Jornal HOBBIES & COLECÇÕES

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Linha Editorial (002)

"Ser sincero, honesto e correcto.  Se alguma destas qualidades falhar nunca conseguimos ser felizes
nem conseguiremos realizar um bom trabalho" de Fernando Magalhães in CM 06.02.2009
 
 
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Jornal "HOBBIES & COLECÇÕES"
jornalismo especializado temático de investigação
 
com edição impressa em papel coché 2ªsérie (2007) Nºs1 a 6, (2008) Nºs7 e 8, (2009) nº9, em 400ex. impressos em (Puerta del Sol,4-3º Madrid-España) distribuídos gratuitamente aos seus associados e de conforme, com o Dec.Regulamentar nº8/99-9 Junho, 1ª série B,Artº12-1º a (ICS) Lei de Imprensa nº2/99 de 13 Janeiro, Rectificado pelo Artº 13-4 nº9/99 de 18 Fev.
 
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(002)  «Resistir ao Jornalismo Digital não só é inútil como prejudicial»

Esta não é de nossa autoria mas ... não conseguiríamos escrever melhor.  Estamos 100% de acordo com o escrito inserido na FÁBRICA DE CONTEÚDOS Online (Actualidades Informação Online) a quem desde já fazemos a devida vénia deste artigo para quem como nós, já na casa dos cinquenta só tardiamente faz 2 anos nos dedicámos como auto didactas a este Jornalismo de Investigação em Coleccionáveis.   Passemos então ao futuro presente do magnifico apontamento da autoria de DIANA ANDRADE,

 *  *  *

Falar de Jornalismo Digital é falar de mudança, inovação, de uma nova Era. Apesar das resistências iniciais por parte das empresas de Comunicação Social, tudo aponta para que a modalidade tenha chegado para ficar e vingar.   É possível o Jornalismo tirar partido da tecnologia, basta que os profissionais tenham motivação e vontade de acompanhar as constantes mutações deste novo cenário.

O Jornalismo Digital é um trabalho inovador, que acaba com os paradigmas do tempo e do espaço, que tanto limitam a criação jornalística.     Os mercados da comunicação estão a transformar-se. As empresas têm noção que há necessidade de adaptar a forma como é transmitida a informação aos novos padrões. A actualidade é mais do que nunca um factor chave na comunicação, onde o Jornalismo Digital consegue «brilhar».

O progresso do Jornalismo Digital passa pelas escolas que leccionam cursos de Comunicação Social. Só pessoas abertas à transformação e dotadas de capacidade de adaptação à mudança podem fazer um bom trabalho na área digital.    Para conhecer como se processa esta evolução nas escolas, a Fábrica de Conteúdos contactou Francisco Amaral, professor de Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra.

O que trouxe Bolonha e a reformulação dos cursos da área da Comunicação Social de novo ao Jornalismo Digital?
-Só posso falar pelo que a reforma de Bolonha produziu na ESEC. A diferença é grande. O Jornalismo Digital, antes, não estava sequer contemplado no plano de formação. Se bem que tenha sido a ESEC a introduzir o estudo da Cibercultura na licenciatura, ainda nos anos 90, o novo mundo digital estava ausente em matéria de jornalismo e conteúdos.

Com as reformas dos cursos e com a inserção do Jornalismo Digital no seu programa, houve mudanças efectivas nos conteúdos leccionados e na formação dos professores ou as cadeiras apenas mudaram de nome?
-Não mudaram de nome. Simplesmente não havia. Novas cadeiras como "Jornalismo Digital", "Produção e Administração de Conteúdos On-line", "Atelier de CrossMedia", ou "Televisão Interactiva", são efectivamente um esforço para a formação ficar mais adequada ao mundo real. Mas é preciso mais. E é também necessário um esforço da Escola para permitir uma formação continuada dos docentes. Esta é uma matéria em permanente evolução. A própria actividade escolar de ensino/aprendizagem nesta
área tem que passar pela experiência e pela observação dos resultados. As adequações ano a ano terão inevitavelmente de existir.

A formação em Jornalismo Digital rege-se por algum modelo estrangeiro ou tem directrizes próprias?
 -Não acredito que haja "um" modelo, e muito menos faz sentido falar em modelos estrangeiros, supondo que poderá haver um português. É óbvio que o Jornalismo Digital teve e tem dificuldades para entrar no mercado da Comunicação Social portuguesa. Finalmente as empresas de CS começaram a aceitar que resistir era não só inútil, como prejudicial à sua evolução. No entanto, a experiência já acumulada vem
essencialmente de fora.                   Como diria Mark Briggs, «Mudar é inevitável. Progredir é opcional. O futuro é agora»                                     Diana Andrade