Um reconhecimento incial... Como não tenho estado disponível para ajudar a malta do CEVA nos reconhecimentos oficiais do percurso, hoje decidi fazer um reconhecimento a solo para dar umas opiniões e para poder ajudar a guiar no pessoal no dia D (ou melhor, dia M ) Na minha opinião é um percurso para quem aprecia o prazer de vencer subidas exigentes. Há passeios em que se percebe que as subidas são meramente os meios para chegar ao início das descidas. O Manobras não é um desses percursos. As subidas são técnicas, exigentes e requerem concentração. Mas não se enganem... também há boas descidas... e que descidas. Não tirei muitas fotos, pois fui numa de despachar quilómetros, mas aqui ficam alguns dos lugares onde passa o percurso. ![]() Um belo carvalhal, perto do final de uma descida desde a Srª dos Montes ![]() Um dos vários degraus a ultrapassar na subida ao S. Bento de Vizela ![]() Uma subida repleta de pedregulhos para atacar na parte após almoço ![]() Zona rolante e cheia de pó, a caminho das terras de Santo Tirso A preparação do percurso... ![]() Verificamos o estado de alguns dos belos singletracks... ![]() Constatamos que a famosa ponte ainda não caiu... ![]() Avaliamos a navegabilidade da trialeira junto à Citânia ![]() Cortamos o ramo maldoso que forçou o Óscar a fazer um OTB no recon de Sábado passado ![]() Tornamos visíveis algumas das viragens mais esquisitas ![]() E, finalmente, ainda deu para criar uma nova alternativa ao drop do "trilho do Indy". Útil para quem não gosta de drops, embora talvez seja pior que o próprio drop pois não testamos... O relato no final... E assim se fez o Manobras IX. O tempo esteve bom, a malta que compareceu era toda 5 estrelas e o percurso foi duro o suficiente para manter toda a gente bem entretida. Embora já tenha participado em dois outros Manobras, este foi o primeiro em que estive recrutado para a função de guia. Guiar num percurso destes, com uma extensão tão longa e com inúmeras zonas técnicas, é sempre complicado. Penso que a combinação CEVA/PINOCO/GPS esteve altura do recado e lá se foram reencaminhando as almas perdidas que por vezes vagueavam pelos trilhos em busca de direcção. Em relação ao percurso, penso que não defraudou as expectativas dos participantes. Se o CEVA fosse dado às nomenclaturas modernas, teríamos que descrever o percurso como um Enduro de Endurance. Subidas duras, com pouca tracção e a requerer o máximo de atenção para evitar o sempre temido acto de desmontar. Descidas rápidas e lentas. Umas fortemente técnicas e repletas de pequenas passagens técnicas de perícia, outras rápidas mas em piso traiçoeiro e recortado por regos. Tudo isto espalhado ao longo de horas e horas de esforço físico constante. O grupo que guiei, um dos primeiro a chegar, cumpriu o trajecto numas 9 horas e 16 minutos (com paragem de 1h30 para almoço) Resta-me agradecer a todos os que tiveram presentes, que mesmo sabendo de antemão das dificuldades do percurso e das poucas mordomias oferecidas pela desorganização resolveram fazer parte de mais um capítulo desta "brincadeira" de 9 anos. Para dar um bocadinho de cor à reportagem, ficam aqui umas poucas e pouco inspiradas fotos que tirei. As dificuldades do percurso e a função de guia não me deram grande oportunidade de sacar da máquina. ![]() ![]() ![]() ![]() Até ao X! |















