sobre o Ano Internacional da Astronomia na UFABC.. "Todos os olhos na Terra, se voltarão para o céu". Opa.. volte volte um segundo para cá, E assim dá início ao Ano Internacional da Astronomia. Para não deixar que todo o interesse que possa ter sido despertado e fomentado pelo Ano Internacional da Astronomia (2009) se perca ao fim do ano, e dando continuidade às comemorações dos 400 anos em que Galileu usou a luneta para fazer descobertas seminais que corroboraram a teoria heliocêntrica, o projeto de se realizar um Evento em Astronomia na Universidade busca criar na UFABC uma ponte entre os Convidados do Evento a decifrar,compreender, refletir, criticar e estudar o papel da astronomia sobre algumas questões e estudos de interesse... De onde somos? De onde viemos? Por que estamos aqui? Essas perguntas, bastante comuns na existência humana, são abarcadas pela Astronomia. É importante destacar que a Astronomia traz consigo aspectos especiais, como exemplo, a multidisciplinaridade. Suas aplicações empregam conhecimentos de diversas áreas. Para o astrônomo trabalhar com os dados obtidos ele se utiliza de modelos matemáticos e simulações numéricas. Ao utilizar o telescópio, os computadores se fazem hoje imprescindíveis. Assim, a informática é um elemento essencial para trabalhar atualmente nessa área. O estudo acerca das origens da vida em nosso planeta, bem como a busca por indícios de vida em outros planetas e sistemas envolvem a biologia e a química de forma profunda. A pesquisa da evolução planetária em suas várias etapas envolve a geologia, bem como o estudo de cometas e asteróides. O movimento dos corpos celestes e as leis que regem o universo são estudados e analisados pela física. A evolução estelar envolve conhecimentos de física da matéria densa, termodinâmica, mecânica quântica etc., além de muitas outras influências que a Astronomia vem trazendo em seu contexto histórico e filosófico. São vários, portanto, os campos em que a ciência astronômica atua direta e indiretamente. Nos últimos séculos, a ciência astronômica progrediu de forma espantosa, expandindo os horizontes para o entendimento dos processos que ocorrem nos mais diversos objetos celestes: dos planetas às estrelas e galáxias, das supernovas aos pulsares, das radio-galáxias e galáxias ativas aos quasares e buracos negros. Nesse contexto deve se lembrar sempre que nossas teorias a respeito da natureza se baseiam em um número imenso de observações experimentais. Empregamos os princípios da física no estudo dos astros, em um ramo da física conhecido como astrofísica, e na investigação da estrutura do universo, em um ramo que é chamado de cosmologia. Para estudar as estrelas e galáxias, os astrofísicos e cosmólogos têm que se contentar com a radiação eletromagnética e eventuais partículas que tenham sido emitidas no passado e estejam chegando à Terra no momento da observação. Historicamente, o principal instrumento usado para captar essa informação e a partir daí estudar o cosmo foi o olho humano. Embora bem adaptado a vida na Terra, o olho é um instrumento relativamente pobre para o estudo científico do céu, já que armazena as informações durante apenas uma fração de segundo antes de trasmití-las ao cérebro para serem analisadas. Hoje em dia, a maior parte das informações a respeito do universo distante é obtida com auxilio de telescópios, os olhos com que vemos e refletimos o Universo. Mais recentemente foram extrapolados os limites observacionais e hoje é possível se estudar o universo em todas as faixas do espectro eletromagnético: ondas de rádio, microondas, infra-vermelho, visível, ultra- violeta, raios-X e raios gama. Ainda, os raios cósmicos tornaram-se uma janela observacional para os fenômenos de mais alta energia do universo. As técnicas de espectroscopia permitem conhecer a composição química das estrelas, sem viajar até elas ou coletar seu material. Com essas observações pode-se inferir as propriedades físicas e químicas dos objetos mais distantes, retrocendendo-se em 13 bilhões de anos, a idade aceita atualmente para o universo, de acordo com o modelo proposto para sua criação: o Big-Bang. No entanto, a simples observação visual do céu ainda pode ser fonte de espanto e inspiração profunda, capaz de despertar paixões que podem ser duradouras, levando ao desejo de se conhecer mais. É nesse contexto que a nova Equipe de Astronomia, Astrofísica, Cosmologia, Astrobiologia e afins da UFABC tem o prazer de trazer reflexões acerca do Universo, fazer cada poeira de estrela que somos nós refletir o/no Pálido Ponto Azul em que vivemos, a Terra.. o único planeta que por enquanto conhecemos ter vida. Vida que devemos aproveitar para entender, compreender e interpretar o Cosmos que de alguma forma esta emitindo alguma mensagem do que Somos dentro deste Pálido Ponto Azul que chamou Carl Sagan. Em parceria com a Biologia e Física da UFABC, os professores Sandro e Leigui juntamente com os próprios alunos atam as pontas dessas ciências para que todo ano a partir de 2009, o Ano Internacional da Astronomia venhamos a realizar eventos, congressos, contatos com outras Instituições que contribuam para o enriquecimento de nossa compreensão a cerca de questões fundamentais. E é assim, com tamanha honra e prazer que convidamos todos a participarem desse Evento, e dos próximos acontecimentos. por Sandro Costa, Marcelo Leigui, Paola Alabí |