Vivência Curupira


Você o protagonista!

I – Objetivos:            a) Geral: -- Dar oportunidade para jovens universitários (as) vivenciarem o trabalho extrativista nos manguezais e campos cerrados de Soure e das ações de desenvolvimento comunitário realizadas pela ONG Novos Curupiras; permitir o conhecimento das rotinas de vida e as condições sócioambientais das comunidades e, a partir desta vivência, tomar posições enquanto protagonistas sociais.

            b) Específicos: -- realizar vivências com duração de 24 (vinte e quatro) horas, de jovens universitários nas atividades de rotina dos extrativistas, desde o seu preparo até o seu retorno e chegada em casa.

 II – Justificativa: O conhecimento da realidade das comunidades extrativistas e dentro delas, das pessoas que formam estas comunidades, extrapola a mera experiência dos ensinamentos técnicos aprendidos através de livros, palestras, seminários e aulas. A vivência oportuniza a formação integral do jovem. Ele viver, e nesta vivência aprender através da demonstração e participação sem a maquiagem dos recursos das diversas mídias e das tecnologias avançadas da comunicação, o que é ser extrativista dos manguezais e dos campos cerrados e o que é ser uma comunidade marajoara. Promoverá a necessidade da valorização do trabalho e de seus produtos como o caranguejo, o turu, o camarão, o mexilhão, etc. Através da vivência o jovem perceberá as dificuldades do trabalho extrativista. Conhecerá um pouco da vida, cultura, ciência, arte dos extrativistas. Enfim, dará oportunidade para a abertura de um novo mundo de experiências para o jovem universitário. O extrativista participante desta experiência também perceberá que existem pessoas preocupadas com a sua vida, que valorizam seu trabalho, que poderão se aliar em busca da sustentabilidade sócioambiental dos seus ambientes.

            O Pará detém um dos mais extensos e exuberantes ecossistemas de manguezais de toda a costa atlântica brasileira. O caranguejo, o recurso mais explorado está ameaçado pela extração indiscriminada e pelo uso de métodos de captura perniciosos como o laço e redinhas. Soure, no arquipélago do Marajó, apresenta um grande contingente de pessoas que vivem exclusivamente do extrativismo do caranguejo, do camarão, do turu, dentre outros. Estas comunidades têm sofrido a concorrência criminosa de ”invasores” do continente, especialmente pelo uso do laço. Embora as áreas de manguezais de Soure tenham sido incluídas e transformadas em reserva extrativista, uma das unidades de conservação previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação, SNUC, cujo uso de seus recursos deve ser de forma sustentável, não tem sido protegida e adequadamente manejada e administrada. Tanto a área ribeirinha (menor) como a área costeira (maior) da Resex – Soure continuam a sofrer as ações criminosas de “invasores” vindos do continente, especialmente de Vigia, São Caetano de Odivelas e Curuçá, todos no estado do Pará.

            A vivência concorrerá para a formação de uma nova massa crítica entre os universitários, com possibilidade de aumentar a competência para interferir positivamente na questão sócio ambiental das comunidades extrativistas e em particular dos manguezais e campos cerrados paraenses. Ao mesmo tempo poderá ser um potente aliado dos extrativistas, que perceberão que não estarão sozinhos e que terão aliados na luta pela melhoria das condições de vida e de trabalho, associados à busca pela sustentabilidade sócioambiental.

A ONG Novos Curupiras trabalha desde 1997 na questão sócioambiental dos extrativistas dos manguezais paraenses. De 1999 até os dias atuais fixou uma base física em Tucumanduba, uma comunidade eminentemente extrativista de Soure, Marajó, Pará. Desde o tempo que realizou o Projeto Caranguejo (1997) tem como parceiro a Associação dos Caranguejeiros de Soure e a Universidade Federal Rural da Amazônia. Juntos tem realizado projetos, atividades, ações e eventos que promovem a questão sócioambiental dos manguezais e campos cerrados marajoaras.

 III – O que é a vivência:

            Terá a duração de um dia inteiro de trabalho do extrativista. Começará com a apresentação da ONG Novos Curupiras, sua missão, seus projetos; A apresentação dos parceiros e finalmente a apresentação do projeto da Vivência Curupira. No caso da vivência do manguezal, incluirá as atividades de preparação do extrativista para ir ao manguezal. O saco de farinha para o chibé; o frasco do óleo repelente; o gancho e ferro; as boas ou “sapatos”; a bicicleta e o saco ou pêra ou côfo para guardar os caranguejos. O universitário ao se inscrever estará aceitando o que é o princípio fundamental da vivência: Agir de acordo e como age o extrativista. Não será permitido o uso de outros quaisquer recursos além daqueles que fazem parte dos equipamentos rotineiros de trabalho dos extrativistas. Assim, se no transporte o extrativista usar a bicicleta com meio de transporte terrestre e na água a canoa, o universitário terá que usar uma bicicleta e na canoa, remar. Se para aplagar a fome o extrativista faz o chibé e o come, o vivenciador fará o mesmo. Se o extrativista usar o “óleo” para se proteger dos carapanãs, mutucas, maruins etc, também o vivienciador deverá usá-lo. No mangue, no trabalho de extração do caranguejo de sua toca o vivenciador deverá praticar a catação a partir da observação e orientação dada pelo extrativista. Não se exigirá, porém, do vivenciador o mesmo desempenho do extrativista na captura do caranguejo, mas esse terá a quota mínima de três animais. Não poderá alegar cansaço para desistir, daí que no momento de sua inscrição o vivenciador deverá assinar uma declaração de que desfruta de boa saúde e condições físicas adequadas.

Os horários de saída e retorno obedecerão a indicação do extrativista. No caso da vivência em manguezais este horário está subordinado pelas fases da lua e das ocorrências das preamares e baixa-mares. O transporte do local de origem do vivenciador até a base física da ONG Novos Curupiras em Tucumanduba, Soure será de inteira responsabilidade do universitário. O alojamento e a alimentação do vivenciador antes e depois da vivência será um item opcional. Contudo, será seguidos rigorosamente os horários previstos na programação que será dada conhecimento prévio ao participante da vivência. O uso de máquinas fotográficas e filmadoras serão estimulados. Seu uso, guarda e conservação serão responsabilidade de seus portadores. Equipamentos sonoros portáteis que não disponham de fone de ouvido, não serão permitidos. Não se tolerará o consumo de bebidas alcoólicas ou de drogas criminalizadas em nenhum momento da vivência. Cada vivenciador será acompanhado por um extrativista previamente treinado para isso. O participante que cumprir com bom aproveitamento toda a programação da vivência terá direito a um Certificado de Vivência assinado pelo Extrativista, pelo Coordenador Geral da ONG, pelo Presidente da Associação dos Caranguejeiros de Soure e pelo reitor da Universidade Federal Rural da Amazônia.

 

VI – Período de realização:

            A partir do mês de julho durante o recesso escolar e aos finais de semana, fora desse período.

 

VII – Locais: a) De inscrição: Na sede da ONG Novos Curupiras em Ananindeua, sito à Estrada da Providência, N.º 94 ou pela Internet, através do envio do pagamento do boleto bancário, e do formulário de inscrição que estará disponibilizado no sitio www.novoscurupiras.org.br. Na Base Física da ONG Novos Curupiras em Tucumanduba, Soure, sito à 13.ª Rua, S/N.º, entre as 35.ª e 36.ª Travessas de Tucumanduba, Soure, Pará;

                        b) Das vivências: Manguezais do Turé, área costeira da Reserva Extrativista Marinha de Soure; Campos Cerrados de Tucumanduba, Pesqueiro e Pedral.

                        c) Alojamento e Alimentação: Na maloca multiuso da base física da ONG Novos Curupiras em Tucumanduba, Soure, cujo endereço está descrito acima.

 

VIII – Meios de transportes e como chegar em Tucumanduba, Soure:

            1. Ida: Barcos, navio, balsa e táxi-aéreo: 1. BANAV Navegação Ltda. Saídas diárias, 06:30 horas e 14:30 horas, do galpão n.º 09, da Companhia de Docas do Pará, CDP, na Av. Marechal Hermes, Belém, Pará. Preço da passagem: R$ 13,40. Chegadas: Terminal da Foz do Rio Câmara, Salvaterra. Tempo de viagem: 03 a 03:30 horas;

2. ARAPARI Navegação Ltda. Saídas diárias, 06:30 horas e 14:30 horas, do galpão n.º 09, da Companhia de Docas do Pará, CDP, na Av. Marechal Hermes, Belém, Pará. Preço da passagem: R$ 13,40. Chegadas: Terminal da Foz do Rio Câmara, Salvaterra. Tempo de viagem: 03 a 03:30 horas;

3. Navio: Saídas: dias de sextas-feiras, 19:00 horas. Do galpão n.º 09, da Companhia de Docas do Pará, CDP, na Av. Marechal Hermes, Belém, Pará. Preço da passagem: R$ 20,00. Chegada: Trapiche de Soure. Tempo de viagem: 04 a 04:30 horas;;

4. Balsa: HENVIL Navegação Ltda. Saídas diárias, 06:30 horas, porto das balsas de Icoaraci (15 km do cento de Belém). Preço da passagem: classe econômica: R$ 9,40. Classe turística: R$ 13,00. Chegadas: Terminal da Foz do Rio Câmara, Salvaterra.

Observação: As balsas transportam também veículos. Desde bicicletas, automóveis e ônibus, até carretas e tratores. Preços diferenciados, de acordo com o tamanho e carga. Tempo de viagem: 03 a 03:30 horas;

5. Táxi-aéreo: Diariamente. Saída: Aeroporto Júlio Cezar, Belém. 07:30 horas e 16:30 horas. Chegada: Aeródromo de Soure. 4.ª Rua, S;/N.º. Preço da passagem: R$ 150,00. Tempo de viagem: 30 a 40 minutos.

            Nos trechos rodoviário e fluvial (Terminal do Câmara, Salvaterra – Margem direita do rio Paracauari, Salvaterra – Soure – Base Física da ONG Novos Curupiras) tem várias opões: 1. Ônibus convencional que leva até a margem direita do rio Paracauarí, Salvaterra, sem travessia na balsa Salvaterra - Soure. Valor da passagem. R$ 2,00. duração da viagem: 30 a 40 minutos; Com travessia na balsa Salvaterra – Soure: R$ 2,00; 2. Vans: Do Edgar. Valor da passagem até a Base Física da ONG Novos Curupiras em Tucumanduba, Soure: R$ 9,00.

Para atravessar o rio Paracauarí (margem direita) em direção à Soure (margem esquerda): 1. Balsa de hora em hora. Passageiros não pagam. Veículos, de acordo com o tamanho e carga; 2. Rabetas (pequenas embarcações motorizadas para passageiros). Saídas à medida que completam a lotação (10 a 15 pessoas). Valor da passagem: R$ 1,00. Duração da travessia: 5 minutos.

Estando em Soure, no porto das rabetas, no trapiche ou no porto das balsas, o transporte até a base física da ONG Novos Curupiras, poderá se dar através de moto-táxi (passagem no valor de R$ 3,00) ou táxi, com tarifa A r$ 15,00 até Tucumanduba. (não dispõe de taxímetros). Ainda no centro de Soure existem diversos pontos de locação de bicicletas e motos (R$ 10,00 a hora e R$ 70,00 a diária).

 

            2. Volta: Os mesmos meios acima citados, mudando apenas os horários, assim:

                        Barcos BANAV e ARAPARI: Saídas diárias: 14:30 horas;

                        Navio: Aos domingos: 16:30 horas.

                        Balsas: 16:00 e 17:00 horas, diariamente. Em feriados e períodos de férias são colocadas viagens extras em diversos horários.

                        Táxi-aéreo: Diariamente. 16:30 horas.

  

IX – Valor da Inscrição e N.º Máximo de Participantes:

1.      Com alojamento na maloca multiuso (redário) e alimentação na base física da ONG Novos Curupiras: R$ 50,00 por pessoa;

2.      Sem alimentação e alojamento: R$ 30,00 por pessoa;

3.      Máximo de seis pessoas por vivencia.

 

X – Programação:

1.º Dia: Recepção aos vivenciadores. Apresentação da ONG, sua missão institucional, projetos e ações. Vivência. Dinâmica de grupo. Preparação para a vivência. Tempo livre.

2.º Dia: Início da Vivência. Saída de acordo com o caranguejeiro, com o horário da maré do dia e seguindo a rotina do extrativista. Retorno da vivência. Avaliação da vivência feita pelos universitários pelos extrativistas. Dinâmica de grupo. Encerramento. Despedidas e dispersão.

 

XI – Alojamento e alimentação:

1.      Inclusos na Inscrição: Na maloca multiuso da base física da ONG Novos Curupiras, em Tucumanduba. Dormida em rede (não incluída) com mosquiteiro (não incluído). Guarda dos pertences pessoais no Guarda-volumes Bichos do Manguezal, na casa da base. Chave sob responsabilidade de cada um. Alimentação seguirá o cardápio rotineiro da ONG. Lavatório, banheiro e sanitário interno na casa da base;

2.      Não inclusos na inscrição: Diversas opções. As mais próximas da base da ONG são: a) Pousada da Célia: distante cerca de 300 metros da base. Dependências simples com ventilador. Valor da diária com direito ao café da manhã: R$ 35,00; b) Hotel-fazenda São Jerônimo: Cerca de 1 km de distância da base. Apartamentos individuais, duplos, triplos e quádruplos com ar condicionado. Diárias com café da manhã: R$ .

3. Outras informações: -- No centro da cidade e nos bairros próximos existem diversas pousadas e hotéis, além de restaurantes diversos;

-- A ONG disponibilizará seis bicicletas para uso exclusivo na vivência (ida e volta). A sua manutenção, guarda e conservação serão responsabilidade de cada participante. Para uso fora da programação será cobrada a taxa de locação de R$ 1,50 a hora.