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Seis anos de presença na Diocese da Guarda

Publicado a 20/01/2011 06:44 por Hugo Martins   [ atualizado a 21/01/2011 03:30 por Tiago Martins ]

Cumpriram-se para mim, no passado dia 16 do corrente mês de Janeiro, seis anos  de serviço episcopal na Diocese da Guarda.

Cheguei durante a doença do Sr. D. António dos Santos, na sua fase mais aguda, e o ano de 2005 foi de uma primeira aproximação à realidade pastoral e social da nossa Diocese.




O ano pastoral 2005-06 e os seguintes foram anos para propor às comunidades da nossa Diocese caminhos de renovação da Fé, pelo conhecimento mais aprofundado da Pessoa de Cristo e do Evangelho. Assim, durante quatro anos quisemos que o Catecismo da Igreja Católica, em cada uma das suas quatro partes, fosse o caminho para essa renovação da Fé. Neste quinto ano, começamos uma nova etapa, que é a de promover o encontro mais cuidado com a Palavra de Deus. Temos como objectivo neste e nos próximos dois anos deixar-nos acompanhar pelo Evangelista do ano, este ano S. Mateus, quanto possível em grupos bíblicos a funcionarem nas paróquias.

As visitas pastorais que até agora fiz (dos nossos 15 arciprestados faltam quatro para cumprir o objectivo de fazer as visitas pastorais a todas as paróquias) e principalmente as visitas que fiz a cada Pároco no seu espaço de trabalho, durante o ano sacerdotal, permitiram-me identificar os grupos de colaboradores pastorais que trabalham com cada um dos nossos Párocos e que constituem uma notável força e razão de esperança para o futuro do nosso trabalho pastoral. Os conselhos pastorais paroquiais ou inter-paroquiais e arciprestais  sinto que são etapas importantes ainda não cumpridas. O seu funcionamento dará certamente alma nova às nossas quatro regiões pastorais e à própria Diocese.  Sinto que a pastoral vocacional, a começar pelo Pré-Seminário ou Seminário em Família, e a pastoral juvenil precisavam de penetrar mais profundamente as preocupações das nossas paróquias e seus agentes pastorais, incluindo todos nós os sacerdotes. Sinto igualmente que precisamos de continuar a aprofundar em toda a Diocese a Comunhão dos diferentes Ministérios  ao serviço da comunhão da Igreja e consequente  serviço qualificado da Igreja a toda a comunidade humana que nos envolve. A relação e a cooperação entre o Ministério Ordenado dos Sacerdotes e dos Diáconos Permanentes com os outros ministérios não ordenados e a sua boa articulação para serviço das comunidades tem de ser também grande prioridade na nossa acção pastoral.

Na Assembleia Geral do Clero realizada em 2010, apontámos para a realização,  em futuro próximo, de uma assembleia de representantes de todo o Povo de Deus da nossa Diocese. Desejo aqui deixar o seguinte voto: que as equipas de cooperadores pastorais que trabalham já, de facto, com cada Pároco e os grupos bíblicos já constituídos ou que entretanto venham a sê-lo possam constituir  a base de representação para esta assembleia de representantes a realizar oportunamente.

Guarda e Casa Episcopal, 17 de Janeiro de 2011

 

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda.