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EstrelasVariáveis Detectadas

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Fim do Projecto

Montagem do Setup

As 9 sessões de observação realizadas foram executadas com dois”setup´s” diferentes.
Nas 5 primeiras sessões usamos um setup móvel sendo as restantes executadas com o setup fixo do Observatório Astronómico de Gualtar.
Os objectivos principais de usar um setup móvel foram: permitir aos alunos perceber o alinhamento da montagem equatorial à polar, ter noção dos sistemas de coordenadas geográficas, ter noção dos métodos de equilíbrio do sistema, permitir a manipulação e alinhamento dos sistemas ópticos, ser capazes de fazer a afinação e calibração do sistema de guiagem, fazerem a colocação o alinhamento e ligação dos detectores CCD, efectuar as ligações eléctricas e a configuração dos sistemas (telescópio e câmaras) para serem controlados por computador.
Todos estes processos foram repetidos várias vezes, ao crepúsculo e mesmo durante o dia, até que o grupo de estudantes tivesse perfeito domínio das metodologias e processos envolvidos.
 
 
Especificações do setup móvel:
TUBO PRINCIPAL:
Abertura do tubo: 102 mm (4”);
Distância focal: 714mm (f/7) e 571mm com redutor/corrector (f/5.6);
Peso (apenas tubo): 3.1 kg;
Focador: 70mm de diâmetro com um curso de 83mm e parafuso de fixação ajustável;
Dimensões Tubo: medidas mínimas 420(c)xØ118(l) mm , Ø110mm (tubo). "dewshield" estendido + 80mm;
Filtros: IR e Clear da Baader Planetarium.
CÂMARA:
Modelo: ATIK 16HR;
Chip: ICX-285 AL, com1390 x 1040 pixels (1,445,600 pixels) 16 bits;
Dimensões: 10.2mm x 8.3mm - diagonal 13.15mm com pixel 6.45 x 6.45;
Ligação ao computador: USB 1.1 tempo de download max. 11s;
Arrefecimento: Peltier (25° abaixo da temperatura ambiente);
Eficiência quântica: 70% aos 560nm;
GUIAGEM:
Abertura do tubo: 60 mm (2.3”);
Distância Focal: 230 mm (F/3.8);
Peso: 960g;
CCD: sensor CMOS Luna-QHY 5 Mono, Mitron MT9M001, ½” BW, 1280x1024 1,3 M e pixel de 5,2um*5,2um. Eficiência quântica de 56% aos 600nm.

MONTAGEM:
Celestron CG5 com GO-TO.

O processo de montagem do “Setup”começou sempre com o alinhamento do tripé a norte. Para que isto fosse possível usamos a indicação da direcção no local ou aguardamos pelo aparecimento da estrela polar no céu.
De seguida acoplamos a cabeça da montagem e fez-se de seguida o nivelamento e o ajuste (com o buscador polar) da altura (=latitude) e do azimute. Como o sistema utilizou sempre guiagem não fizemos, por norma, o alinhamento “fino” visto este não ser necessário e por vezes dificultar mesmo a guiagem.
De seguida fizemos a montagem do tubo principal e sobre este colocamos o tubo guia. Em ambos os tubos ópticos acoplamos as câmaras CCD.
O sistema foi de seguida balançado até estar em perfeito equilíbrio.
Os passos seguintes foram a ligação dos cabos de alimentação, dos cabos USB e o cabo RS232 (para controlo remoto da montagem) ao computador.
Concluídos estes procedimentos fez-se o alinhamento automático da montagem, com o comando. Este alinhamento foi efectuado usando sempre duas estrelas de referência e mais quatro estrelas de calibração para que o erro de apontamento fosse reduzido a menos de 3” de arco.
A partir deste momento toda a sessão foi conduzida em sistema remoto usando o computador para controlar o apontamento do telescópio, as câmaras CCD e a guiagem.
Depois de alinhada a montagem, escolhemos um campo com uma altitude elevada e procedemos à focagem do sistema óptico com a máxima precisão possível. O procedimento de focagem permite-nos ter uma percepção do bom ou mau alinhamento da montagem pois obriga-nos sempre a manter uma imagem ampliada de uma estrela, durante alguns minutos, numa pequena janela do chip do CCD. Se a estrela não se move ou se se move muito pouco durante este processo, o alinhamento polar está normalmente bom. Para obter óptimos resultados consideramos como mínimo indispensável conseguir boa guiagem durante 5 minutos numa focal de 571mm (WO 102 com redutor 0.8x).
Cinco minutos significam executar vários ciclos de autoguiagem entre os 5 e os 20 segundos garantindo em geral que a estrela se mantém próximo da posição fixa entre os movimentos da montagem.

O passo subsequente consistiu na primeira aquisição do objecto a fotografar utilizando a câmara CCD em binning 2x2 ou 3x3. Isto permite-nos obter imagens com detalhe suficiente em poucos segundos para proceder ao enquadramento do objecto através de Astrometria (PINPOINT). Depois efectuar o enquadramento final, tiramos uma imagem com o chip de guiagem para verificarmos se temos alguma estrela suficientemente brilhante com uma exposição inferior aos 5 segundos, com a qual possa fazer a calibração do sistema e a autoguiagem. A existência de uma estrela nessas condições também pode ser feita usando software como The Sky6 que permite simular o campo de apontamento. Caso não tenhamos nenhuma boa estrela no campo teremos de desviar ligeiramente a nossa estrela do centro até no campo estar visível uma boa estrela de guiagem. Após a selecção da estrela adequada procedemos finalmente à calibração da montagem e damos inicio a guiagem. Depois de esperar alguns minutos para garantir que a guiagem está a decorrer de forma regular e que a temperatura do CCD está estabilizada, iniciamos então a sequência de imagens do objecto.