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EstrelasVariáveis Detectadas

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Fim do Projecto

Fotometria diferencial

A observação de Exoplanetas envolve conceitos de "fotometria diferencial" de um campo de estrelas. A análise é efectuada através de uma série de imagens registadas continuadamente e captadas durante algumas horas. Por vezes as sequencias de imagem têm de ser repetidas em diversas noites. Por norma os eventos de trânsito exoplanetário podem durar ~ 2 horas.
O objectivo deste tipo de "observação" é medir a variação de brilho da estrela onde orbita o Exoplaneta comparando-o a uma ou mais estrelas "de referência" onde não existe qualquer alteração de brilho.
O brilho da estrela, onde pretendemos detectar o exoplaneta, é posteriormente transformado numa curva de Luz (Magnitude versus Tempo) onde, caso se verifique o trânsito de um planeta em frente à estrela será perceptível no gráfico uma muito pequena perda de luminosidade. Servem de exemplo os 1,4% da estrela HD209458 ou os 2,5% da TrES-1, durante o tempo em que um planeta que orbita em frente destas estrelas.
Neste momento (11 de Fevereiro de 2010) estão publicados "paper's" sobre 418 exoplanetas, dos quais só uma pequena parte transita em frente à sua estrela.
Então surge a pergunta, porquê? Porque é que só alguns é que transitam?
De todos os planetas extrasolares conhecidos somente cerca de 10% têm as suas orbitas num plano que está alinhado com a nossa linha de vista desde a Terra e diz-se então que transitam. Significa que estes planetas distantes, na sua orbita, passam directamente por cima do disco estelar à semelhança do que acontece quando Venus ou Mercurio passam em frente ao Sol.
Tem sido demonstrado desde 2005 que os telescópios pequenos a partir de 4 polegadas podem ser usados para detectar as pequenas perdas de brilho desses trânsitos. Não é muito difícil, por exemplo, detectar na estrela HD209458 trânsitos usando telescópios de 4 a 10 polegadas e uma câmara CCD de boa qualidade. Com o telescópio de 5 polegadas somos capazes de alcançar em 90 segundos de integração, precisões de ~ 3,4 milimagnitudes enquanto que com um de 10 polegadas podemos conseguir 1 ou 2 milimagnitudes de precisão para integrações de apenas alguns segundos.
 Desde que estes valores de precisão sejam muito menores do que a diminuição prevista de 19 milimagnitudes da HD209458 e 25 milimagnitudes na TrES-1 é definitivamente possível para um astronómo amador com um hardware modesto detectar e caracterizar os trânsitos destes e de muitos outros exoplanetas.
Poderão encontrar mais informação e também um exemplo da detecção de TrES-1 (e respectivas curvas de luz de trânsito) em http://brucegary.net/TrES-1/x.htm).