Questões introdutórias


O que é?

JPhylosofia é um site criado pelo Prof. Ms. Jean Pierre destinado a melhorar o aprendizado de seus alunos de filosofia com uma ampliação e diversificação do conteúdo ministrado
em sala de aula.Saiba mais

Por que é?
Um dos motivos da criação deste site é a necessidade de possibilitar aos estudantes de filosofia uma maior dinâmica às aulas ministradas em sala de aula através da internet.Saiba mais

Quem é?

Jean Pierre é graduado em Filosofia e tem mestrado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE).

Atualmente é professor efetivo em duas escolas do Governo do Estado do Ceará: a EEFM Antônio Dias Macêdo e EEFM Integrada 2 de Maio nas quais desenvolve projetos relacionados à filosofia, como este site, e áreas afins.
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Os sentidos do amor


Se, como dizem, o amor é uma perda dos sentidos, este 
filme demonstra justamente o contrário, pois depende de cada sentido e é senão o sentido perfeito, como é intitulado este filme originariamente, o que percebemos desde o início dele. E pouco a pouco o que vemos é um misto de perda e alegria pelo que ficou, pelos sentidos que ainda resta, até que... chega ao fim e tudo que queremos é simplesmente estar perto de quem amamos como se fosse o último dia de nossas vidas. Um filme imperdível que deve não apenas ser assistido, mas sentido com todos os sentidos! Confira!







"Vamos começar/ colocando um ponto final/ pelo menos já é um sinal/ de que tudo na vida tem fim", 
assim começa a música Tudo novo de novo, do cd homônimo de Moska. A música é um convite à mudança, para o bem e para o mau, pensando o devir de nossas vida e os sentimentos que nos afligem. Escutá-la é repensar tudo em nossa volta e a nós mesmos não importa quando e onde estivermos sem perder de vista quem somos. É também um convite às experiências que devemos buscar em nossas vidas quando diz "vamos nos jogar onde já caímos", "vamos mergulhar do alto onde subimos" e que devemos repetir, repetir, até ficar diferente, como diz em outra música sua Mar deserto, um verso de Manoel de Barros, do poema Didática da invenção. Escute, leia, aproveite, vivencie tudo novo de novo.







Divirta-se


Leia


Um velho árabe de aparência miserável, mendigando para sobreviver, caminha pelas ruas de uma cidade. Ninguém 

lhe concedia a menor atenção. Um transeunte lhe disse com autêntico desprezo:

 - Mas o que faz aqui? Não está vendo que ninguém o conhece?

O homem pobre olhou calmamente o transeunte e respondeu:


 - Que me importa? Eu conheço a mim mesmo, e isso basta. O contrário é que seria para mim um horror: que todos me conhecessem e que eu me ignorasse.

Conto O essencial, retirado do livro Contos filosóficos do mundo inteiro, de Jean-Claude Carrière, 2004.




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  • Este espaço é dedicado à questões polêmicas para discussão entre os alunos.
  • aeticadoaborto
    Alcino Eduardo Bonella é professor de ética da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Email: abonella@gmail.com
    A ética do aborto

    Por envolver noções de vida e morte, encerrar uma gestação não pode ser nos termos de certo ou errado, sugerem os filósofos. A possibilidade da decisão do STF no caso de fetos anencéfalos, mais uma vez adiada, reacende a discussão no Brasil.

    Normalmente, quem condena o aborto também condena qualquer lei que permita sua prática segura; e quem defende a descriminalização não vê nenhum problema ético no aborto. Uns olham somente para o feto, outros apenas para a mulher. É possível, porém, considerarmos o aborto uma coisa ruim e ao mesmo tempo não concordar que ele seja um crime punível com prisão. Podemos ser contra o aborto, mas a favor do direito da mulher ao aborto.
    IMAGEM: SHUTTERSTOCK

    Em geral, contra o aborto, alega-se que: é errado matar um ser humano inocente (premissa maior, normativa); um feto humano é um ser humano inocente (premissa menor, factual); portanto, é errado matar um feto humano (conclusão). Em favor do direito ao aborto, em geral, argumenta-se contra a segunda premissa acima: um feto humano não seria, desde o início da gestação, um ser humano desenvolvido, pois ele se forma gradualmente.

    Tirar a vida de uma pessoa é um dos maiores danos que se pode causar a ela: primeiro, se a morte subtrai um futuro valioso, cheio de benefícios que seriam vividos pela vítima; segundo, se a pessoa não quer ser morta; terceiro, se a morte também causa danos à família e à sociedade da vítima; quarto, se o interesse da vítima em continuar vivendo for protegido como um direito quase absoluto.

    Mas, por causa do erro de matar alguém como nós, em geral, algumas pessoas pensam que também é errado tirar a vida do feto. Em alguns aspectos, o feto se parece com um de nós, por exemplo, ele está vivo, é um ser humano. Mas em outros aspectos ele não se parece com um de nós: o embrião não é ainda um organismo, o feto precoce não tem a capacidade de sentir e ser consciente; mesmo um feto desenvolvido ainda não é autoconsciente e autônomo.

    Há várias maneiras de justificar por que seria errado terminar uma vida fetal, mesmo em desenvolvimento, e dentre elas a mais forte é a que condena o aborto porque terminar a vida fetal subtrairia o futuro valioso para tal ser em desenvolvimento, já que sem o aborto ele teria um futuro como o nosso. Pensamos que um feto humano tem um futuro normalmente promissor pela frente, cheio das experiências que tornam uma vida normalmente boa de ser vivida. Ora, tirar a vida do feto é impedir que esse futuro valioso ocorra e é impedir que alguém como nós tenha este futuro. Aquela ação pode causar um grande dano ao feto, pois uma explicação do erro de nos matar reside na perda de todos os anos de vida pela frente que teríamos (cf. Marquis, 1989).

    UMA VIDA VALIOSA COMEÇA QUANDO SE PODE APRECIÁ-LA DE ALGUM MODO: SÓ COM A CAPACIDADE PARA EXPERIMENTAR BENEFÍCIOS DA VIDA ALGUÉM PODE SER BENEFICIADO

    Porém, terminar uma gestação, ao menos quando o feto está em formação, talvez não seja prejudicar alguém, mas apenas deixar de preparar e beneficiar uma pessoa no futuro. Se interferimos no processo de reprodução, impedindo que um espermatozoide fecunde um óvulo, também estamos impedindo que alguém, no futuro, aprecie uma vida valiosa. Uma vida valiosa começa quando se pode apreciá-la ou experimentá-la de algum modo: só com a capacidade para experimentar os bens ou benefícios da vida alguém pode ser beneficiado ou prejudicado.

    Leia mais: http://portalcienciaevida.uol.com.br/esfi/edicoes/65/artigo243394-1.asp?o=r.

    Dê sua opinião

    Qual dos argumentos acima, a favor ou contra o aborto, você concorda e por quê?

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    Postado em 09/01/2012 07:12 por Jean Pierre
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