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Informações sobre o Passe e a Água
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‘Na Rue Des Martyrs nº 8, realizou-se, à noite, em 18 de abril de 1857, a recepção preparada pelo casal Rivail.’ ...
Rivail se dirige a todos, dizendo: ‘Gabi e eu, neste dia que vem a lume ‘O Livro dos Espíritos’, queremos testemunhar nosso profundo reconhecimento aos que, duma e doutra maneira, concorreram para a formação e lançamento dessa obra.’ ...
Entre os convidados estavam o Sr. Baudin, pai das duas adolescentes, Caroline e Julie, médiuns que Rivail utilizou para comunicar com os Espíritos. Dirigindo-se para Baudin, Rivail disse: – ‘Sei que não teve tempo sequer de abrir O LIVRO. Que tal, porém, o título? – Esplêndido! Não podia ser mais feliz nem mais sugestivo. Foi, entretanto, surpresa para mim. Supunha ia conservar o primitivo de ‘Religião dos Espíritos’. – Mudei de idéia. A Censura poderia implicar-se com esse título. Por outro lado, os Guias me haviam dito ser O LIVRO apenas o ‘primeiro’ capítulo da Religião Espírita. O título primitivo seria, pois, impróprio. – O novo nome exprime bem a procedência d’O LIVRO. Os Guias sempre nos disseram (lembra-se?) que, na essência, a obra era deles. Mas ... – E, realmente, o é. Fiz questão de frisar essa procedência transcendente desde as primeiras linhas, dando a César o que é de César. Portanto, sob esse ponto de vista, O LIVRO é de fato ... – Dos Espíritos, completou Baudin. De pleno acordo. Mas ... – Perdoe-me, caro amigo! Permita-me uma explicação. O título presta-se bem a essa interpretação; é talvez, a primeira idéia que acode ao leitor. É mesmo, aquela que me veio à mente quando o concebi. Contudo, esse título tem duplo entendimento: Um, aparente; outro, real. Na aparência, O LIVRO vem DOS ESPÍRITOS. É o que todos pensarão, de pronto, como o fez você. No fundo e na realidade o título significa que O LIVRO trata DOS ESPÍRITOS. – Compreendo. Duplo sentido, o visível e o oculto, servindo para explicar a procedência e o objetivo da obra. Nesse caso o nome é ótimo. – Foi-me inspirado.’ |
