ONG baiana apresenta experiência com jovens da periferia no Encontro de Cultura Colaborativa
Salvador - Jovens da periferia de Salvador têm a oportunidade de
exercitar a cultura colaborativa por meio de um projeto desenvolvido
pela organização não-governamental baiana Centro de Referência Integral
de Adolescentes (Cria). Atualmente, cerca de 150 jovens participam do
projeto, que oferece formação em artes para produção cultural, como
teatro, poesia, vídeo, fotografia, literatura e jornal comunitário.
"Nossos
princípios estão baseados na solidariedade, no respeito à diversidade.
Tudo isso está presente nessa idéia de cultura colaborativa, que tem
tudo a ver com comunicação e que é altamente potencializada quando a
gente começa a se apropriar da tecnologia e de outras formas de contato
entre nós e de construção coletiva", destaca a coordenadora de
comunicação da ONG, Scheila Gummes.
A experiência foi
apresentada hoje (12) no primeiro Encontro de Cultura Colaborativa,
durante a mesa-redonda Comunicação e Desenvolvimento. Scheila Gummes
contou que na sede do Cria, em Salvador, funciona uma unidade do
projeto Pontos de Cultura, do Ministério da Cultura, o que permite que
os jovens tenham acesso, por exemplo, a um estúdio multimídia.
Segundo a coordenadora, algumas amostras das produções dos adolescentes foram publicadas no site do Cria (www.criando.org.br),
como ensaios fotográficos. Ela destacou que o projeto possibilita a
mudança de comportamento dos jovens: "Eles estão se fortalecendo como
sujeitos políticos, na verdade, porque estão querendo encontrar e se
apropriar de novos mecanismos de fala, em que possam construir suas
próprias narrativas, se posicionar politicamente e ocupar um lugar mais
digno da sociedade".
Criada em 1994, a ONG também tem como
foco o fortalecimento de uma rede formada por 27 grupos comunitários
liderados por jovens e por 17 núcleos de arte situados em municípios do
semi-árido baiano.
(Foto: Valter Campanato/ABr. Texto: Juliana Andrade
/Enviada especial Agência Brasil)