Bem vindo ao meu cantinho de informação. Este espaço serve de repositório público de algum do material que fui gerando, adquirindo e encontrando ao longo do meu percurso a andar de, e lidar com, bicicletas.

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Correntes e Singlespeed

 As correntes mais finas (9 vel.)  são de certa forma geral menos flexíveis que correntes grossas. A resistência final das duas deve ser muito semelhante porque a área das placas laterais (a que transporta a tensão) é a mesma.

O problema das correntes largas é que o ponto onde o carreto toca está mais afastado das placas laterais. Temos então um pino mais comprido, mas com o mesmo diâmetro do pino das outras correntes. Este pino vai flectir mais, porque o braço actuante da força é maior. Pode ser muito pouco mas em 40 ou 50 elos sobre tensão esta distância flectida extra vai-se somando e acaba por ter alguma influência. Na imagem seguinte mostro o efeito da flexão sobre os pinos e as diferentes distâncias de actuação da força.



Agora, não fiquem com a ideia que a corrente larga é má para SS. Como a corrente é larga, as placas dos elos podem ser um bocadinho mais grossas sem prejudicar o encaixe e, esquecendo a flexão, isso resulta em resistência total mais alta (haverá no entanto poucas pessoas capazes de fazer 2 ou 3 toneladas de força com os pedais)

A outra razão para correntes largas é que permitem o uso de carretos muito mais largos, os quais vão ter menores flexões laterais e um desgaste menor porque a área de contacto entre a corrente o carreto é maior.

As half links também tem o seu problema de flexão, porque são constituídas apenas por placas encurvadas, as quais com o esforço e o desgaste dos pinos vão tentar tornar-se planas!
A imagem seguinte mostra uma corrente de Half Links e esse efeito de uma forma exagerada