Leitura e Releitura

Índice de Leitura no Brasil

    Em uma pesquisa feita em 2001 e na qual foram ouvidas 86 milhões de pessoas, em 44 municípios de 19 estados, cerca de 49% da população brasileira, mostrou que o índice médio de leitura de pessoas com mais de 15 anos e pelo menos 3 anos de escolaridade era de 1,8 livros por ano.
      Uma pesquisa mais recente e ampla, de 2008, mostra novos e mehores dados. Dessa vez foram ouvidos 5.012 brasileiros, de 311 municípios em 27 Estados, ou seja, 92,3% da população nacional. Essa nova pesquisa mostra que a média anul de leitores com mais de 15 anos e com ao menos 3 anos de escolaridade passou para 3,7 livros.
    A nova pesquisa mostra que 55% das pessoas entrevistadas se dizem leitoras e que o brasileiro lê 4,7 livros por ano, sendo que foram contados como leitores aqueles que leram ao menos 1 livro nos últimos 3 meses antecedentes à pesquisa. Os maiores leitores são os estudantes, já que os que estão fora da escola leem cerca de 1,3 livros ao ano.
    

 Formação: 

Livros por ano: 

 Horas Semanais de Leitura:  Horas Semanais de Leitura Didática: Leitores Espontâneos 

 Ensino Superior

 8,3

2,5 3,4   34%

Ensino Médio 

4,5 

2,2 2,2  39%

 Entre 5ª e 8ª série do E. Fundamental

1,4 2,3  33%

 Até 4ª série do E. Fundamental

3,7 

1,5  1,9  38%
 

              Idade:

 % de Leitores da Pesquisa:

 Entre 5 e 17 anos 39% 
 Entre 18 e 24 anos 14% 
 
 Idade: Livros por ano: 
 Entre 5 e 10 anos 6,9 
 Entre 11 e 13 anos 8,6
 Entre 14 e 17 anos 6,6 
 
     Esses índices mostram que a leitura é fortemente incentivada na educação e que sua importância aumenta junto com o grau de escolaridade. Porém, dos 7,2 livros que os estudantes leem anualmente, 5,5 deles são indicados pela escola e apenas 1,7 são lidos espontaneamente. Além disso, a pesquisa também mostra que enquanto 90% dos adultos com mais de 40 anos preferem ler em lugares silenciosos, crianças entre 5 e 13 preferem ler com a TV ligada e os jovens, principalmente até a faixa de 17 anos, gostam de ouvir música enquanto leem.
    Outro ponto de destaque da pesquisa é a importância do incentivo familiar para a leitura, pois 49% dos entrevistados indicam a mãe como principal incentivadora, enquanto o incentivo do professor foi de fundamental importância para 33% das pessoas ouvidas. O índice do incentivo materno aumenta para 73% entre crianças de 5 a 10 anos. Além disso, o estudo também mostra que a escola falha no incentivo à leitura, pois, ao sair da escola, muitos deixam a leitura de lado.
    Já os não-leitores representam 45% dos entrevistados, sendo que 29% deles declararam ter se dedicado mais à leitura durante a infância, especialmente até os 10 anos. Além disso, apesar de 67% das pessoas pesquisadas afirmarem conhecer uma biblioteca, apenas 1 entre 4 pessoas frequenta uma.
 
 Idade: % de Não-Leitores: 
 Entre 30 e 39 anos 15% 
 Entre 40 e 49 anos  15%
 Entre 50 e 59 anos  13%
 Entre 60 e 69 anos  11%
 
    Portanto, com essa nova pesquisa, podemos concluir que o incentivo é essencial para a formação de novos leitores, porém é necessário que a escola procure conscientizar seus alunos do valor da leitura e não obrigá-los a ler, caso contrário, em vez de incentivar a escola estará desestimulando, além de que, após sairem da escola, os alunos não lerão mais. Mas, como a pesquisa também mostra, o incentivo à leitura não deve caber apenas à escola, mas também à família, que tem um papel fundamental em toda a educação da criança.
 
Fonte de pesquisa: Metodista.br

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