Anos oitenta - as cantinas do primeiro projeto guaraná e a parceria com o CTI de São Paulo 1995: Vinte quilos de pó para o comércio justo internacional e a parceria com a ACOPIAMA em Manaus. Isso marca o inicio do Projeto Integrado de Etnodesenvolvimento: autonomia política do CGTSM fundamentada na autonomia econômica sustentada pelos produtores. Março 2005, discussão e aprovação do novo Estatuto do CGTSM. Onde é proclamada a necessidade de constituir uma organização autónoma das famílias de produtores. Dezembro 2006. Executando o novo Estatuto, a assembleia eletiva do CGTSM elege um secretario de produção e um "primeiro tesoureiro e coordenador geral de comércio justo e solidário" indicados, em força do Estatuto, pelos próprios produtores. Maio 2008: Esse avanço na auto-organização da sociedade civil indígena não podia não encontrar resistências. Assim, fomentada por interesses externos, uma assembleia minoritária do CGTSM é convocada para modificar o Estatuto cancelando a representação dos produtores e atribuindo todos os poderes ao Presidente. A maioria da Diretoria (10 membros de 14) se recusa a participar, assim como a grande maioria (61 de 80) das aldeias Sateré-Mawé. Determina-se assim uma cisão do CGTSM, mas a maioria legítima da Diretoria decide de não comprar briga e, retirando-se do campo de batalha, escolhe de se concentrar na execução positiva do mandato estatutário, e se dedica à constituição do Consórcio. Ficando assim sem quadros valiosos na Direção, o CGTSM vira uma figura jurídica paralizada, na espera de uma nova e regular assembleia eletiva que o faça ressurgir (o que acontecerá só em junho 2011). 19 de dezembro de 2009: em Ilha Miquiles, nasce o CPSM - Consórcio dos Produtores Sateré-Mawé. Os produtores se constituem de fato e de direito como um sujeito coletivo autonomamente responsável para cumprir com seu papel de motor económico do Projeto Integrado de Etnodesenvolvimento da Nação Sateré-Mawé. Fevereiro 2010, Segunda assembléia do Consórcio: a assembleia dá mandato de executar tudo o que for necessario para chegar ao reconhecimento de uma IG do Waraná. Março 2010, o CPSM consegue o SISCOMEX (senha no sistema de comércio exterior), e se torna a primeira organização indígena brasileira a exportar diretamente e sob sua própria responsabilidade os produtos da sua agrosilvicultura, e especificamente o guaraná nativo, nos mercados internacionais. Junho 2011: Coordenado pelo CIG, Coordenação de Incentivo à Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários, e financiado pela FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, constitui-se um grupo de trabalho envolvendo o Instituto Nacional de Proteção Industrial - INPI, a CGETNO (Coordenação Geral para o etnodesenvolvimento) da FUNAI - Fundação Nacional do Índio, a Acopiama - Associação de Consultoria e Pesquisa Indianista da Amazônia, e o próprio Consorcio, para criar as condições que irão permitir ao CPSM de formalizar, junto ao INPI, o pedido de reconhecimento da Denominação de Origem do guaraná nativo produzido na Terra Indígena Andirá-Marau. Fevereiro 2012: O CPSM deposita a marca Nusoken, para começar a atingir o mercado nacional brasileiro. Março 2012: Nasce a Central de Turismo Comunitário da Amazônia. O que vai finalmente determinar as pre-condições para fazer funcionar o Centro de Excelência de Vintequilos como agrosilviturismo, vitrine do Projeto Waraná. Com efeito, fazer encontrar cara a cara produtores e consumidores no local de produção, para consumir juntos de forma convivial, é a mais alta e nobre forma de certificação da qualidade total dos produtos! (continua.....e vai se aprofundando) |
