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"Perdoar aos que Deus colocou no nosso caminho, para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência". (E.S.E. Cap. 9 item 7). a)
MEIMEI
a) E.S.E. = Evangelho Segundo o Espiritismo
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A PRESENÇA DO AMOR
O amor — alma da vida — é o hálito divino a espraiar-se em toda a parte, a manifestar a Paternidade de Deus.
Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor.
No amor encontram-se todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam na natureza humana.
Por não se identificar com o amor na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz que a engrandecem.
Sem o amor entorpecem-se os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção, torna-se lenta e difícil.
Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas.
Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.
Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama.
A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosas.
Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama.
O sarçal aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor.
Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.
O deserto de hoje foi berço generoso de vida e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.
O amor é bênção de que dispões em todos os dias da tua vida para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução.
Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias por mais ásperas que se te apresentem.
A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-acção de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão, unida à fé, em consórcio de legítimo amor.
Joanna de Ângelis Psicografia de Divaldo P. Franco – "Viver e Amar"
*** A VERDADE
"... Pilatos, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós o dissestes; eu sou rei; eu não nasci, nem vim a este mundo senão para testemunhar a verdade: qualquer que pertença à verdade escuta a minha voz." - (Cap. II, item I.)
Não vemos a verdade, conforme afirmou Jesus Cristo, porque a nossa mente trabalha sem estar ligada aos nossos sentidos e emoções mais profundos. As ilusões impedem-nos que, realmente, tenhamos os olhos de ver, e, porque não buscamos a verdade, projectamos nos outros o que não podemos aceitar como nosso. Tentamo-nos livrar de nossos próprios sentimentos atribuindo-os a outras pessoas. Adão disse a Deus: "eu não pequei, a culpa foi da mulher que me tentou". Eva desculpa-se perante o Criador: "toda a discórdia ocorrida cabe à maldita serpente". Assim somos todos nós. Quando desconhecemos os traços da nossa personalidade, condenamos fortemente e responsabilizamos os outros por aquilo que não podemos admitir em nós próprios. A nossa visão sobre as coisas pode enganar-nos, pode estar disforme sob determinados pontos de vista, pois que, na realidade, ela forjou-se entre as nossas convicções mais profundas, sobre aquilo que nós convencionamos chamar de certo e errado, isto é, verdadeiro ou falso. Na infância, por exemplo, se fomos repreendidos duramente por demonstrarmos raiva, se fomos colocados em situações vexatórias por aparentarmos medo, ou se fomos ridicularizados por manifestarmos afecto e carinho, acabamos aprendendo a reprimir essas emoções por serem consideradas feias, erradas e pecaminosas por adultos insensíveis e recriminadores. Porém, não damos conta de que, ao adoptarmos essa postura repressora, tornamo-nos criaturas inseguras e fracas e, a partir daí, começamos a não confiar mais em nós mesmos. Se a nossa verdade não é admitida honestamente, como é que nos podemos aproximar da Verdade Maior? Sentir medo ou raiva, quando houver necessidades autênticas, seja para transpor algum obstáculo, seja para vencer barreiras naturais, é perfeitamente compreensível, porque a energia da raiva é um importante "factor de defesa", e o medo é um prudente mediador em face de "situações perigosas". Para podermos encontrar a Verdade, à qual se referia Jesus, é preciso aceitar a nossa verdade, exercitando o "sentir" quanto às nossas emoções, e adequá-las correctamente na vida. A sugestão feliz é o equilíbrio e a integração das nossas energias íntimas, e nunca a repressão e o entorpecimento, nem tampouco a entrega incondicional simplesmente. O que é a Verdade? Disse o Mestre: "Vim ao mundo para dar testemunho da Verdade; todo aquele que é da Verdade ouve a minha voz". Cremos no que vemos, mas muitas vezes os órgãos dos sentidos enganam-nos. Vejamos alguns exemplos: A Terra parece parada; o arco-íris nada mais é do que raios de sol a atravessar gotículas d'água; e certas estrelas que vislumbramos nos céus já não existem, contudo, devido às distâncias enormes a serem percorridas, as suas luzes continuam aportando na atmosfera do nosso planeta, dando-nos a falsa impressão de vida real. Cremos no que nos disseram, e, embora não sejam situações vividas ou experimentadas por nós, aceitamos como sendo "verdades absolutas", quando de facto eram "conceitos relativos". Maneiras erradas de se ver a sexualidade, a religião, o casamento, as raças e as profissões distanciam-nos cada vez mais da realidade das situações e das criaturas com as quais convivemos. Procuremos sintonizar-nos com os olhos espirituais, pois a nossa percepção intuitiva é ampla e mais precisa que a visão física. Abramos as comportas da nossa alma, para podermos captar as inspirações divinas que deliberam a vida em toda a parte. Somente assim estaremos mais perto de conhecer a Verdade à qual se referia o Mestre Jesus.
(De: “Renovando Atitudes”, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo Espírito Hammed). ***
A gravidez veio na hora indesejada, lembrava-se Laura. Veio na hora errada e ainda trazia riscos de várias ordens. A saúde debilitada, problemas familiares, o desemprego... Seu primeiro impulso foi o aborto. Tomou uns chás que, em vez de “resolver”, a debilitaram ainda mais. Recuperada, buscou uma dessas pessoas que arrancam, ainda no ventre, o chamado problema das mães que não desejam levar adiante a gestação. Naquele dia, a parteira havia adoecido e faltara. Laura voltou para casa preocupada, mil situações lhe passavam pela mente. À noite, deitou-se e custou a adormecer, mas foi vencida pelo sono. No sonho, viu um belo jovem pedindo-lhe algo que, na manhã seguinte não soube definir. Durante todo o dia não conseguiu tirar aquela imagem da mente, pelo que esqueceu a gravidez. Na noite seguinte voltou a sonhar com o mesmo jovem, só que acordou com a agradável sensação de tão doce quanto agradável “Obrigado”. Era como se ainda visse seus lábios a pronunciarem palavras de agradecimento, enquanto de seu coração irradiava uma paz indefinível. Desistiu do aborto. Enfrentou tudo, superou todos os riscos e saiu vitoriosa... Hoje, passados 23 anos do episódio, ouve emocionada seu belo e jovem filho pronunciar, do púlpito da solenidade de sua formatura, ante uma extasiada multidão: “... Agradeço sobretudo à minha mãe, que me alimentou o corpo e o Espírito, dando-me não só comida, mas carinho, companhia, amor e, principalmente, vida.” E, olhando-a nos olhos, o filho pronunciou, num tom inconfundível: “Obrigado!” Ela não teve dúvidas. Foi o mesmo Obrigado, doce e agradável, de um sonho, há 23 anos... * * * A mulher que nega o ventre ao filho que Deus lhe confia, nega a si mesma a oportunidade de ouvir a cantiga alegre da criança indefesa a rogar-lhe carinho e protecção. Perde a oportunidade de dar à luz um Espírito sedento de evolução, rogando-lhe uma chance de reencarnar, para juntos superarem dificuldades e estreitarem laços de amizade e afecto. Se você mulher, está a passar pela mesma situação de Laura, mire-se no seu exemplo e permita-se ser mãe. Permita-se sentir, daqui alguns meses, o agradecimento no olhar do pequenino que lhe roga o calor do colo e uma chance de viver. Conceda-se a alegria de, daqui alguns anos, ornamentar o pescoço com a jóia mais valiosa da face da Terra: os bracinhos frágeis da criança, num abraço carinhoso a lhe dizer: Obrigado mamãe, por ter me permitido nascer e crescer, e fazer parte desse Mundo negado a tantos filhos de Deus. * * * Pense nisso! Todos nós voltaremos a nascer um dia... Se continuarmos a negar oportunidades de reencarnação aos Espíritos com os quais nos comprometemos antes do berço, talvez estejamos a negar a nós mesmos a chance de uma mãe ou pai, no futuro. Pensemos nisso! Redacção do Momento Espírita, com base em história publicada no Jornal Caridade, de Maio/Junho 1997. *** Acordemos!
É sempre fácil Examinar as consciências alheias, Identificar os erros do próximo, Opinar em questões que não nos dizem respeito, Indicar as fraquezas dos semelhantes, Educar os filhos dos vizinhos, Reprovar as deficiências dos companheiros, Corrigir os defeitos dos outros, Aconselhar o caminho certo a quem passa, Receitar paciência a quem sofre E rectificar as más qualidades de quem segue connosco... Mas enquanto nos distraímos, Em tais incursões à distância de nós mesmos, Não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição. Enquanto nos ausentamos Do estudo das nossas próprias necessidades, Olvidando a aplicação dos princípios superiores que abraçamos na fé viva, Somos simplesmente Cegos do mundo interior Relegados à treva... Despertemos, a nós mesmos, Acordemos as nossas energias mais profundas Para que o ensinamento do Cristo Não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida, Porque o infortúnio maior de todos Para a nossa alma eterna É aquele que nos Infelicita quando a graça do Alto Passa por nós em vão!...
Da obra: "Caridade" Francisco Cândido Xavier. Ditado pelo Espírito André Luiz.
Espírito André Luiz
*** AMA E ESPERA
Emudece o teu pranto. Cala o grito De revolta na dor que te encarcera, Por mais negra, mais rude, mais sincera, A mágoa estranha de teu peito aflito.
Em toda a Terra há lágrimas e conflito, Ruínas do mundo que se desespera... Ama e sofre, trabalha e persevera Na esperança de paz e de infinito.
Peregrino do campo atormentado, Rompe os elos e as trevas do passado, Fita a luz do porvir resplandecente.
Muito além do terrível sorvedouro, Nas estradas liriais de acanto e louro, O sol do amor refulge eternamente.
Cruz e Souza
(De “Através do Tempo”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)
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Reajuste e Simplicidade
Não é pela desconfiança que atingiremos a certeza.
Aprenda a entesourar a fé, amealhando os grãos da esperança.
Não é pela violência que alcançaremos a realização.
Habitue-se a usar a serenidade, considerando que um edifício se constitui de insignificâncias mil.
Não é pela maldade que chegaremos à bondade.
Acostume-se a tolerar e a desculpar, corrigindo em si mesmo aquilo que lhe desagrada nos outros.
Não é pela desaprovação que improvisaremos o estímulo.
Procure as particularidades elogiáveis e os ângulos nobres das situações e das pessoas, para que o bem seja cultivado e reine soberano.
Não é exaltando a sombra que acenderemos a luz.
Evite os comentários obscuros, onde o mal encontra brechas para dominar os actos, as palavras e os pensamentos.
Não é semeando moléstias que sustentaremos a saúde.
Alie a carga mental das ideias enfermiças e plante o bom ânimo, o optimismo e a alegria, em cada minuto.
Não é contemplando feridas que ajudaremos a Humanidade.
Lembre-se do “lado melhor” do irmão de jornada e ajude-lhe o coração a esquecer todo o mal.
Não é destruindo que construiremos o Reino Divino nos círculos da Terra.
Restaure o que puder onde o desastre passou proclamando perturbação e falência.
Não é descendo às furnas sombrias do desânimo e da tristeza que escalaremos a montanha da luz.
Use os seus patrimónios e as suas experiências no Evangelho e na Revelação dos Espíritos Benevolentes e Sábios, tanto quanto mobiliza a água e o sabão nas lutas de cada dia e verá a colheita sublime de sua nova sementeira.
O ministério de Jesus não é serviço de crítica, de desengano, de negação.
É trabalho incessante e renovador para a vida mais alta em todos os sectores do mundo.
Ninguém precisa ferir, humilhar ou desesperar.
Reajuste e simplifique.
O Senhor fará o resto.
(Do livro "Nosso Livro", Francisco Cândido Xavier)
*** MEDITANDO...
. Feche os olhos, tome uma inspiração lenta e profunda. Relaxe... Imagine-se a entrar num cinema antes de começar a sessão... A sala está escura e vazia... Procure um lugar no centro da sala e acomode-se... Olhe para a tela branca à sua frente...
10, 9, 8... Descendo lentamente... 7, 6, 5... Mais e mais profundo... 4, 3... Descendo lentamente... Cada vez mais profundo... 2, 1...
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Meditação é a sua natureza
O que é meditação? É uma técnica que pode ser praticada? Um esforço que tem de fazer? Algo que a mente pode conseguir? NÃO. Tudo o que a mente é capaz de fazer não pode ser meditação – ela é algo além da mente, onde a mente é totalmente impotente.
A meditação acontece espontaneamente.
Apenas pergunte como permanecer não-ocupado, isso é tudo. Este é todo o truque da meditação: como permanecer não-ocupado. Então, não pode fazer nada. A meditação florescerá.
Você pode ler a Bíblia, pode tornar isso uma ocupação. Não há diferença entre as ocupações religiosas e as ocupações seculares: todas as ocupações são ocupações, e ajudam-no a manter-se agarrado do lado de fora do seu ser.
São desculpas para se permanecer do lado de fora.
Observar é a chave da meditação.
Observe a sua mente.
Se quiser entender exactamente o que é a meditação, Gautama Buda é o primeiro homem que lhe deu a definição certa e precisa: é testemunhar.
. Uma coisa sisuda e triste: Quando falamos em meditar, geralmente imagina-se logo alguém muito sério, sisudo, sentado com as pernas cruzadas, com as mãos sobre os joelhos, com os dedos formando círculos e, frequentemente, repetindo sons que ninguém consegue entender. De primeira, costuma-se fazer ideia de algo triste e monótono, praticado por pessoas um tanto quanto alienadas, quando não meio malucas. E mais, além de muitos construírem tal impressão, a maior parte das pessoas nem sequer consegue imaginar-se a praticar algum tipo de meditação; nesse momento, ouve-se muito a frase “Eu?!? Ficar assim, parado, sem fazer nada? Só se me amarrarem!”. Na verdade, essa é uma falsa ideia, uma impressão distorcida, em parte por culpa de alguns meditadores do passado. Para meditar, não é preciso ficar triste, nem de “cara feia”; pelo contrário, pode ser um momento de grande alegria. E quanto a ficar parado, é uma coisa que se aprende gradativamente, e nem sempre se precisa começar assim. Além disso, não se deve confundir a tranquilidade com a tristeza. Isso seria como a atitude da criança, que vê o pai a cochilar gostosamente numa rede, após um agradável almoço na varanda de uma casa à beira da praia e julga tal atitude como alguma coisa muito chata, parada e triste, da qual não consegue entender como alguém pode gostar.
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