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Budismo no trabalho

Como os ensinamentos do budismo tibetano podem servir para auxiliar na busca de uma vida profissional mais serena:

Não se vincule a processos transitórios (chamados de impermanentes no budismo). – Tudo tem um começo, um meio e um fim. Isso vale para tudo, do casamento ao funcionamento de uma empresa – diz o Lama. Ele conta que certa vez foi convidado por um amigo de uma empresa que acabava de realizar uma associação com uma multinacional para ministrar palestra na inauguração de um projeto. Ao falar sobre a transitoriedade das coisas, no final da palestra, foi interpelado pelo amigo, que o questionou, em tom de brincadeira, se o tema era adequado para a ocasião. – É essa a verdade, não podia mentir a eles – resigna-se o Padma Samten.

A dependência a processos impermanentes causa sofrimento. – Você não é um funcionário. Você se criou como um funcionário. Quando você apresenta seu cartão de visitas ou seu currículo, não acredite que você é aquilo, você é aquele que construiu o seu currículo.

Nunca perca a clareza de que as pessoas têm uma natureza própria. Tenha capacidade de estabelecer vínculos, mas com a consciência sobre a transitoriedade (impermanência) das coisas. – Todas as nossas tragédias são tragédias do personagem. Se suas circunstâncias afundarem, você não precisa afundar junto – ensina o lama.

– O treinamento para atingir esse estágio, de estar vinculado e ao mesmo tempo livre, é a quarta verdade de Buda, explica o lama. Ela se divide em outras quatro:

• Motivação correta
• Não trazer sofrimento aos seres
• Trazer benefício aos seres
• Dirigir a própria mente (é preciso tomar decisões capazes de serem implementadas)

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