Máquinas de Trovar
Poética e Tecnologia
E. M. de Melo e Castro

ISBN: 978-989-95000-4-4
Edição: 1ª




 
Dimensões: 160 x 240
Páginas: 206
Formato: Edição brochada
Revisão: Ana Baptista
Design: Sandro Lopes
Impressão/acabamento: 
Tipografia Guerra, Viseu



PARA UM EPÍLOGO IMPREVISÍVEL ?
EPÍLOGO deste livro, evidentemente.


(...)

Aristóteles no computador terá hoje uma tarefa bem mais complexa do que se vislumbra nos conceitos miméticos da sua Poética, lutando contra a falta de uma terminologia adequada … principalmente quando somos chamados a trabalhar com conceitos como hiperespaço e hipertexto, interactividade, transformação, anamorfose e metamorfose, labirinto e rede, mas sobretudo de complexidade. Conceitos estes com que o código digital nos presenteia, tornando irrecusável a investigação das suas probabilísticas, hiperbólicas e risomáticas propriedades, num desafio interminável às nossas capacidades inventivas a abdutivas.


Agora a “máquina de trovar” de António Machado, com os seus três “teclados”, parece-nos simultaneamente uma miragem do passado, mas também um objectivo quase utópico para a “inteligência artificial” com cujas ferramentas estamos, como “aprendizes de feiticeiro” a tentar entender e ultrapassar-nos.

A nossa máquina actual de fazer perguntas coloca-nos a seguinte preplexidade: - Existirá uma poética do complexo, ou a complexidade é em si própria uma nova poética que sempre esteve entre nós mas que os computadores conseguiram revelar, tal como aconteceu com os “atractores estranhos” da geometria não euclideana Fractal?


Ou reciprocamente, ambas estas hipóteses se retroactivam, porque toda a complexidade é poética, mas também toda a poética é e sempre foi, complexa?


E. M. de Melo e Castro in Máquinas de Trovar, Intensidez


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