A Igreja constituiu outrora uma rendosa abadia de que era donatária a Casa de Belmonte e o seu padroeiro ainda hoje é S. Pedro. A sua capela-mor foi construída em 1770, conforme inscrição e a Igreja possivelmente nos séculos XVII ou XVIII. Uma nobre casa solarenga de vastos salões e largos jardins, com o passal adjacente, faziam da Abadia de Espinho, pela sua extensão e riqueza, uma das melhores propriedades da região. Na década de 1950, as obras feitas na Igreja retiraram-lhe o seu traço original. A sua porta gótica manteve-se até aos dias de hoje, o mesmo não acontecendo ao seu altar em talha dourada. Hoje, após obras de restauração, foi reconstruído, restaurado e recolocado o antigo altar em talha dourada até então guardado no coro da Igreja.

 

Abadia de Espinho

Tendo como cenário de fundo os montes da Serra da Estrela, era um local de sonho que serviu de inspiração a Camilo Castelo Branco. De facto, foi este o cenário utilizado por Camilo Castelo Branco no seu romance "O Retrato de Ricardina". O sítio da fonte onde Ricardina colocava as cartas para o seu amado Bernardo Moniz, ainda hoje existe, embora seja propriedade privada, vendido por força da legislação da 1ª República.

Segundo o estudo das Inquirições de D.Afonso III em 1258, às povoações de Espinho era lhes dado o direito de, por si, escolherem os párocos para as suas igrejas.

Geográficamente situada no centro da paróquia, todos os Domingos aqui se reunem as pessoas para a Eucaristia celebrada pelo pároco Pe. João Luis Zuzarte.

Todo o centro da Abadia de Espinho, que inclui a Residência Paroquial e a Igreja Paroquial, está restaurado, o pavimento em paralelo com parques de estacionamento e a Igreja está iluminada com holofotes, oferecento uma visão bastante agradável.
 
O   Cemitério, o Campo de Futebol da Freguesia e o Centro Social, onde funciona a sede da Junta de Freguesia, situam-se na Abadia.

 As Gravuras Rupestres fazem também parte da história desta Abadia. Situadas junto ao rio, onde outrora existira um moinho, poderão encontrar as gravuras rupestres numa rocha. Chamamos a atenção para o facto de momento não serem fáceis de visualizar. 

 

Água-Levada
 Atravessada pela linha férrea da Beira Alta e perto da Estrada Nacional nº 234, Água-Levada é a segunda maior aldeia da freguesia. S.João é o seu padroeiro cuja festa se celebra a 24 de Junho.
Conta com mais de 60 famílias que se distribuem desde a actividade agrícola até à actividade industrial.
 
Não se sabe ao certo a origem do nome Água-Levada. Existem várias versões mas publicaremos apenas a que nos parece mais credível. "Água", pela abundância outrora deste precioso líquido. "Levada", como no Verão a água nos poços escasseava, o ribeiro era a única solução para a rega das sementeiras que servia de sustento às famílias, construindo para o efeito pequenas represas e canais que levavam a água para os campos, daí que a "água" era "levada".

Outrora fora povoada pelos Muçulmanos, existindo ainda alguns vestígios dessa época, nomeadamente, as campas dos mouros. Existem duas sepulturas antropomórficas, abertas na rocha, vulgarmente chamadas de campas. Quanto à sua cronologia, as opiniões dividem-se. Para uns, pertencerão ao período mediévico, para outros serão mais remotas, pré-romanas, havendo ainda quem as considere da época romana ao até mesmo post-romano.Restam apenas 3 ainda intactas, outras foram destruídas por pensarem estarem lá soterrados tesouros. Restam também alguns vestígios de moinhos de água situados ao longo do ribeiro.

 A SIAF, empresa do Grupo Sonae situada nos limites da povoação, com actividade na área dos aglomerados de madeira, tem ao longo dos anos provocado a poluição do ar, do rio e até sonora, diminuindo a qualidade de vida destas gentes.

  
Espinho
    Espinho dá o nome à freguesia. O seu padroeiro é S. Sebastião e na freguesia é o primeiro a ser festejado, 20 de Janeiro. A sua capela possui um magnífico altar em talha dourada que foi recentemente restaurado, bem como toda a capela.
Segundo os mais antigos, a casa que fora dos Monizes, personagens do romance "O Retrato de Ricardina", e de que fora fundador o Silvestreda Fonte, sendo ainda conhecido o terreno que lhe fica adjacente pelo nome de Chão da Fonte, ainda hoje existe nesta povoação. Após obras de restauro, os actuais proprietários mantiveram o aspecto exterior da habitação.

Possui também um bonito fontanário situado no entroncamento para a estrada da Póvoa de Espinho, que liga Espinho à Cunha Baixa.

Um marco romano, hoje um pouco adulterado, situado junto ao entroncamento que liga quem vem do Calvário à estrada para a Abadia, indica a antiga estrada romana que por ali passava.

 

 Gandufe
 
   Na origem do nome Gandufe, parece estar ligado a um indivíduo da Idade Média chamado Gundulfus ou Gundulfo, que possuia uma propriedade que se denominava vila Gundulfi. O nome do proprietário passou ao terreno e com o tempo deu origem a Gundufe ou Gondufe e mais tarde Gandufe.

     O largo de Stª. Maria é o palco das festas que se realizam todos os anos no final do mês de Maio em honra de Nª. Srª. dos Verdes

Gandufe era atravessada por uma estrada romana   que partia de Viseu em direcção a Seia. A prova disto é a existência de uma ponte romana que se encontra no local do Tinto.

O Tinto, o local mais a sul da povoação, segundo os mais antigos, terá o seu nome ligado a uma tinturaria que em tempos lá terá existido.  

É a maior povoação da freguesia em área e população.

Uma torre de carácter militar, faz parte do património histórico desta povoação. A forma como foi construída, o travado das silharias, leva-nos a crer tratar-se de uma torre da época medieval e terá sido solar e habitação dum senhor pertencente a uma classe privilegiada. Segundo a lenda, terá sido seu possuidor o Gondufão, pessoa importante com poder para além do extinto concelho de Senhorim.

Em 6 de Novembro de 1836, por decreto, Gandufe deixou de pertencer ao concelho de Senhorim e foi anexada ao concelho de Mangualde.

Segundo a lenda, depois de uma grande seca que se fez sentir na região, as pessoas recorreram a Nª. Srª. para que lhes valesse e olhasse

pelos seus campos. A prece foi ouvida e veio a chuva fertilizando os campos e salvando as culturas. Em agradecimento a Nª. Senhora, erigiram-lhe uma capela a que deram o nome de Nª. Srª. dos Verdes, por ter tornado verde todos os campos, fonte de rendimento para o sustento das famílias.

A seguir à Igreja Paroquial é a maior igreja da freguesia, e possui um bonito altar em talha. Possuía também um relógio com funcionamento através de mecanismos no interior da sua torre, é pena que hoje só exitam vestígios.

 

Outeiro de Espinho
 
Em Junho festeja-se o seu padroeiro, S.António e é também conhecida como a festa dos pastores.

No dia da festa os pastores trazem os seus rebanhos e à volta da capela tentam que a última ovelha seja apanhada pela primeira de forma a formarem uma roda à volta da Igreja. O rebanho que for mais rápido a "pegar" ganha o prémio.   

   

Na Orca dos Braçais foram descobertos alguns artefactos de pedra lascada, núcleos lascados de silex, fragmentos de quartzo lascado e de quartzite, da mesma natureza esteróide de pedra, dois deles com sulco equatorial, que levam a acusar a existência do homem primitivo por estas terras.Foram ainda encontrados um peso de tear de granulito, martelo ou triturador de pedra, mó, fragmentos de pedra polida, machado-enchó de pedra polida, machado de pedra polida, fragmentos de vaso bem ornamentado, numerosos fragmentos de vasos de barro bis-terra calcinada da Orca.

A Quinta dos Carvalhais tem de longe um grande significado e importância nesta povoação. Em 25 de Julho de 1808, foi, a Quinta do Carvalhal, dada por Semião do Amaral Osório, fidalgo da Casa Real, como garantia pela pensão anual de 120 mil reis, para que seu filho fosse reconhecido como cadete de cavalaria de Almeida. Mais tarde veio a pertencer ao Sr. José Duarte Cabral e hoje é propriedade de um importante grupo económico, a Sogrape. A SOGRAPE, Vinícola Vale do Dão, tem aqui uma das adegas mais bem equipadas da Europa. A Quinta dos Carvalhais, como hoje é conhecida, muito contribui para a valorização desta povoação e consequentemente, da freguesia. Na época das vindimas é bem visível o movimento que, quer a adega quer a quinta, trazem a esta região. Recentemente, a SOGRAPE juntou à adega também a linha de engarrafamento.

 

Póvoa de Espinho
 
A   mais pequena das povoações da freguesia.
Após alguns anos de muito trabalho e dedicação, a Póvoa fez a inauguração da sua Capela em Junho de 2009.

 Dada a proximidade com Espinho, as pessoas têm uma convivência bastante saudável o que torna quase uma só povoação. Quando é a festa de S.Sebastião em Espinho, a procissão vai também à Póvoa de Espinho, provando assim a união entre as duas povoações.


Vila Nova de Espinho

A   padroeira de Vila Nova, Nª. Srª. da Conceição, encerra em Dezembro os festejos na Freguesia.

Em 6 de Novembro de 1836, por decreto, deixou de pertencer ao concelho de Senhorim e foi anexada ao concelho de Mangualde, juntamente com a povoação de Gandufe.
 
 
Uma das povoações mais pequenas da Freguesia que dada a proximidade com os limites de Vila Ruiva, do concelho de Nelas, matêm com estes uma estreita relação de amizade.