Quimiossíntese

 

Resumo dos Conteúdos

 

B16 - Quimiossíntese

 

Alguns tipos de bactérias têm a capacidade de obter energia através da oxidação de substâncias inorgânicas e usam essa energia para fixar dióxido de carbono, produzindo assim compostos orgânicos.

 

Estes seres são designados quimioautotróficos, pois produzem os seus próprios compostos orgânicos, utilizando como fonte de energia a oxida­ção de compostos minerais, como o amoníaco (NH3), o dióxido de car­bono (CO2) ou o sulfureto de hidrogénio (H2S).

 

A quimiossíntese pode, assim, ser considerada um processo de autotrofia alternativo à fotossíntese.

 
 
 

A quimiossíntese é um processo semelhante à fotossíntese, na medida em que conduz à produção de compostos orgânicos. Tal como na fotossín­tese, é possível distinguir duas fases:

 

  • uma fase de produção de ATP e NADPH. Durante esta fase, ocorre a oxidação de compostos minerais como NH3, CO2 e H2S. Esta oxidação permite a obtenção de protões e electrões que são transportados ao longo de uma cadeia, no sentido de produzir ATP e reduzir o NADP+ a NADPH;
  • numa segunda fase, ocorre o ciclo das pentoses e, tal como na fotos­síntese, produzem-se compostos orgânicos a partir do dióxido de car­bono absorvido, do poder redutor do NADPH e da energia contida no ATP, gerados na primeira fase.
Existem diversos tipos de bactérias capazes de realizar a oxidação de compostos minerais para obtenção de energia, podendo destacar-se as bac­térias sulfurosas, as bactérias ferrosas e as bactérias nitrificantes do solo.
 

 

Sabe-se, actualmente, que este processo de autotrofia está na base de diversos ecossistemas associados a fontes termais dos riftes oceânicos, onde não chega luz e, por isso, a fotossíntese não pode ocorrer. Contudo, nestes lugares, aparentemente hostis, a vida desenvolveu-se e evoluiu de tal forma que, hoje, é possível encontrar aí uma notável diversidade biológica.

 
 

Materiais das aulas

 

 

Histórias da Natureza

 

Uma estranha simbiose

 
Riftia pachyptila
Riftia pachyptila, o verme tubícola gigante que vive em fontes hidrotermais, foi descoberto em 1977 no rifte dos Galápagos na Cadeia do Pacífico Leste.

R. pachyptila é um animal fabuloso que vive num habitat em que nunca ninguém imaginou que existisse vida. O segredo para o seu sucesso é a relação simbiótica que mantém com bactérias que fixam dióxido de carbono e oxidam enxofre. Esta bactérias vivem num órgão interno chamado trofossoma que ocupa até 50% do corpo do verme. Riftia não tem boca nem sistema digestivo e a sua nutrição depende totalmente das bactérias.

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