Mas para que servem as cartas geológicas?As cartas geológicas fornecem-nos importantes indicações sobre a estrutura geológica do subsolo.
Por esta razão, tornam-se num documento fundamental em muitas das actividades da nossa sociedade. Entre outros aspectos, são muito úteis para:
Podemos concluir, então, que é muita e diversificada a informação que pode estar contida numa carta temática de cariz geológico.
Assim, não são apenas os geólogos que recorrem a este tipo de carta; engenheiros civis, arquitectos, engenheiros agrónomos, pedólogos, geógrafos, entre outros profissionais, têm nas cartas geológicas a informação necessária para o seu domínio de intervenção.
Em Portugal, o organismo responsável pela execução das cartas geológicas foi, durante muito tempo, os Serviços Geológicos de Portugal, mais tarde integrado no Instituto Geológico e Mineiro, organismo já extinto. Actualmente, o organismo responsável é o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI).
As cartas geológicas e as cartas topográficas apresentam elementos informativos que são da máxima importância para uma correcta leitura e interpretação. São eles:
A legenda É a tradução, sob a forma escrita, da simbologia usada sobre a carta (seja informação sobre elementos topográficos, seja informação sobre elementos geológicos). Sem uma legenda clara e completa, é muito difícil, senão mesmo impossível, fazer uma boa leitura e correcta interpretação de uma carta.A escala
traduz uma relação entre as distâncias medidas na carta e as correspondentes distâncias medidas sobre o terreno, isto é, as distâncias reais. A escala de uma carta pode ser representada de duas formas distintas.
Assim, podemos ter:
A escala gráfica é uma representação, sob a forma gráfica, da relação entre as distâncias reais e as distâncias na carta. Normalmente, desenha-se um segmento de recta, cujo comprimento (1 cm, 2 cm, 5 cm ou outro valor) equivale a uma distância determinada (500 m, l km, 5 km ou outro qualquer valor).
Na escala numérica, a relação entre as distâncias na carta e as distâncias reais são indicadas sob a forma de uma razão. Assim, se tivermos uma escala numérica onde: 1/25 000 (ou 1:25 000), esta relação quer dizer que 1 cm medido sobre a carta equivale a 25 000 cm no terreno, isto é, 1 cm equivale a 250 m no terreno.
Quando se procede à ampliação ou redução de uma carta (numa vulgar fotocopiadora), no caso de esta apresentar apenas escala numérica, será necessário determinar o valor da escala obtida. Caso a carta possua escala gráfica, a obtenção da nova escala é imediata, porque esta escala acompanha a ampliação ou redução a que a carta é sujeita, permanecendo igualmente válida no final. A orientação corresponde à representação, sobre a carta, da rosa-dos-ventos ou da direcção do norte geográfico. Sem este elemento, quando nos encontramos no terreno, torna-se muito difícil, senão mesmo impossível, conseguirmo-nos orientar.
Carta Geológica de Sesimbra e respectiva legenda
Actividade realizada na sala de aulaMaterial: Cartas geológicas de diferentes regiões do País [em particular a que cobre a área de influência geográfica da escola] à escala 1/50 000 e Carta Geológica de Portugal à escala 1/500 000 e à escala 1/1 000 000. Caso não tenha carta onde se insere a escola, escolha uma localidade na carta fornecida
1. Após localizar a área geográfica onde a escola se insere:
a) identifique os tipos de rochas que aí ocorrem;
b) transcreva a designação que essa rocha assume na legenda da carta geológica;
c) a que menor distância (sobre a carta) se encontram rochas pertencentes a algum dos outros grupos?
2. Sobre a Carta Geológica de Portugal (escala 1/500 000], determine grandes áreas onde predominem:
a) rochas magmáticas;
b) rochas metamórficas;
c) rochas sedimentares.
Carta Geológica de PortugalGeomonumento na Serra da ArrábidaBibliografiaDIAS, A.G. e outros (2006) – Geologia 12. Porto. Areal Editores.
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