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EstrelasVariáveis Detectadas

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Fim do Projecto

A Guiagem

As montagens, por muito evoluídas que sejam, sofrem de erros de acompanhamento celeste que dificultam a fixação no campo dos objectos celestes.
A precisão do seguimento das montagens equatoriais pode ser muito variada. Em geral as montagens modernas são motorizadas nos dois eixos por meio de motores de passos. Estes motores rodam a velocidades muito elevadas e o seu movimento é desmultiplicado por intermédio de rodas dentadas de pequenas dimensões. O movimento é por fim transmitido a um parafuso sem-fim que actua sobre uma roda dentada. As rodas dentadas podem possuir um número variado de dentes (144 a 359) e diâmetros geralmente compreendidos entre 60 a 250 mm.
A guiagem consiste então num processo de usar uma estrela como guia onde se medem esses erros das engrenagens das montagens. De alguns em alguns segundos, o sistema, verifica a quantidade de erro e envia um comando à montagem corrigindo o desvio desta. Deste modo é possível manter uma estrela no mesmo local do chip durante um período que pode ir até várias horas de seguimento.
A precisão da guiagem depende, no entanto, de muitos factores. Todos os sistemas de guiagem exibem erros periódicos que podem atingir valores relativamente elevados (10 a 30”) em montagens equatoriais de baixo custo. Nos sistemas mais evoluídos foram desenvolvidos processos de minimizar mecânica ou electronicamente estes erros de guiagem. Esse sistema tem o nome de PEC (Periodic Error Correction ou em português Correcção de Erro Periódico). Muitas montagens sofrem ainda de erros não periódicos.
A guiagem pode corrigir os erros periódicos, não períódicos e ainda os erros associados ao mau alinhamento polar. Convém lembrar que este último não é totalmente eliminável durante uma sessão pelo facto de que, caso o alinhamento polar seja muito mau, teremos ao fim de algumas horas rotação de campo. A rotação de campo dificulta muito a execução da fotometria.