Sobre a vida de Esopo existem algumas versões incertas e
contraditórias, sendo duas as principais:
Esopo foi um moralista e fabulista grego do século 6 a.C., que teria nascido em
alguma cidade da Anatólia. Sobre sua vida existem algumas versões incertas e
contraditórias, sendo a mais antiga encontrada em Heródoto: segundo este
historiador, e também na opinião de Plutarco, Esopo era um escravo gago e
corcunda, mas dono de grande inteligência, que ao obter sua liberdade viajou
pela Ásia, Egito e Grécia.
Uma outra versão apresenta Esopo como sendo natural da Trácia e contemporâneo do
rei Amásis, do Egito. Escravo libertado por Xanto, seu senhor, ele continuou,
entretanto, a freqüentar a casa onde servira, apesar de o seu desejo de adquirir
novos conhecimentos levá-lo a constantes viagens por diferentes países. Segundo esse relato, Esopo, que
teria morrido em Delfos, foi considerado como o inventor do apólogo, apesar de a
fábula já existir na Grécia e no Oriente desde a mais remota antiguidade.
Fábulas de Esopo
As fábulas de Esopo, contadas e readaptadas por seus continuadores, como Fedro,
La Fontaine e outros, tornaram-se parte de nossa linguagem diária. "Estão
verdes", dizemos quando alguém quer alcançar coisas impossíveis - o que é a
expressão que a raposa usou quando não conseguiu as uvas.
Em outros
países além da Grécia, em outras civilizações, em outras épocas, sempre se
inventaram fábulas que permaneceram anônimas. Quando dizemos, no Brasil: "Macaco
velho não mete a mão em cumbuca!", estamos repetindo o ensinamento de uma fábula.
.Assim,podemos dizer que em toda parte, a fábula é um conto de moralidade
popular, uma lição de inteligência, de justiça, de sagacidade, trazida até nós
pelos nossos Esopos.
Reconhecimento
Esopo tornou-se famoso pelas suas pequenas histórias de animais, cada uma delas
com um sentido e um ensinamento.
Seus personagens - apesar de selvagens e
irracionais na vida normal - falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou
bons, exatamente como os homens, porque a intenção do fabulista era mostrar como
o ser humano poderia agir.
Ele nunca escreveu as narrativas criadas em sua
imaginação, apenas as contava para o povo, que as apreciava e por isso se
encarregou de repeti-las. Apesar disso, somente duzentos anos após a sua morte é
que elas foram transcritas para o papel, e depois reunidas às de vários outros
fabulistas que em várias épocas e civilizações também inventaram contos de
moralidade popular, mas cuja autoria permaneceu desconhecida.
Citações
"Nenhum gesto de amizade, por muito insignificante que seja, é desperdiçado."
"Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com
ansiedade."
"Os hábeis oradores, com astúcia e prudência, sabem converter em elogios os
insultos recebidos dos amigos."
"Quem trama desventuras para os outros estende armadilhas a si mesmo."