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Métodos de Detecção de Exoplanetas

MÉTODO DE TRÂNSITO
Este é um método só muito recentemente desenvolvido e que detecta a variação luminosa causada por um planeta quando transita diante da sua estrela hospedeira.
Este "método de trânsito" funciona apenas com uma pequena percentagem de planetas cujos planos orbitais estejam perfeitamente alinhados com nossa linha de visão que são apenas cerca de 15%. Tem a grande vantagem de poder ser aplicado mesmo a estrelas muito distantes. Espera-se que, nos próximos anos, este método nos possa levar à descoberta dos primeiros planetas terrestres ao torno de estrelas do tipo solar. Para que isso seja possível estão a ser aprefeiçoadas várias técnicas tanto pelo Telescópio Espacial CoRoT como pelo Observatório Kepler.
 
 
 
 
ASTROMETRIA
A Astrometria consiste no método mais antigo para a detecção de exoplanetas. A ideia é detectar oscilações de posição na estrela (por norma muito pequenas). Uma certa quantidade de estrelas candidatas foram encontradas desde então, mas não houve confirmação em nenhum desses casos, muito por culpa dos detectores que eram pouco precisos. Quando um planeta orbita uma estrela ambos os corpos têm um centro de massa comum em torno do qual orbitam fazendo com que a estrela tenha um muito pequeno movimento à medida que o planeta faz a sua órbita. O método é mais fiável se as órbitas dos planetas forem perpendiculares a nossa linha de visão; Ainda hoje, este método é o único que se pode usar nestes casos. Todos os restantes métodos (nomeadamente o da Velocidade Radial e Trânsito) de nada servem.
 
 
 
VELOCIDADE RADIAL
O método de velocidade radial mede variações na velocidade com a qual a estrela se afasta ou se aproxima de nós.
Esta medição é efectuada directamente no espectro detectado na estrela. Isto significa que a velocidade radial pode ser deduzida comparando ao longo do tempo a variação das linhas espectrais detectadas usando o efeito Doppler. Os deslocamentos são induzidos pelo planeta na sua órbita em torno da estrela, uma vez que ambos orbitam em torno do mesmo baricentro. A velocidade de afastamento e aproximação da estrela é muito menor do que a do planeta. As velocidades detectadas são muito baixas: 5 a 30 Kms-1.
Esta é actualmente a principal técnica usada e também a mais bem-sucedida por “caçadores” de planetas. Esta técnica tem no entanto algumas limitações visto só funcionar bem para estrelas até aos 200 anos-luz de distância, e temos que dispor de telescópios de grande abertura.
O método da Velocidade Radial também é usado para confirmar as descobertas empreendidas através do método de trânsito.
 
 
 
Imagem: http://sdss3.org  
 
 
 
MICROLENTE GRAVITACIONAL
O efeito de Microlente Gravitacional acontece quando os campos gravitacionais de um planeta e o da estrela hospedeira agem de modo a amplificar a luz de uma estrela distante que esteja no fundo do céu. Este é o método mais promissor para planetas localizados entre a Terra e o centro da galáxia, já que as partes centrais da galáxia fornecem um grande número de estrelas distantes de fundo.
Microlentes gravitacionais já tinham sido testadas com outros propósitos sobretudo na  busca de matéria escura.
Em 1991, foi sugerido que as microlentes poderiam ser usadas para buscar planetas mas só se obteve algum êxito em 2002, quando um grupo de astrónomos polacos (Andrzej Udalski, Marcin Kubiak e Michał Szymański de Varsóvia, e Bohdan Paczyński) aperfeiçou um método viável no âmbito do projeto OGLE (do inglês Optical Gravitational Lensing Experiment).
A microlente funciona porque a gravidade da estrela curva a luz, assim como fazem as lentes de uns óculos. A presença de um planeta em torno da estrela faz com que a luz seja curvada de forma diferente, como se fosse uma lente com pequenos riscos. Isso faz com que a intensidade da luz varie de forma distinta, permitindo detectar o planeta.
Eventos de microlente são curtos, duram algumas semanas ou dias, já que as duas estrelas e a Terra movem-se uns com relação aos outros. Mais de 1000 estrelas foram observadas em eventos desse tipo ao longo dos últimos dez anos. As observações são geralmente empreendidas através de redes de telescópios robóticos.
A grande vantagem das microlentes gravitacionais é que se podem descobrir planetas de baixa massa (i.e. terrestres) mesmo com a tecnologia actualmente disponível. Uma desvantagem notável é que o evento não pode ser repetido, pois um alinhamento ao acaso nunca ocorre novamente.
Além do programa OGLE financiado pela NASA e pela National Science Foundation, o grupo MOA (do inglês, Microlensing Observations in Astrophysics) trabalha para aperfeiçoar essa técnica. Os Astrónomos acreditam que seja possível observar planetas do tamanho da Terra dentro de meia década.