· Tempo de descanso, após um ano de trabalho, muitas vezes carregado de dificuldades, com sofrimento à mistura e sem os resultados desejados. É, então, oportunidade de recuperar forças. · Tempo para rumar a outras paragens, ver outros lugares, conhecer outras culturas, contactar com outras pessoas, fazer outras experiências, experimentar outros sabores, um sem número de coisas que uma viagem proporciona. · Tempo para estar com velhos amigos que, ao longo do ano, vivem longe. É o momento de fazer crescer uma amizade que nem os silêncios, nem as distâncias conseguem apagar. De facto, os verdadeiros amigos são os primeiros e nem sempre pode estar-se com eles… · Tempo para fazer coisas que se guardaram para as férias: ler alguns livros, ver alguns filmes, ouvir música, visitar algum museu, experimentar alguns “pratos exóticos”, saborear a vida no convívio da família, com filhos e netos por perto. · Tempo para ir à praia, para estar no campo, para respirar silêncio, para deixar o sol entrar na vida e ler, no caminho das estrelas, o sonho de aventuras sempre mais belas, com a certeza de que tudo isto tonifica o espírito e dá coragem para recomeçar.
· Procurando aprofundar a fé, na leitura da Palavra de Deus, no conhecimento mais exigente da pessoa de Jesus Cristo, na afirmação de uma aproximação maior ao mistério da Igreja; · Consagrando um tempo significativo à oração, “falando com Deus como um amigo fala a seu amigo” (cf. Ex 33, 7-11), confrontando os acontecimentos lidos nos jornais com o projecto de Deus que é sempre um projecto de amor e de paz; · Dedicando algumas horas a visitar os mais pobres, levando-lhes o conforto de uma presença, com a partilha suficiente que os alivie nas suas dificuldades e lhes garanta a suficiente qualidade de vida; · Participando com mais frequência na Eucaristia, o grande Sacramento que “é sinal de unidade, vínculo de amor e banquete da alegria pascal” (S.C.47); a missa quase diária pode ser estímulo para uma espiritualidade comprometida na vida; · Vivendo com o povo as festas dos oragos da aldeia, dando assim testemunho de uma fé vivida dentro da comunidade local; participar nas tradições das terras de referência é um sinal de que a cultura, os ambientes mais abertos, o sucesso social não adormeceram a fé cristã recebida no seio da família. Deus não pode estar ausente das férias de um cristão. Importante é saber como privilegiar a relação com Deus, num tempo que está mais livre, em que melhor se pode chamar a Deus “Abba, Pai”.
· Há uma crise económica, o que obriga os cristãos a serem moderados nas suas despesas. Mesmo que tenham bens, também então têm o dever de ser austeros, repartindo o que gastariam, por outros que não têm possibilidade de fazer férias. · Bento XVI fez uma viagem apostólica a Portugal. Em férias há oportunidade de reler os discursos do Papa, ver o DVD que lembra a passagem do Santo Padre por Lisboa, Fátima e Porto, tirar conclusões para a actividade pastoral do próximo ano. · O ano 2010 foi o Ano Sacerdotal. Poderá fazer-se um estudo sobre o sacerdócio, descobrir a importância do sacerdócio comum que todos os cristãos devem sentir ser elemento da sua consagração baptismal e, também, sentir a responsabilidade pelo sacerdócio ministerial. Conversar sobre a missão sacerdotal, interessar os jovens pela beleza desta missão e orar constantemente ao Senhor para que “mande operários para a sua messe” (Lc. 10, 3). · O significativo número de Crismandos obriga cada uma a pensar como pode inserir-se mais na paróquia: aceitando ser catequista, querendo colaborar na liturgia, continuar a estudar para valorizar a sua acção pastoral, ser dirigente de um grupo de jovens ou fazer parte desse grupo. Estes e outros acontecimentos podem motivar uma programação diferente das nossas férias. A criatividade faz parte da nossa maravilhosa aventura humana e cristã.
Preparemo-nos para as nossas férias. O vosso Pároco: |