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Cada uma das sessões de observação começou com a planificação atempada desta nos dias anteriores. O suporte principal de dados foi o site “ETD - Exoplanet Transit Database” que se encontra disponível em: http://var2.astro.cz/ETD/. Desta base de dados fomos retirando a informação da estrela no que toca ao brilho, à variação de magnitude, ao horário de trânsito previsto e ainda às suas coordenadas celestes (ascenção recta e declinação). Ao contrário das estrelas variáveis, em que a hora de início não é muito importante, na detecção de exoplanetas são os momentos dos contactos com o "limbo estelar" que ditam a hora de início e fim da observação. É no entanto necessário, para que a curva seja bem percepcionada, começar as detecções 60 minutos antes do primeiro contacto e terminar 60 minutos depois. Também devemos ter já pré-realizados mapas de calibração Flat, Bias e Dark. Se não os tivermos previamente realizados então a nossa sessão terá de começar em horas que coincidam com o crepúsculo para permitir a realização dos mapas de Flat. As nossas sessões, propriamente ditas, começaram sempre 90 minutos antes da hora do primeiro contacto. Este é o tempo mínimo que concluímos ser necessário para os preparativos e para o arrefecimento do telescópio e da câmara CCD. Além deste tempo tivemos que dispor, nas sessões efectuadas in-loco, de algum tempo para executar apontamento do telescópio. Fomos ainda obrigados a verificar o foco e a centrar o mais possível a nossa estrela de interesse. Para estas tarefas complexas usamos sempre softwares que nos auxiliaram nessa função. Sobretudo foi essencial o uso de software para o mapeamento e reconhecimento automático das estrelas do campo (Astrométrico) de modo a reconhecer claramente a estrela que iríamos usar na fotometria (algo que julgamos fundamental a este nível). No nosso caso o software de captura foi o MAXIM DL v5.0 e o software de astrometria foi o PINPOINT v4.0.2. Usou-se ainda o controlador SELETEK da Lunático para a focagem auxiliado pelo software FOCUSMAX v3.2.1. Com auxílio da Astrometria a estrela do exoplaneta é quase sempre centrada no campo visível do sensor CCD. No entanto tivemos a preocupação de, também no campo, ter sempre estrelas brilhantes que permitissem uma “guiagem” eficaz da montagem permitindo manter a estrela na mesma região do chip ao longo de toda a noite. Na nossa planificação existiu ainda como condição essencial saber qual o limite de saturação do pixel do sensor, de modo a que os tempos de exposição, para as imagens dos exoplanetas, estivessem suficientemente curtos para que nenhuma das estrelas de referência ficassem saturadas (a norma é 70% da capacidade máxima ~30.000 a ~70.000). Uma estrela saturada, ou que ultrapasse a linearidade do sensor de nada vale em fotometria diferencial. Para TrES-2b, por exemplo, e filtro CLEAR este tempo de exposição foi, com o telescópio refractor de 5” F/7 na ordem dos 60 segundos para o CCD KAF-6303 da câmara U9 da Apogee. |