vida mudou. Ele pesava mais de 100 quilos e não conseguia perder peso. Decidiu experimentar a técnica depois de assistir a algumas aulas ministradas a médicos por Yamamura. "Apliquei os ensinamentos e finalmente emagreci", diz Yokoda. Perdeu tanto peso que, meses depois, nem mesmo o professor o reconheceu.
Convencido, passou a tratar pacientes de obesidade com a técnica. Pelo seu consultório, já passaram mais de 800 ex-gordinhos. Para entender o Qi Mental, é preciso enxergar o organismo de uma maneira diferente. Se do ponto de vista ocidental o médico cuida do corpo e o psicólogo da mente, para os chineses corpo e mente são uma estrutura única e inseparável.
Para eles, todas as doenças têm origem emocional. Elas seriam conseqüência de sentimentos negativos, como raiva, ansiedade e medo. Eles deixariam uma carga negativa estagnada no organismo, que com o tempo pode se transformar em enfermidades.
Segundo a teoria chinesa, antes de atingir os tecidos, essas energias ficam registradas no subconsciente, parte da mente que registra, como um chip de computador, memórias ancestrais e os comandos para a sobrevivência (desde funções como respirar até reações diante do perigo).
É justamente aí que o Qi Mental interfere. A ideia é fazer o interessado em perder peso revisar certos registros gravados no subconsciente e mudar a energia. Qi, em mandarim - um dos idiomas chineses -, significa energia. Na prática, o tratamento consiste em ensinar o paciente a acessar o subconsciente. "A linguagem ideal para se comunicar com essa parte da mente são imagens e sensações", diz Yamamura.
Ao longo do processo de treinamento dos pensamentos, além dos diálogos com o terapeuta, há sessões de acupuntura, relaxamento e uso da programação neurolinguística. O paciente aprende a entrar em um estado de relaxamento profundo, no qual mentaliza o corpo ideal e a gordura excedente saindo de seu corpo.
"Fazemos o doente compreender, imaginar e repetir essas imagens para fixá-las. É como reeducar a mente'', garante o médico Yokoda.
Negativa - A palavra também tem importância especial. A pediatra e acupunturista Márcia Lika Yamamura, também especialista no método, diz que se deve evitar o uso de certos termos para não haver ruídos na comunicação. "Deve-se trocar a expressão perder peso por eliminar gordura. O subconsciente entende que tudo o que é perdido deve ser reencontrado. Além disso, não entende a palavra não nem números"', explica.
Um aspecto tentador do Qi Mental é que não há restrição alimentar, mas é imprescindível comer todos os dias nos mesmos horários, sem grandes intervalos entre as refeições. E fazer exercícios físicos. "É para avisar a mente que, apesar da perda de peso, a pessoa está saudável", diz Yokoda. "Nossa herança ancestral, baseada nas leis da sobrevivência, registrou o medo de morrer de fome e por isso, o corpo passa a armazenar energia quando começa a perder gordura", afirma Yokoda.
Na explicação do médico, é por conta desse mecanismo que, numa dieta, muita gente elimina certa quantidade de calorias no começo e depois pára de emagrecer. À luz da medicina chinesa, as explicações de Yamamura têm uma coerência incontestável.
Mas a medicina ocidental tem lá suas dúvidas. De acordo com o médico Márcio Mancini, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, o método se parece um pouco com as técnicas para ajudar os pacientes a mudar de hábitos, o que não é fácil. "Na verdade, isso parece um método complementar. No entanto, o que pode resolver a obesidade é entender que o distúrbio tem origem em problemas orgânicos. Por isso, depende mais do sistema químico de cada organismo do que do controle mental", rebate Mancini.
O contraponto não surpreende. As relações entre a medicina tradicional chinesa e a medicina de Hipócrates são polêmicas.
Mas, na hora de emagrecer, ambas concordam que a firmeza de propósitos pode operar milagres. Tao yin - O método Tao yin consiste em um conjunto de exercícios físicos que conectam e equilibram mente e corpo e direcionam a atenção do indivíduo para si. Criada pelo tailandês Mantak Chia, a técnica mistura meditação, controle da respiração e alongamento. Na prática, é uma meditação ern movimento, no qual a pessoa mantém a consciência e atinge urn estado de relaxamento total. Os exercícios são simples, mas é necessário concentração, disciplina e persistência.
Para saber mais, leia; TAO YIN, de Mantak Chia (Ed, Cultrix, 230 págs.).
Exercício do pensamento
O tratamento por meio da Mobilização do Qi Mental consiste em longas conversas o subconsciente. O objetivo é fazer com que os pensamentos e a energia do corpo se concentrem em uma só finalidade: o emagrecimento. Essa mobilização é um importante recurso para que o paciente tenha mais disciplina para comer de forma correta e domínio sobre a compulsão de exagerar nos pratos.
A seguir, um passo a passo dos exercícios mentais. Eles devem durar cerca de três minutos e serem repetidos três vezes por dia.
· Busque um lugar tranqüilo, sente-se e feche os olhos.
· Relaxe totalmente, soltando toda a musculatura do corpo.
· Aquiete a monte, esquecendo os pensamentos do dia-a-dia.
· Concentre-se no seu corpo.
· Preste atenção na sua respiração. Respire profundamente três vezes.
· Para completar o relaxamento, evoque uma lembrança feliz e reviva a alegria que sentiu naquele momento.O próximo passo é fazer um exercício de visualização. Imagine seu corpo livrando-se das gorduras indesejáveis. Elas podem ser eliminadas peia urina, por uma lipoaspiração ou até pelo suor (quando repetir esse exercício, pense sempre na mesma maneira de perder que escolheu), Fixe-se nessa imagem durante pelo menos 30 segundos . Em seguida, é hora de gravar no subconsciente a visão do corpo que deseja e a data na qual espera alcançá-la. Não defina datas numéricas (o subconsciente não entende números, segundo os especialistas que aplicam a técnica), mas eventos, como o Natal. Essas imagens também não devem ser alteradas ao longo do tratamento.
· Respire profundamente de novo e abra os olhos.
O método não implica restrição alimentar. Porém, os médicos recomendam que os pacientes se alimentem cinco vezes ao dia, em horários definidos e respeitados. Dessa maneira, acreditam, são ingeridas menores quantidades ou só o necessário. Quando der vontade de comer compulsivamente, faça uma mentalização. Se o desejo for devorar uma caixa de bombons, por exemplo, imagine que está comendo várias e várias caixas da guloseima. Logo depois, lembre-se de algum momento de sua vida em que sentiu náusea. Em seguida, imagine-se comendo mais alguns bombons - se entupa de chocolates no campo das idéias e associe á sensação de ânsia de vômito. Dessa maneira, seu subconsciente fica programado para não sentir mais desejo por bombons (o doce fica associado à uma sensação ruim.) É bom praticar algum exercício íisico. Nos momentos em que está se exercitando, mentalize a cena da eliminação da gordura e também a do corpo ideal. A atividade física freqüente serve para avisar o seu subconsciente de que você está saudável e feliz, mesmo perdendo gordura. Se a mobilização não ajudou você a perder um grama sequer, é sinal de que a compulsão está envolvida por outros problemas emocionais - culpa, medo, angústia, etc. Nesse caso, o especialista inicia a investigação dos fatos marcantes de sua vida para alterar o registro emocional associado à esses eventos negativos. O objetivo é transformar em positiva a energia emocional negativa registrada no subconsiente, impedindo que os sentimentos ruins levem você a comer mais do que deve É possível perder peso sem fazer exercícios físicos ou dietas muito complicadas Você acha que, para emagrecer, é preciso fazer aquelas dietas complicadas, contratar um personal trainner ou mudar bruscamente o estilo de vida? Não, não são necessárias atitudes tão radicais para quem quer perder peso. Uma boa dieta, aliada a adoção de hábitos saudáveis, pode proporcionar o emagrecimento, mesmo para as pessoas que não têm tempo nem disposição para a prática de exercícios.
De acordo com a nutricionista do departamento de medicina preventiva da Universidade Federal de São Pauio (Unifesp), Anita Sachs, é possível emagrecer sem a prática de exercícios. "Tudo depende de um plano alimentar equilibrado, adequado às necessidades do paciente'", explica. De acordo com Anita, a adoção de hábitos alimentares como o consumo de leite desnatado, cereais, carnes brancas, bem como evitar frituras, açúcares e refrigerantes são peças importantes para quem quer emagrecer.
"A pessoa não deve passar o dia todo mascando chicletes para enganar o apetite, nem se iludir com o tamanho de um prato. Um prato pequeno não tem, necessariamente, poucas calorias", ensina Anita. Para quem é muito ansioso e acaba desistindo de emagrecer por não conseguir obedecer a uma dieta, há atividades que podem ser realizadas simultaneamente ao novo cardápio como suporte à redução calórica. Um exemplo é a Mobilização do Ql Mental, técnica aplicada pelo médico especialista em obesidade João Yokoda em seus pacientes há quatro anos. Baseada em um treinamento mental para a correção do distúrbio da obesidade, a Mobilização é um método não agressivo de tratamento, por não utilizar nenhum instrumento para incentivar o emagrecimento.
"A mentalízação elimina a compulsão alimentar e programa o subconsciente para o controle da alimentação", explica o médico. O tratamento dura, em média, dois meses. Realizadas individualmente ou em grupo - workshops que contam com, no máximo 30 pessoas -, as sessões de Mobilização do Ql Mental são mais baratas que grande parte dos remédios voltados para o emagrecimento e contra-indicadas apenas para menores de 18 anos. "Adolescentes são muito radicais, possuem muitas fantasias e com a técnica mental, podem acabar no outro extremo da obesidade, que é o emagrecimento chegando a doenças como bulimia e anorexia, por exemplo", alerta Yokoda. Emagrecer é um processo delicado e exige acompanhamento médico. "Cada caso exige um plano alimentar distinto", explica Anita Sachs. "O paciente deve seguir as recomendações médicas e ser disciplinado.
O segredo está no horário fixo das refeições. Comer constantemente fora de horário estimula o indivíduo a alimentar-se o tempo todo", ensina João Yokoda.
· Não se iluda com o tamanho de um prato. O fato de ele ser pequeno não significa que seja menos calórico;
· Troque doces e chocolates por frutas e cereais;
· Evite frituras;
· Não consuma balas e chicletes para enganar o apetite;
· Beba bastante água;
· Diminua o óleo da comida;
· Troque o refrigerante pela água;
· Troque o leite integral pelo desnatado;
· Coma saladas sem aqueles molhos gordurosos;
· Controle rigidamente o açúcar.
Convicção forte: a dona-de-casa Claudete Ferreira Trolli, 48 anos, está convencida de que nunca mais será obesa. Ela se surpreendeu com a eficácia do Qi Mental (Qi, em mandarim, significa energia).
"O que demoraria um ano para mostrar resultados acontece em poucos meses. Você toma consciência do que está travando sua energia",
explica. Claudete chegou a pesar 100 quilos e hoje não sai dos 66.
"Coloquei na minha cabeça que não engordarei mais. Percebi que colocava no ato de comer, além da fome, meus problemas emocionais", diz.
Abuso controlado: o arquiteto Roque Guilherme, de 44 anos, pesava 103 quilos e tinha desistido de ser magro quando descobriu o Qi Mental. "Fixei a meta e passei a comer em horários definidos. Até criei simpatia pela caminhada", conta.
Hoje, ele chega a comer sete pedaços de pizza de uma vez, mas não passa dos 80 quilos que exibe.
"Terei este corpo para sempre. Aprendi a controlar a mente. Quando como, imagino meu organismo destruindo a gordura." Durante o tratamento, ele imaginava a gordura saindo pelo suor.
Uma alternativa, inspirada na medicina chinesa, está sendo estudada no Hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Tendinite, enxaqueca, doenças crônicas, como crise de asma, obesidade e até vitiligo. Os pesquisadores acreditam que a cura dessas doenças de forma rápida e sem medicamento é possível. Ainda estão estudando, mas já encontraram várias evidências. O tratamento tem um nome estranho: Qi Mental.
"O termo Qi significa energia em chinês. Nós mobilizamos a energia mental, da mente do paciente, para o tratamento da doença", explica a médica Márcia Yamamura.
Segundo os especialistas, a origem de quase todas as doenças está no emocional das pessoas. O médico induz o paciente a buscar na memória, no subconsciente, lembranças do passado, de acontecimentos ruins. É assim que a dona de casa Lindalva da Silva Navarro vem tratando uma doença que ela contraiu há nove anos, o vitiligo. "Eu tinha o rosto todo atingido pelo vitiligo", conta a paciente. Ela vivia se escondendo das pessoas e até do espelho. Se sentia rejeitada. "Não admitia nem que meu marido me acariciasse. Eu achava que era porque ele estava com dó e pedia para que me deixasse em paz", lembra Lindalva.
"Esse caso é muito interessante porque ela relaciona cada mancha a um acontecimento do seu passado", diz a médica. Quanto mais Lindalva sofria, mais manchas apareciam em seu corpo.
"O tratamento consiste em falar para o paciente resolver esse conflito emocional, dar a ele o desfecho que ele gostaria de ter dado e não pôde por vários motivos. O importante é trocar a emoção ruim pela emoção boa", diz a médica. Funcionou como um remédio eficaz. Lindalva seguiu direitinho a orientação da médica e as manchas foram sumindo. "Em 21 dias o vitiligo desapareceu do meu rosto completamente", garante ela.
Hoje, o médico João Yokoda cuida de seus pacientes com a mesma técnica que lhe curou: o Qi Mental.
Como três senhoras, ele também sofria de obesidade. Em outubro de 2000, o médico pesava 108,3 quilos. Dois meses depois, em dezembro de 200, já estava com 89,5 quilos. Perdeu quase 20,5 quilos em pouco tempo. "Esse foi o primeiro experimento do Qi Mental em mim mesmo", diz ele.
Marly, Claudia e Suely. Cláudia, a mais magrinha, tinha 120 quilos. "Eu já sinto diferença. Estou mais tranquila e menos compulsiva. Me levantava durante a noite e assaltava a geladeira. Agora não tenho feito isso", diz Marly Rodrigues, auxiliar de escritório.
"À noite eu não assaltava a geladeira, era de dia mesmo", confessa Cláudia Rocha da Silva, secretária.
Elas começaram o tratamento há uma semana e já perderam peso. Suely está com cinco quilos a menos. "Ê uma coisa impressionante. Porque é um tempo curto e dá essa diferença. E eu gostei bastante porque não tem medicação", ressalta Suely Marques, metroviária.
A receita é comer. Comer muito e tudo o que quiser e der vontade. Mas só na imaginação.
"Eu mentalizo que eu estou comendo o que tenho vontade. Eu adoro pão. Então, eu sinto o aroma, me vejo cortando o pão, recheando com o que eu mais gosto e comendo. Comendo mais um, mais um e mais um... Eu me sinto saciada só com a impressão. A sensação é maravilhosa. Depois que você termina está até enjoado", diz Marly.
Enquanto pesquisam, os médicos curam. Em São Paulo, 300 pessoas já deixaram de ser obesas buscando os segredos do subconsciente. O Qi Mental pode ser uma das boas novidades da medicina, dizem os pesquisadores.
Uma novidade no mundo da medicina alternativa está provocando muita discussão. Não é nada de comprimidos, gotas, injeções. O remédio usado é a força do pensamento.
A técnica se chama QI Mental e ela está sendo usada para o tratamento de algumas doenças (tendinite, asma, enxaqueca, etc) e distúrbios, como a obesidade. É isso mesmo! O QI mental está ajudando muita gente a emagrecer.
O termo "QI" significa energia, em chinês. A médica Márcia Yamamura destaca que a energia da mente do paciente é mobilizada, direcionada para o tratamento da doença. O médico induz o paciente a buscar na memória, no subconsciente, lembranças do passado, de acontecimentos ruins.
Segundo os especialistas, a origem de quase todas as doenças está no emocional das pessoas.
O médico João Yokoda aplica a técnica em seus pacientes. Antes disso, ele mesmo testou a novidade. Em outubro de 2000, Yokoda pesava 108,3 kg. Dois meses depois, em dezembro de 2000, já estava com 89,5 kg. Perdeu quase 20,5 kg. Não voltou mais a engordar. Ele é acupunturista, homeopata e cirurgião geral. Há quatro anos, descobriu o QI mental em um curso de acupuntura.
Hoje, ministra um workshop que atrai 100 pessoas por curso. Basicamente, a técnica consiste em mentalizar o corpo e o peso ideal.
Para isso, a pessoa precisa relaxar, ou seja, estar despreocupado e concentrado no pensamento.
Durante dois ou três minutos, a pessoa projeta uma imagem que gostaria de ter, mentaliza a gordura do corpo sendo dissolvida, o corpo ficando magro, a alegria, a descontração do novo perfil.
Para vencer a compulsão de comer, o indivíduo deve se imaginar comendo aquilo que mais tem vontade, com gosto, até saciar a fome. Esse exercício serve para inibir o desejo pelas guloseimas.
De acordo com o médico, o pensamento influencia o cérebro, que envia as informações para o subconsciente que as executa no organismo.
A mentalização deve ser feita três vezes ao dia. Em São Paulo, 300 pessoas já deixaram de ser obesas buscando os segredos do subconsciente. O QI mental pode ser uma das boas novidades da medicina, dizem os pesquisadores.
Qi Mental: A força do pensamento no combate à obesidade
Uma novidade da medicina alternativa está chamando atenção por combater doenças e distúrbios sem o uso de remédios. Trata-se da Mobilização de Qi Mental, uma técnica originária da medicina chinesa que utiliza a força do pensamento para tratar e curar doenças de origem emocional.
O Qi Mental originou-se do Tao Yin (Treinamento Interior), cujos primeiros relatos são de cerca de 500 AC. No Brasil, ela vem sendo estudada e adaptada por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O Dr. João Yokoda, médico que faz parte desta equipe, já conseguiu ajudar centenas de pessoas a perder quilos indesejados.
Basicamente, a técnica consiste em mentalizar o corpo ideal e realizar exercícios mentais para alcançar a forma desejada. A Mobilização de Qi Mental leva o paciente a resgatar na memória lembranças de acontecimentos ruins que o levaram a adoecer, produzir sintomas, lesões ou degenerações e a substituí-las por registros bons. "Para que a realidade futura seja positiva, seja para curar uma doença ou evitar que ela aconteça, precisamos manter registros positivos no nosso subconsciente", afirma o Dr. Yokoda. Antes de começar a atender pacientes com o Qi Mental, em 2000 o Dr. Yokoda aplicou a técnica nele próprio. Quando começou a utilizar o Qi Mental no combate à obesidade, o médico pesava 108,3 quilos. Em 20 dias, o médico eliminou 8 quilos e em pouco mais de três meses já pesava 87,8 quilos (20,5 quilos a menos). O mesmo sucesso vem sendo atingido pelos pacientes do médico deste então. Há três anos o Dr. Yokoda ministra o workshop Emagrecer com Mobilização de Qi Mental, durante o qual são corrigidos os registros negativos gerados no decorrer da vida e também os registros que vem dos nossos ancestrais (Qi Ancestral), como o medo de morrer de fome. O Qi Mental atua também na eliminação de gorduras e no combate à compulsão alimentar. Esta é a primeira vez que o Dr. Yokoda realiza um workshop em Canoas. Desde 2001, mais de 800 pessoas já passaram pelo seu consultório. Entre elas está o arquiteto Roque Mariano Guilherme, 43 anos. "Sempre acreditei que a mente fosse poderosa, mas nunca imaginei que ela pudesse me ajudar a emagrecer deste jeito", admite Guilherme. "Através do registro de uma imagem minha mais jovem e magro, da caminhada e de poucas alterações na minha alimentação consegui eliminar 16 quilos em 16 semanas", comemora. A economista Mariângela La Padula, 46 anos, também conseguiu emagrecer através da Mobilização de Qi Mental. "Já tinha feito todo tipo de dieta, tomado todo tipo de remédio e passado mal tentando emagrecer. Com a ajuda do Dr. Yokoda eliminei 22 quilos. Baixei de 82 quilos para 60", diz Mariângela. Dr. João Isamu Yokoda O Dr. João Isamu Yokoda é médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC e especializado em cirurgia geral, acupuntura e homeopatia. É membro fundador da AMBA (Associação Médica Brasileira de Acupuntura). Desenvolve há 4 anos técnicas de tratamentos com Mobilização de Qi (energia) Mental no setor de Medicina Chinesa e Acupuntura do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Unifesp - Escola Paulista de Medicina e no Centro de Pesquisa e Estudo da Medicina Chinesa e Acupuntura - Center AO, onde é responsável pelo tratamento da Obesidade com mobilização de Qi Mental.
Uma novidade no mundo da medicina alternativa está provocando muita discussão. Não é nada de comprimidos, gotas, injeções. O remédio usado é a força do pensamento. A técnica se chama QI Mental e ela está sendo usada para o tratamento de algumas doenças (tendinite, asma, enxaqueca, etc) e distúrbios, como a obesidade. É isso mesmo! O QI mental está ajudando muita gente a emagrecer. O termo "QI" significa energia, em chinês. A médica Márcia Yamamura destaca que a energia da mente do paciente é mobilizada, direcionada para o tratamento da doença. O médico induz o paciente a buscar na memória, no subconsciente, lembranças do passado, de acontecimentos ruins. Segundo os especialistas, a origem de quase todas as doenças está no emocional das pessoas. O médico João Yokoda aplica a técnica em seus pacientes. Antes disso, ele mesmo testou a novidade. Em outubro de 2000, Yokoda pesava 108,3 kg. Dois meses depois, em dezembro de 2000, já estava com 89,5 kg. Perdeu quase 20,5 kg. Não voltou mais a engordar. Ele é acupunturista, homeopata e cirurgião geral. Há quatro anos, descobriu o QI mental em um curso de acupuntura. Hoje, ministra um workshop que atrai 100 pessoas por curso. Basicamente, a técnica consiste em mentalizar o corpo e o peso ideal. Para isso, a pessoa precisa relaxar, ou seja, estar despreocupado e concentrado no pensamento. Durante dois ou três minutos, a pessoa projeta uma imagem que gostaria de ter. Mentaliza a gordura do corpo sendo dissolvida, o corpo ficando magro, a alegria, a descontração do novo perfil. Para vencer a compulsão de comer, o indivíduo deve se imaginar comendo aquilo que mais tem vontade, com gosto, até saciar a fome. Esse exercício serve para inibir o desejo pelas guloseimas. De acordo com o médico, o pensamento influencia o cérebro, que envia as informações para o subconsciente que as executa no organismo. A mentalização deve ser feita três vezes ao dia. Em São Paulo, 300 pessoas já deixaram de ser obesas buscando os segredos do subconsciente. O QI mental pode ser uma das boas novidades da medicina, dizem os pesquisadores.
Energia Mental
(reportagem Globo Repórter 25/06/04)
Outra alternativa, também inspirada na medicina chinesa, está sendo estudada no Hospital São Paulo, da Unifesp. Tendinite, enxaqueca, doenças crônicas, como crise de asma, obesidade e até vitiligo. Os pesquisadores acreditam que a cura dessas doenças, de forma rápida e sem medicamento, é possível. Ainda estão estudando, mas já encontraram várias evidências. O tratamento tem um nome estranho: Qi Mental. "O termo Qi significa energia em chinês. Nós mobilizamos a energia mental, da mente do paciente, para o tratamento da doença", explica a médica Márcia Yamamura. Segundo os especialistas, a origem de quase todas as doenças está no emocional das pessoas. O médico induz o paciente a buscar na memória, no subconsciente, lembranças do passado, de acontecimentos ruins. É assim que a dona de casa Lindalva da Silva Navarro vem tratando uma doença que ela contraiu há nove anos, o vitiligo. "Eu tinha o rosto todo atingido pelo vitiligo", conta a paciente. Ela vivia se escondendo das pessoas e até do espelho. Se sentia rejeitada. "Não admitia nem que meu marido me acariciasse. Eu achava que era porque ele estava com dó e pedia para que me deixasse em paz", lembra Lindalva. "Esse caso é muito interessante porque ela relaciona cada mancha a um acontecimento do seu passado", diz a médica. Quanto mais Lindalva sofria, mais manchas apareciam em seu corpo. "O tratamento consiste em falar para o paciente resolver esse conflito emocional, dar a ele o desfecho que ele gostaria de ter dado e não pôde por vários motivos. O importante é trocar a emoção ruim pela emoção boa", diz a médica. Funcionou como um remédio eficaz. Lindalva seguiu direitinho a orientação da médica e as manchas foram sumindo. "Em 21 dias o vitiligo desapareceu do meu rosto completamente", garante ela. Hoje, o médico João Yokoda cuida de seus pacientes com a mesma técnica que lhe curou: o Qi Mental. Como três senhoras, ele também sofria de obesidade. Em outubro de 2000, o médico pesava 108,3 quilos. Dois meses depois, em dezembro de 2000, já estava com 89,5 quilos. Perdeu quase 20,5 quilos em pouco tempo. "Esse foi o primeiro experimento do Qi Mental em mim mesmo", diz ele. Marly, Cláudia e Suely. Cláudia, a mais magrinha, tinha 120 quilos. "Eu já sinto diferença. Estou mais tranqüila e menos compulsiva. Me levantava durante a noite e assaltava a geladeira. Agora não tenho feito isso", diz Marly Rodrigues, auxiliar de escritório. "À noite eu não assaltava a geladeira, era de dia mesmo", confessa Cláudia Rocha da Silva, secretária. Elas começaram o tratamento há uma semana e já perderam peso. Suely está com cinco quilos a menos. "É uma coisa impressionante, porque é um tempo curto e dá essa diferença. E eu gostei bastante porque não tem medicação", ressalta Suely Marques, metroviária. A receita é comer. Comer muito e tudo o que quiser e der vontade. Mas só na imaginação. "Eu mentalizo que eu estou comendo o que tenho vontade. Eu adoro pão. Então, eu sinto o aroma, me vejo cortando o pão, recheando com o que eu mais gosto e comendo. Comendo mais um, mais um e mais um... Eu me sinto saciada só com a impressão. A sensação é maravilhosa. Depois que você termina está até enjoado", diz Marly. Enquanto pesquisam, os médicos curam. Em São Paulo, 300 pessoas já deixaram de ser obesas buscando os segredos do subconsciente. O Qi Mental pode ser uma das boas novidades da medicina, dizem os pesquisadores.
Link para a reportagem do Globo Repórter no qual pode-se assistir ao vídeo:
http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-3497-2-54686,00.html
Pense leve e emagreça!
A ciência garante: é possível usar a força da mente para alcançar o peso ideal e conquistar a silhueta que você sempre sonhou. Descubra como funciona a Dieta do QI mental!
IRACY PAULINA
Não seria maravilhoso mentalizar um corpo todo curvilíneo e definido, e conseguir conquistá-lo em poucos meses? Então pode comemorar, porque agora isso já é possível graças a um novo método de emagrecimento testado e aprovado por mais de 800 pessoas e que está ganhando cada vez mais adeptos: a Mobilização do QI Mental.
Desenvolvida por professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a novidade é a adaptação de uma técnica milenar chinesa, o tao yin, espécie de ioga que usa a força da mente para combater diversos males físicos. "Apenas 2% de nossas funções corporais são conscientes, todo o resto é movido pela programação do subconsciente. Esse é o segredo do sucesso do QI mental", afirma o médico João Yokoda, especialista em homeopatia e medicina tradicional chinesa e coordenador do grupo de obesos da Unifesp. Antes de ensinar a tática, ele mesmo a experimentou. De baixa estatura, 1,67 m, há quatro anos o expert pesava 108,5 kg. Mobilizando seu QI mental, em dois meses emagreceu 20 kg e nunca mais engordou.
Segundo ele, as pessoas gordas carregam em seu subconsciente um registro ancestral: o medo de morrer de fome, que as leva a comer descontroladamente e de maneira compulsiva. "Essa herança veio de nossos antepassados, que em épocas muito remotas sofriam com a escassez de alimentos", diz o especialista. Apesar de nos dias atuais ser muito raro o risco de ficar sem ter o que consumir, o temor de inanição (que acaba levando à compulsão) pode ser despertado por outros gatilhos - tais como o sentimento de rejeição (o mais comum), a ansiedade, a mágoa e algumas situações que geram estresse e pavor. A solução proposta pelo QI mental é desprogramar tudo isso com exercícios de mentalização.
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Um dos passos do QI mental é mentalizar o corpo magro e bonito que se quer ter. Depois, PROGRAME O TEMPO QUE VAI LEVAR PARA EMAGRECER FIXANDO UMA DATA IMPORTANTE, como a do seu aniversário. Então, visualize a cena vendo-se bela e esbelta apagando as velinhas |
QUATRO PASSOS TRÊS VEZES AO DIA PARA AFINAR DE VEZ
O passo-a-passo da técnica é simples, mas antes de colocá-lo em prática vale seguir algumas orientações de João Yokoda para obter resultado. Uma delas é saber que o subconsciente não grava números ou palavras. Por isso, as mentalizações precisam ser feitas com imagens. "Você deve imaginar o corpo ideal que pretende ter", informa o profissional. Outra dica é simbolizar de que forma quer alcançar seu objetivo. Por exemplo, quando pensar no tempo que quer levar para ficar mais magra, não adianta estabelecê-lo em número de meses. O ideal é fixar uma data importante, como o dia do seu aniversário, e visualizar a cena: você sequinha, dentro daquele vestido maravilhoso, apagando as velinhas do bolo, cercada por olhares de admiração. A mentalização tem quatro passos que podem ser seguidos em três minutos e devem ser repetidos três vezes ao dia. Acompanhe:
1º Relaxe
Sente-se, feche os olhos, sinta toda a musculatura de seu corpo relaxar, especialmente a do rosto, e respire profundamente três vezes. Lembre-se de um acontecimento feliz e reviva mentalmente a sensação de bem-estar que ele lhe proporcionou por cerca de 15 segundos.
2º Derreta a gordura
Agora crie uma imagem mental marcante que simbolize a sua gordurinha sendo totalmente eliminada. Você deverá recorrer a ela em todas as mentalizações. Exemplo: pense em um tablete de manteiga derretendo e escorrendo pelo ralo. Fixar essa imagem por 30 segundos é o suficiente.
3º Contemple o corpo que deseja
Agora imagine a silhueta que você sempre sonhou, com contornos bem definidos, nas roupas que há tempos deseja usar. A cena deve ter algum elemento que especifique a data em que pretende estar com esse corpo, como novamente o seu aniversário ou uma viagem à praia muito aguardada. Não esqueça de mentalizar também alguém elogiando sua nova forma física e sua saúde para reforçar no seu subconsciente a idéia de que ser magra não significa ficar doente ou passar fome.
4º Volte ao presente
Para finalizar, mentalize o dia e o mês em que você está e abra os olhos devagar.
Pense leve e emagreça!
A ciência garante: é possível usar a força da mente para alcançar o peso ideal e conquistar a silhueta que você sempre sonhou. Descubra como funciona a Dieta do QI mental!
IRACY PAULINA
FOTO:CHRISTIAN PARENTE
A FORÇA DO PENSAMENTO
O QI mental não é o único método que usa o poder da mente contra as gordurinhas extras. A corrente psicológica da programação neurolinguística (PNL) também acredita na eficácia da força do pensamento e que nosso corpo é moldado a partir da representação mental que fazemos dele. Assim, se você projetar a auto-imagem corporal de uma pessoa magra poderá desencadear os processos internos que a farão conquistar as linhas esbeltas tão almejadas. No livro Feche os Olhos e Veja (Editora Ágora), A terapeuta holística Izabel Telles ensina a técnica de utilização das imagens mentais para garantir uma vida emocional e física saudável. "Elas são a linguagem do inconsciente", explica a autora. Para lutar contra a gula, Izabel ensina um exercício de mentalização que deve ser feito três vezes por dia, durante três semanas:
Sente-se em um ambiente tranqüilo, feche os olhos e faça três respirações lentas e profundas. Pense que a gula tem uma enorme boca aberta e cheia de fogo. Jogue dentro dela tudo o que simboliza a gulodice e a compulsão por alimentos e veja queimar até virar pó. Apague o fogo, recolha as cinzas e sopre-as ao vento. Por fim, feche a grande boca imaginária, afaste-a de sua frente pelo lado esquerdo, respire profundamente e abra os olhos.
MEDITAÇÃO E DIETA
Seguindo esse roteiro, Yokoda garante que você estará desprogramando a compulsão alimentar. Para reforçar as imagens da mentalização, ele aconselha cada praticante a ter uma balança à mão para se pesar diariamente. Os dados colhidos devem ser usados num gráfico que demonstrará seu progresso numa curva descendente de peso. Esse acompanhamento ajuda a manter a disciplina das três meditações diárias. O doutor ensina ainda outro truque para usar em momentos estratégicos, como aquele em que você tem uma enorme vontade de comer algo engordativo - um chocolate, por exemplo. Quando isso acontecer, imagine-se devorando uma caixa enorme de bombons. E, mesmo já enjoada, continue comendo até ficar com verdadeira aversão à guloseima. O médico afirma que a vontade passa.
Mas o método de mobilização do QI não faz milagres sozinho. "Combino os exercícios de mentalização com uma dieta disciplinadora", avisa o expert. Ela consiste em seis refeições diárias (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche noturno), que, somadas, não ultrapassam 1.200 calorias. O menu é balanceado, o que significa poder comer de tudo um pouco desde que seja com moderação. Outra recomendação é fazer exercício, como caminhar pelo menos 45 minutos diariamente.
Tentativas que deram certo
"Parei de assaltar a geladeira. Luto contra a balança desde os 15 anos. Tomei todo tipo de fórmula para emagrecer, mas sempre voltava a engordar. Desanimada, vivia com palpitações, sentia falta de ar e não via mais alternativas até conhecer o método do QI mental. Na palestra do dr. Yokoda descobri que a origem do meu problema era a compulsão. O grande prazer era esperar todo mundo dormir para assaltar a geladeira. Comer escondido me dava prazer. Iniciei com vontade as mentalizações, e senti que, aos poucos, minha vontade desenfreada de devorar as coisas foi ficando sob controle. Em seis meses perdi 20 kg. Como a parte do corpo que mais me incomodava era a barriga, mentalizava mais essa região e foi nessa área que obtive melhores resultados. Continuo firme pois sei que vou enxugar muito mais."
MÁRCIA APARECIDA VALVERDE, 36 ANOS, (quando iniciou o programa pesava 99 kg e agora está com 80)
"Queria estar magra no meu aniversário e consegui. Já experimentei todos os regimes conhecidos, mas nenhum deu resultado. Descobri o QI mental em 2002 e imediatamente resolvi tentar. Ouvir aquela história da fome ancestral fez todo sentido para mim e me ajudou a mergulhar de cabeça na técnica. Queria com todas as forças estar magra no meu aniversário, que seria dali a cinco meses. Passei a fazer as mentalizações três vezes ao dia, a me pesar diariamente e a registrar tudo num gráfico. Também segui à risca a indicação de fazer seis refeições e praticar atividade física. Resultado: apaguei as velinhas com 62 kg - 20 a menos de quando comecei o programa."
MAGIÂNGELA LA PADULLA, 46 ANOS, (pesava 82 kg e agora está com 62)
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O Último post...
Sobre a consulta do Qi.... Como disse, basicamente é aquilo mesmo que está aqui.
Fazer isso já é quase tudo, obviamente seguido de uma reeducação alimentar, estilo de vida saudável, todo aquele caminho que estamos mesmo tentando trilhar... O que foi passado a mais vou tentar resumir abaixo, se ficar alguma dúvida, perguntem, que o que eu souber eu digo.
O mais importante de tudo é visualizar, é tentar ver a imagem mesmo. Por exemplo, é preciso criar uma espécie de filme mental com detalhes da imagem que você quer ter. Quando forem fazer pela primeira vez (ou mesmo se estiverem recomeçando), é bom deixar a imaginação um pouco solta pra que a imagem que apareça primeiro (aquela do modo como você se imagina perdendo gordura) seja uma imagem espontânea, pegue essa imagem, mesmo que no começo ela seja esquisita. Isso é porque o inconsciente tem sua própria noção das imagens às quais melhor se adapta. É bom também que a imagem de você magra seja uma imagem feliz, procure se ver sempre sorrindo e sinta-se interiormente feliz, pois segundo o médico o inconsciente tende a se apegar naquilo que melhor preserva a espécie e nada melhor para a preservação da espécie do que a felicidade.
É importante também que durante as refeições ou um pouco antes você tente se lembrar de algo tipo assim: para estocar alimentos eu tenho armários, tenho a geladeira, tenho minha fruteira, existem lojas, mercados, padarias, lanchonetes, etc.. Eu vivo num país onde os alimentos são abundantes o ano inteiro e é melhor consumi-los frescos, não tenho que ficar estocando nada, muito menos dentro do meu corpo. Isso é para que você vá eliminando aos poucos do corpo a necessidade de guardar comida na forma de gordura. A gente precisa se acostumar com a idéia de que a comida não vai faltar, que não estamos mais na era glacial onde comida era um imperativo, e que a ameaça de morrer de fome é coisa do passado. Segundo o médico, o excesso de peso está muito ligado ao medo, não direta ou conscientemente ao medo de morrer de fome, mas qualquer situação de medo pode desencadear um medo ancestral que é esse tal medo de morrer de fome, ou seja; morrer de fome é o medo mais antigo da humanidade, fomos uma sociedade de caçadores e coletores por muito, mas muito mais tempo do que de agricultores ou criadores de animais, ainda não deu tempo desse receio desaparecer de nossa herança genética.
E por falar em genética, os obesos são mais bem sucedidos que os não obesos do ponto de vista da evolução, pois foram os que melhor se adaptaram a necessidade de estocagem de gordura e conseqüentemente de proteção sua e da espécie. Então na verdade a questão é meio que informar ao nosso corpo (através do inconsciente) que esse medo já não faz mais sentido atualmente, que nós podemos eliminar a gordura tranqüilamente sem que isso represente um perigo para a sobrevivência, seja a nossa ou a da espécie.
E o processo do Qi deve ser feito quando a gente está o mais relaxada possível, pois (e isso todo mundo que entende um tiquinho de meditação sabe), o acesso ao inconsciente é mais facilmente conseguido durante a fase de relaxamento, onde o instinto lutar-ou-fugir não está tão ativado. Sobre os remédios para emagrecer (do tipo anfetaminas e derivados, não os sacietógenos), no entendimento dele são perigosos porque mais do que os efeitos colaterais que todos sabemos ser bem punk, eles deixam o corpo num estado que o inconsciente lê como sendo de fome permanente, (mesmo que a gente não sinta a fome), é como se o corpo estivesse em alerta máximo para sobreviver, gerando além de tudo mais adrenalina e cortisol. E daí, quando se interrompe o uso dos remédios é como se o corpo fosse obrigado a tornar o metabolismo e a queima de gordura ainda mais lentos, fazendo com que a gente engorde tudo de novo e mais um pouco. Não é que os remédios (repito, as anfetaminas e derivados) em si provoquem esse efeito, é o corpo que entende estar em situação de perigo. E entende que precisa estocar ainda mais gordura.
Sobre os exercícios físicos (obviamente ele entende serem muito importantes) também disse que quando estivermos fazendo é bom pensar na imagem de eliminação de gordura, tipo visualizar que o exercício está queimando ou derretendo, ou seja lá o que for, a gordura, que ela está sendo eliminada fisicamente, literalmente, do corpo. Durante os exercícios não é necessário fechar os olhos nem fazer o ritual todo, até porque dependendo do exercício nem tem jeito, é só em algum momento da prática imaginar e visualizar isso.
Ele disse também que quando a gente for colocar imagens da gente magra para dar incentivo (tipo colocar foto na porta da geladeira, ou em lugares que a gente quer ver pra lembrar) é imperioso colocar fotos sorrindo, por causa do que já disse, o inconsciente precisa associar o corpo esbelto com saúde e felicidade.
As outras recomendações têm muito a ver com a medicina chinesa, ou seja, evitar corantes e conservantes, tomar muito chá, muito líquido, evitar refinados, enlatados e embutidos e etc... Aquela história mesmo da alimentação saudável.
Ah, e outra coisa, especialmente para as meninas que não gostam de chá verde: ele disse que qualquer chá é bom, mas o que tem o efeito mais parecido com o verde é o chá de hortelã que além de ajudar muito na eliminação de peso, ainda é anti-oxidante, combatendo os tais radicais livres.
Outro ponto é que (no começo pelo menos) devemos manter um horário fixo para as alimentações, para não dar o sinal para o inconsciente de que o corpo está em perigo. Essa recomendação é muito importante e ajuda a otimizar o processo todo.
Outra coisa, se você colocou a primeira data como, digamos, o próximo ano-novo e sentir que quando estiver chegando lá não vai conseguir, não mude a data antes dela chegar, espere o dia tal chegar e só então refaça o prazo, porque segundo o Dr. João Yokoda, o inconsciente não entende dois comandos distintos de uma vez e aí trava, não indo a lugar nenhum, preferindo deixar tudo como está. Então espere o dia chegar e só então refaça o filminho do final. Também quando terminar lembre-se da data atual em números mesmo, para que a ponte consciente/inconsciente seja estabelecida.
