A verdadeira natureza é pura e profunda Como a água clara e calma. Se batida com o ódio ou o amor, Surgem ondas de irritação. Surgindo sem cessar, A própria natureza torna-se turva. Irritação e ignorância Sempre aumentam inconscientemente. O "eu" agarrando um "outro" É como a lama entrando na água. O "eu" movido por um "outro" É como jogar gordura no fogo. Enquanto o reino externo for o caos, o "eu" será verdadeiro. Enquanto o caos for tomado por real, o "eu" nascerá. Se o "eu" não nascer, As irritações, queimando por éons, transformam-se em gelo. Assim, os perfeitos Primeiro esvaziam a mácula do "eu". Quando a mácula do "eu" for esvaziada, Como o reino externo poderia ser uma obstrução? A capacidade de se recuperar é a função Do "eu" esquecido. Assim que idiossincrasias aparecerem, Você as reconhecerá imediatamente. O objetivo do reconhecimento é a iluminação. No instante em que um pensamento retornar ao brilho, Todos os rastros serão limpados. Esse momento é refrescante. Refrescante, brilhante, Inigualável, independente, Tranqüilo, harmonioso, Nada pode igualá-lo. (Adaptado de Sheng-yen, The poetry of enlightenment: Poems by ancient Ch'an masters. Elmhurst: Dharma Drum Publications, 1987. Pág. 99-100.) |