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Mensagens Espirituais

 
 A PACIÊNCIA

 

"Perdoar aos que Deus colocou no nosso caminho, para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência". (E.S.E. Cap. 9 item 7). a)


Tem paciência! Tem paciência é o pedido constante! Parece até que esta virtude é um amuleto, com o condão de transformar atitudes. Mas, realmente, não é! É conquista, esforço, exercício, ensaio/erro constante, alimentado na confiança em Deus, que nos fornece as condições para a conquista da paciência. Com a educação transmitida no exemplo da mãezinha carinhosa, a criança é levada a ensaiar os passos para adquirir a paciência. Na infância, prepara-se para a aquisição das expressões da paciência, eliminando a ansiedade, a impertinência, bem como aprendendo a esperar sem a atmosfera psíquica conturbada pelos gritos e agressões, verbais ou não. Nas primeiras amamentações, com a disciplina da mãe ao oferecer-lhe o seio, dentro de um ambiente de paz e tranquilidade interna e externa, o bebé já vai sendo preparado para  a eliminação das ansiedades, num desenvolvimento psíquico harmónico.


A luz e o som podem-se tornar factores equilibrantes ou não. E a criança, ao desenvolver-se orgânica e psiquicamente, está sujeita às mais variadas interferências. Quando o Evangelho do Cristo é exercitado na transmissão de  energias calmantes sobre o ventre da mãe, na conversa carinhosa de espírito para espírito, a paciência da espera começa a trabalhar os rudimentos da paciência global. Infância e juventude são períodos para a aquisição dessa virtude, fortalecida mais tarde na idade adulta pela vivência integral dos ensinamentos do Cristo. Então, cada um terá fortalecido as condições de exercício da paciência diante da dor, do sofrimento imposto pelas aflições, do perdão - instrumento de execução da lei sábia e justa de Deus.

 
MEIMEI

 

a) E.S.E. = Evangelho Segundo o Espiritismo
 
***

A PRESENÇA DO AMOR

 

O amor — alma da vida — é o hálito divino a espraiar-se em toda a parte, a manifestar a Paternidade de Deus.

 

Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor.

 

No amor encontram-se todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam na natureza humana.

 

Por não se identificar com o amor na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz que a engrandecem.

 

Sem o amor entorpecem-se os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção, torna-se lenta e difícil.

 

Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas.

 

Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.

 

Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama.

 

A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosas.

 

Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama.

 

O sarçal aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor.

 

Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.

 

O deserto de hoje foi berço generoso de vida e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.

 

O amor é bênção de que dispões em todos os dias da tua vida para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução.

 

Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias por mais ásperas que se te apresentem.

 

A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-acção de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão, unida à fé, em consórcio de legítimo amor.

 

Joanna de Ângelis

Psicografia de Divaldo P. Franco – "Viver e Amar"
 

 ***

A VERDADE

 

"... Pilatos, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós o dissestes; eu sou rei; eu não nasci, nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade: qualquer que pertença à verdade escuta a minha voz." - (Cap. II, item I.)

 

Não vemos a verdade, conforme afirmou Jesus Cristo, porque a nossa mente trabalha sem estar ligada aos nossos sentidos e emoções mais profundos.

As ilusões impedem-nos que, realmente, tenhamos os olhos de ver, e, porque não buscamos a verdade, projectamos nos outros o que não podemos aceitar como nosso. Tentamo-nos livrar de nossos próprios sentimentos atribuindo-os a outras pessoas.

Adão disse a Deus: "eu não pequei, a culpa foi da mulher que me tentou". Eva desculpa-se perante o Criador: "toda a discórdia ocorrida cabe à maldita serpente".

Assim somos todos nós. Quando desconhecemos os traços da nossa personalidade, condenamos fortemente e responsabilizamos os outros por aquilo que não podemos admitir em nós próprios.

A nossa visão sobre as coisas pode enganar-nos, pode estar disforme sob determinados pontos de vista, pois que, na realidade, ela forjou-se entre as nossas convicções mais profundas, sobre aquilo que nós convencionamos chamar de certo e errado, isto é, verdadeiro ou falso.

Na infância, por exemplo, se fomos repreendidos duramente por demonstrarmos raiva, se fomos colocados em situações vexatórias por aparentarmos medo, ou se fomos ridicularizados por manifestarmos afecto e carinho, acabamos aprendendo a reprimir essas emoções por serem consideradas feias, erradas e pecaminosas por adultos insensíveis e recriminadores.

Porém, não damos conta de que, ao adoptarmos essa postura repressora, tornamo-nos criaturas inseguras e fracas e, a partir daí, começamos a não confiar mais em nós mesmos.

Se a nossa verdade não é admitida honestamente, como é que nos podemos aproximar da Verdade Maior?

Sentir medo ou raiva, quando houver necessidades autênticas, seja para transpor algum obstáculo, seja para vencer barreiras naturais, é perfeitamente compreensível, porque a energia da raiva é um importante "factor de defesa", e o medo é um prudente mediador em face de "situações perigosas".

Para podermos encontrar a Verdade, à qual se referia Jesus, é preciso aceitar a nossa verdade, exercitando o "sentir" quanto às nossas emoções, e adequá-las correctamente na vida. A sugestão feliz é o equilíbrio e a integração das nossas energias íntimas, e nunca a repressão e o entorpecimento, nem tampouco a entrega incondicional simplesmente.

O que é a Verdade? Disse o Mestre: "Vim ao mundo para dar testemunho da Verdade; todo aquele que é da Verdade ouve a minha voz".

Cremos no que vemos, mas muitas vezes os órgãos dos sentidos enganam-nos. Vejamos alguns exemplos:

A Terra parece parada; o arco-íris nada mais é do que raios de sol a atravessar gotículas d'água; e certas estrelas que vislumbramos nos céus já não existem, contudo, devido às distâncias enormes a serem percorridas, as suas luzes continuam aportando na atmosfera do nosso planeta, dando-nos a falsa impressão de vida real.

Cremos no que nos disseram, e, embora não sejam situações vividas ou experimentadas por nós, aceitamos como sendo "verdades absolutas", quando de facto eram "conceitos relativos".

Maneiras erradas de se ver a sexualidade, a religião, o casamento, as raças e as profissões distanciam-nos cada vez mais da realidade das situações e das criaturas com as quais convivemos.

Procuremos sintonizar-nos com os olhos espirituais, pois a nossa percepção intuitiva é ampla e mais precisa que a visão física.

Abramos as comportas da nossa alma, para podermos captar as inspirações divinas que deliberam a vida em toda a parte. Somente assim estaremos mais perto de conhecer a Verdade à qual se referia o Mestre Jesus.

 

(De: “Renovando Atitudes”, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo Espírito Hammed).

***

A gravidez veio na hora indesejada, lembrava-se Laura.

Veio na hora errada e ainda trazia riscos de várias ordens.

A saúde debilitada, problemas familiares, o desemprego...

Seu primeiro impulso foi o aborto. Tomou uns chás que, em vez de “resolver, a debilitaram ainda mais.

Recuperada, buscou uma dessas pessoas que arrancam, ainda no ventre, o chamado problema das mães que não desejam levar adiante a gestação.

Naquele dia, a parteira havia adoecido e faltara.

Laura voltou para casa preocupada, mil situações lhe passavam pela mente.

À noite, deitou-se e custou a adormecer, mas foi vencida pelo sono. No sonho, viu um belo jovem pedindo-lhe algo que, na manhã seguinte não soube definir.

Durante todo o dia não conseguiu tirar aquela imagem da mente, pelo que esqueceu a gravidez.

Na noite seguinte voltou a sonhar com o mesmo jovem, só que acordou com a agradável sensação de tão doce quanto agradável “Obrigado”.

Era como se ainda visse seus lábios a pronunciarem palavras de agradecimento, enquanto de seu coração irradiava uma paz indefinível.

Desistiu do aborto.

Enfrentou tudo, superou todos os riscos e saiu vitoriosa...

Hoje, passados 23 anos do episódio, ouve emocionada seu belo e jovem filho pronunciar, do púlpito da solenidade de sua formatura, ante uma extasiada multidão:

“... Agradeço sobretudo à minha mãe, que me alimentou o corpo e o Espírito, dando-me não só comida, mas carinho, companhia, amor e, principalmente, vida.”

E, olhando-a nos olhos, o filho pronunciou, num tom inconfundível:

Obrigado!”

Ela não teve dúvidas. Foi o mesmo Obrigado, doce e agradável, de um sonho, há 23 anos...

* * *

A mulher que nega o ventre ao filho que Deus lhe confia, nega a si mesma a oportunidade de ouvir a cantiga alegre da criança indefesa a rogar-lhe carinho e protecção.

Perde a oportunidade de dar à luz um Espírito sedento de evolução, rogando-lhe uma chance de reencarnar, para juntos superarem dificuldades e estreitarem laços de amizade e afecto.

Se você mulher, está a passar pela mesma situação de Laura, mire-se no seu exemplo e permita-se ser mãe.

Permita-se sentir, daqui alguns meses, o agradecimento no olhar do pequenino que lhe roga o calor do colo e uma chance de viver.

Conceda-se a alegria de, daqui alguns anos, ornamentar o pescoço com a jóia mais valiosa da face da Terra: os bracinhos frágeis da criança, num abraço carinhoso a lhe dizer:

Obrigado mamãe, por ter me permitido nascer e crescer, e fazer parte desse Mundo negado a tantos filhos de Deus.

* * *

Pense nisso!

Todos nós voltaremos a nascer um dia...

Se continuarmos a negar oportunidades de reencarnação aos Espíritos com os quais nos comprometemos antes do berço, talvez estejamos a negar a nós mesmos a chance de uma mãe ou pai, no futuro.

Pensemos nisso!

Redacção do Momento Espírita, com base em história publicada no Jornal Caridade, de Maio/Junho 1997.

 ***

Acordemos!

 

É sempre fácil

Examinar as consciências alheias,

Identificar os erros do próximo,

Opinar em questões que não nos dizem respeito,

Indicar as fraquezas dos semelhantes,

Educar os filhos dos vizinhos,

Reprovar as deficiências dos companheiros,

Corrigir os defeitos dos outros,

Aconselhar o caminho certo a quem passa,

Receitar paciência a quem sofre

E rectificar as más qualidades de quem segue connosco...

Mas enquanto nos distraímos,

Em tais incursões à distância de nós mesmos,

Não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.

Enquanto nos ausentamos

Do estudo das nossas próprias necessidades,

Olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva,

Somos simplesmente

Cegos do mundo interior

Relegados à treva...

Despertemos, a nós mesmos,

Acordemos as nossas energias mais profundas

Para que o ensinamento do Cristo

Não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida,

Porque o infortúnio maior de todos

Para a nossa alma eterna

É aquele que nos

Infelicita quando a graça do Alto

Passa por nós em vão!...

 

Da obra: "Caridade"

Francisco Cândido Xavier. Ditado pelo Espírito André Luiz.
 
Espírito André Luiz

***

AMA E ESPERA

 

Emudece o teu pranto. Cala o grito

De revolta na dor que te encarcera,

Por mais negra, mais rude, mais sincera,

A mágoa estranha de teu peito aflito.

 

Em toda a Terra há lágrimas e conflito,

Ruínas do mundo que se desespera...

Ama e sofre, trabalha e persevera

Na esperança de paz e de infinito.

 

Peregrino do campo atormentado,

Rompe os elos e as trevas do passado,

Fita a luz do porvir resplandecente.

 

Muito além do terrível sorvedouro,

Nas estradas liriais de acanto e louro,

O sol do amor refulge eternamente.

                     

Cruz e Souza

 

(De “Através do Tempo”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)
 
Chico Xavier, psicografando Mensagens
 
***

Reajuste e Simplicidade

 

Não é pela desconfiança que atingiremos a certeza.

 

Aprenda a entesourar a fé, amealhando os grãos da esperança.

 

Não é pela violência que alcançaremos a realização.

 

Habitue-se a usar a serenidade, considerando que um edifício se constitui de insignificâncias mil.

 

Não é pela maldade que chegaremos à bondade.

 

Acostume-se a tolerar e a desculpar, corrigindo em si mesmo aquilo que lhe desagrada nos outros.

 

Não é pela desaprovação que improvisaremos o estímulo.

 

Procure as particularidades elogiáveis e os ângulos nobres das situações e das pessoas, para que o bem seja cultivado e reine soberano.

 

Não é exaltando a sombra que acenderemos a luz.

 

Evite os comentários obscuros, onde o mal encontra brechas para dominar os actos, as palavras e os pensamentos.

 

Não é semeando moléstias que sustentaremos a saúde.

 

Alie a carga mental das ideias enfermiças e plante o bom ânimo, o optimismo e a alegria, em cada minuto.

 

Não é contemplando feridas que ajudaremos a Humanidade.

 

Lembre-se do “lado melhor” do irmão de jornada e ajude-lhe o coração a esquecer todo o mal.

 

Não é destruindo que construiremos o Reino Divino nos círculos da Terra.

 

Restaure o que puder onde o desastre passou proclamando perturbação e falência.

 

Não é descendo às furnas sombrias do desânimo e da tristeza que escalaremos a montanha da luz.

 

Use os seus patrimónios e as suas experiências no Evangelho e na Revelação dos Espíritos Benevolentes e Sábios, tanto quanto mobiliza a água e o sabão nas lutas de cada dia e verá a colheita sublime de sua nova sementeira.

 

O ministério de Jesus não é serviço de crítica, de desengano, de negação.

 

É trabalho incessante e renovador para a vida mais alta em todos os sectores do mundo.

 

Ninguém precisa ferir, humilhar ou desesperar.

 

Reajuste e simplifique.

 

O Senhor fará o resto.

 

(Do livro "Nosso Livro", Francisco Cândido Xavier)

 

***

MEDITANDO...

 

 

. Feche os olhos, tome uma inspiração lenta e profunda. Relaxe... Imagine-se a entrar num cinema antes de começar a sessão... A sala está escura e vazia... Procure um lugar no centro da sala e acomode-se... Olhe para a tela branca à sua frente...


Imagine que, do fundo, da sala de projecção, vem um feixe de luz branca e forma um círculo de luz no centro da tela... Um ponto vem na direcção da tela e forma um grande número 3 que aparece no centro do círculo, acendendo e apagando por três vezes...


Tome outra inspiração lenta e profunda e imagine outro ponto que cresce em direcção ao centro de sua tela mental, formando um grande número 2, que se acende e apaga por três vezes...


Respire novamente lenta e profundamente e imagine um outro ponto que cresce em direcção ao centro de sua tela mental, formando um grande número 1, que se acende e apaga por três vezes...


Respire novamente lenta e profundamente...


. Para ajudar a atingir níveis ainda mais profundos, imagine que está no alto de uma escada de dez degraus e que começa a descê-la lentamente... À medida que vai descendo, um número vai acendendo à sua frente...

 

10, 9, 8... Descendo lentamente... 7, 6, 5... Mais e mais profundo... 4, 3... Descendo lentamente... Cada vez mais profundo... 2, 1...


Agora já está bem mais relaxado e para se ajudar a atingir um estado de relaxamento ainda mais profundo, imagine que está diante de uma porta dourada, uma porta bem grande e brilhante... Coloque a mão no seu coração e retire de lá a chave que abre essa porta... Coloque a chave na porta, empurre-a e veja-a a abrir-se e a descortinar à sua frente um lugar lindo, contendo tudo o que necessita para a sua completa paz... Entre nesse lugar... Observe o azul intenso do Céu, A TEMPERATURA AGRADÁVEL, O Sol que ilumina todo o ambiente e a aquece suavemente sem a queimar, perceba a frescura da relva sob os seus pés... Sinta a completa paz que esse lugar lhe transmite!... Sinta a paz a envolvê-la e permaneça assim até o desejar... Relaxe mais... e grave na sua mente...


- A diferença entre um génio e um ser humano comum, é que o génio usa mais a sua mente e usa-a de maneira especial;


- Agora estou a aprender a usar mais a minha mente de uma maneira especial, e cada vez mais facilmente;


- Todos os dias e de todas as formas, estou cada vez melhor, melhor e melhor!


- Eu tenho completo e total controlo e domínio sobre as minhas faculdades mentais, neste ou em qualquer outro nível que eu me encontre, incluindo o nível exterior consciente;


- Todos os meus sistemas: nervoso, cardiovascular e imunológico funcionam em perfeito estado de saúde e equilíbrio;


- Todos os meus aparelhos: respiratório, digestivo e geniturinário funcionam em perfeito estado de saúde e equilíbrio;


- Todos os meus órgãos, ossos, músculos, tecidos, glândulas, células e moléculas funcionam em perfeito estado de saúde e equilíbrio;


- Mantenho todos os meus órgãos dos sentidos externos e internos em perfeito funcionamento e cada vez mais sabiamente aguçados;


- O meu sistema imunológico e o meu mecanismo de sobrevivência funcionam com absoluta saúde e perfeição;


- Tenho completo e total domínio sobre as minhas emoções e sistema nervoso, em qualquer nível mental em que eu me encontre, incluindo o nível exterior consciente. Por isso, posso ser mais tolerante e paciente, posso ter mais compreensão e compaixão e posso ser mais humano para com o meu próximo, sobretudo comigo mesmo; e


- A cada dia estou a aprender a utilizar mais estes níveis mentais para me ajudar e ajudar o meu próximo. Utilizarei somente estes níveis mentais para tudo o que for honesto, limpo, positivo e bom! Jamais conseguirei actuar nestes níveis para prejudicar alguém. Se esta for a minha intenção, não conseguirei operar nestes níveis.


Mharcya de Sá


Coordenação do Templo do Sol.

http://comandoestrelinha.ning.com/group/Meditacao/forum/topic/show?id=3692814%3ATopic%3A9631&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

 ***
 

Meditação é a sua natureza

 

 

O que é meditação? É uma técnica que pode ser praticada? Um esforço que tem de fazer? Algo que a mente pode conseguir? NÃO. Tudo o que a mente é capaz de fazer não pode ser meditação – ela é algo além da mente, onde a mente é totalmente impotente.


A mente não pode penetrar na meditação; onde a mente termina, a meditação começa. Isto tem de ser lembrado, porque na nossa vida, o que quer que façamos, fazemos através da mente; o que quer que consigamos, conseguimos através da mente. E então, quando nos voltamos para dentro, começamos novamente a pensar em termos de técnicas, métodos, actos, porque o todo da experiência da vida mostra-nos que tudo pode ser feito pela mente. Sim – excepto a meditação, tudo pode ser feito pela mente. Tudo é feito pela mente, excepto a meditação. Porque a meditação não é um feito – é a sua natureza. Não tem de ser conseguida; tem apenas de ser reconhecida, tem apenas de ser recordada. Ela está aí à sua espera – é só voltar-se para dentro, e está disponível. Você tem-na carregado sempre.


A meditação é a sua natureza intrínseca – ela é você, é o seu ser, não tem nada a ver com os seus actos.


Você não a pode ter, nem a pode não ter. Ela não pode ser possuída, ela não é uma coisa. Ela é você. Ela é o seu ser.


Meditação é estar alerta


O que quer que faça, faça-o em profundo estado de alerta; até mesmo as pequenas coisas se tornam sagradas. Assim, cozinhar ou limpar tornam-se coisas sagradas, uma devoção. Não é uma questão de o que está a fazer, a questão é como o está a fazer. Pode limpar o chão como um robô, uma coisa mecânica: tem de o limpar, por isso limpa-o. Então, perde algo belo. Então, desperdiça esses momentos apenas a limpar o chão. Limpar o chão poderia ter sido uma grande experiência, mas perdeu-a. O chão fica limpo, mas algo que poderia ter acontecido no seu íntimo não aconteceu. Se estivesse consciente, não só o chão estaria limpo, mas ter-se-ia sentido purificado. Limpe o chão cheio de consciência, iluminado pela consciência. Trabalhe, sente-se ou caminhe, mas isso tem de ser um contínuo fio condutor: faça cada vez mais e mais momentos da sua vida, iluminado pela consciência. Deixe a chama da consciência arder em cada momento, em cada acto. O efeito cumulativo é o que é a Iluminação. O efeito cumulativo, todos os momentos juntos, todas as pequenas chamas juntas tornam-se uma grande Fonte de Luz.


Meditação é não fazer


Como meditar?


Resposta: Não é preciso perguntar como meditar, apenas pergunte como permanecer não-ocupado.

 

A meditação acontece espontaneamente.

 

Apenas pergunte como permanecer não-ocupado, isso é tudo. Este é todo o truque da meditação: como permanecer não-ocupado. Então, não pode fazer nada. A meditação florescerá.


Quando não está a fazer coisa alguma, a energia move-se na direcção do centro, ela assenta-se na direcção do centro. Quando está a fazer alguma coisa, a energia move-se para fora. O fazer é um modo de se ir para fora. O não-fazer é um modo de se ir para dentro. A ocupação é uma fuga.

 

Você pode ler a Bíblia, pode tornar isso uma ocupação. Não há diferença entre as ocupações religiosas e as ocupações seculares: todas as ocupações são ocupações, e ajudam-no a manter-se agarrado do lado de fora do seu ser.

 

São desculpas para se permanecer do lado de fora.


O homem é ignorante e cego, e quer permanecer ignorante e cego, porque olhar para dentro é como entrar num caos. E é assim mesmo: dentro, criou um caos. Tem de encontrar esse caos e atravessá-lo. É preciso coragem – coragem para ser você mesmo e coragem para se voltar para dentro. Não há nada que exija tanta coragem quanto isto – a coragem de ser meditativo.


Mas as pessoas que estão comprometidas com o lado de fora – ocupadas com as coisas mundanas ou coisas não-mundanas, mas ocupadas do mesmo modo – pensam... e criam uma ilusão em torno disso.


Meditação é testemunhar


A meditação começa quando você se separa da mente e se torna uma testemunha. Esse é o único modo de se separar de qualquer coisa. Se olha para a luz, naturalmente, uma coisa é certa: você não é a luz, você é quem está a olhar para ela. Se observa uma flor, uma coisa é certa: você não é a flor, é o observador.

 

Observar é a chave da meditação.

 

Observe a sua mente.


Não faça nada – nenhuma repetição de mantra, nem repetição do nome de Deus – apenas observe o que quer que a sua mente esteja a fazer. Não a perturbe, não a evite, não a reprima; não faça coisa alguma. Seja apenas um observador. O milagre de observar é a meditação. Enquanto observa, pouco a pouco, a mente torna-se vazia de pensamentos; mas você não está a adormecer, está a tornar-se mais alerta, mais consciente. Quando a mente ficar totalmente vazia, toda a sua energia se tornará uma Chama do Despertar. Essa Chama é o resultado da meditação. Então pode dizer que a meditação é um nome para a observação, o testemunhar, o observar – sem qualquer julgamento, sem qualquer avaliação. Pela observação, de imediato se livra da mente...

 

Se quiser entender exactamente o que é a meditação, Gautama Buda é o primeiro homem que lhe deu a definição certa e precisa: é testemunhar.


O que não é Meditação

 

. Uma coisa sisuda e triste: Quando falamos em meditar, geralmente imagina-se logo alguém muito sério, sisudo, sentado com as pernas cruzadas, com as mãos sobre os joelhos, com os dedos formando círculos e, frequentemente, repetindo sons que ninguém consegue entender. De primeira, costuma-se fazer ideia de algo triste e monótono, praticado por pessoas um tanto quanto alienadas, quando não meio malucas. E mais, além de muitos construírem tal impressão, a maior parte das pessoas nem sequer consegue imaginar-se a praticar algum tipo de meditação; nesse momento, ouve-se muito a frase “Eu?!? Ficar assim, parado, sem fazer nada? Só se me amarrarem!”. Na verdade, essa é uma falsa ideia, uma impressão distorcida, em parte por culpa de alguns meditadores do passado. Para meditar, não é preciso ficar triste, nem de “cara feia”; pelo contrário, pode ser um momento de grande alegria. E quanto a ficar parado, é uma coisa que se aprende gradativamente, e nem sempre se precisa começar assim. Além disso, não se deve confundir a tranquilidade com a tristeza. Isso seria como a atitude da criança, que vê o pai a cochilar gostosamente numa rede, após um agradável almoço na varanda de uma casa à beira da praia e julga tal atitude como alguma coisa muito chata, parada e triste, da qual não consegue entender como alguém pode gostar.


. Uma religião: As religiões orientais sugerem técnicas meditativas aos seguidores, e isso acabou por provocar um desvio de interpretação, no qual se imagina que meditação e religião do Oriente são a mesma coisa. A ligação entre tais correntes religiosas e a meditação é fácil de entender. A nossa cultura, judaico-cristã, apesar de pregar um Deus presente em todas as coisas, propõe uma oração para um Deus dual; e isso é bem entendido quando falamos em “orar para Deus que está no Céu”, ou seja, orar para Deus que está longe, nos Céus, separado e muito acima de nós. Tal abordagem tem o mérito de fazer com que nos sintamos cientes de que precisamos buscar o crescimento, e com isso diminui o inchaço doentio do ego. Porém, também traz consigo a imagem de um Deus que está fora de nós. Nas religiões orientais, ao contrário, prega-se a existência de um Princípio Divino interno, que na verdade é a essência de cada um de nós. Assim sendo, com uma Essência Divina, a busca de cada um consiste em esplêndido instrumento. Esse posicionamento, sem dúvida, induz à auto-observação, catalisando o crescimento individual, embora também crie a tendência à internalização exagerada, isolamento e menor troca social, o que também pode ser um retardo para o equilíbrio do meditador. Assim sendo, as práticas meditativas não pertencem a esta ou àquela cultura, ou a esta ou àquela religião, embora possam ter sido disseminadas a partir de focos específicos. É possível meditar na respiração com os budistas sem ser um budista; é possível meditar caminhando com os vietnamitas sem ser um vietnamita; é possível meditar girando com os sufis sem ser um sufi. Na verdade, mesmo em outras comunidades muito antigas já se conheciam práticas meditativas, como entre os índios americanos e os esquimós. O que acontece, e frequentemente causa confusão… é que algumas práticas foram criadas sobre princípios de alguma tradição religiosa, que precisam ser explicados no momento de as ensinar. Vamos supor que você esteja num curso de canto gregoriano, por exemplo, e a peça que hoje vai ser ensinada é baseada no amor de Maria pelo menino Jesus. É claro que o professor, para explicar a interpretação que deverá ser dada pelo coro, terá de inserir a todos o contexto em que a peça foi criada, e por isso começa a relatar como o autor se inspirou na amorosidade de Mãe Maria. Se alguém entrasse na sala de canto nesse momento, pensaria que se tratava de uma aula de religião, por a conversa lembrar um sermão de igreja; porém, tanto o professor quanto os alunos poderiam até ser ateus, pois o aprendizado da prática não exige que se incorpore a crença religiosa. Para se meditar, não é preciso pertencer a alguma religião específica. Não é preciso deixar de pertencer a alguma religião específica. Não é preciso ter religião.


. Uma filosofia: Como vimos acima, várias culturas já foram berços de técnicas meditativas. Mesmo em tribos africanas e entre cristãos da antiguidade, já foram detectadas práticas de meditação. Por isso, para aprender a meditar, não é preciso preocupar-se em aprender princípios filosóficos desta ou daquela cultura. Os orientais, por muito tempo, pecaram por se comportarem como um coração constantemente em diástole, voltados para si, evitando o contacto, o toque e a exposição dos sentimentos. Enquanto isso, os ocidentais tendem a comportar-se como um coração em permanente sístole, voltados apenas para o exterior, para as relações sociais e a exposição de ideias e sentimentos (mesmo que falsos), evitando parar e olhar para dentro de si. Como vemos, o equilíbrio não é ocidental nem oriental, e se buscamos o equilíbrio através da meditação, devemos buscá-lo independentemente dos valores culturais. Um meditador não é “versado nisto ou aquilo”, mas sim alguém que deseja viver a agradável aventura de experimentar as práticas meditativas sem perder a capacidade de se relacionar.


. Uma prática que exige mudanças: Nada é “exigido” a quem deseja aprender a meditar. Não é necessário adoptar uma religião e nem aprender uma filosofia. Não é preciso ser esotérico, nem gostar de incensos e nem usar roupas indianas. Não é preciso tornar-se sisudo, nem mudar a postura social, nem deixar de sair à noite. Caso aconteça alguma mudança, ela deverá acontecer “de dentro para fora” e será tão espontânea, tão natural, que não lhe poderá causar nenhuma sensação opressora.


Mharcya de Sá
Comando Estrelina
Templo do Sol

 

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