Coloridas e diurnas, as borboletas prenunciam acontecimentos alegres, ao contrário de suas irmãs mariposas, quase sempre negras e nocturnas, que noticiam a infelicidade.
No imaginário humano, porém, ambas estão relacionadas com a alma.
Na cultura greco-romana, assim como na egípcia, acreditava-se que a alma deixava o corpo em forma de borboleta.
A palavra psique, em grego, quer dizer ao mesmo tempo espírito e borboleta.
Nos afrescos de Pompéia, a psique é representada por uma criança com asas de borboleta.
Para a civilização asteca, ela era o sopro vital que saía pela boca do morto, além de estar associada a uma divindade (Itzpapalotl, cruzamento de uma mulher com uma borboleta).
Esse simbolismo está relacionado à sua metamorfose, que, metaforicamente, expressa a saída do túmulo (casulo) para o renascimento.
Essa associação do seu ciclo vital – a passagem do mundo dos mortos para o dos vivos-, também é utilizada na cultura oriental.
No Japão, borboletas são espíritos viajantes; o seu surgimento anuncia uma visita ou a morte de um parente.
Por outro lado, duas borboletas juntas querem dizer felicidade conjugal.
No Vietnan, a sua presença exprime longa vida, mas, nesse caso, é devido a uma coincidência fonética: duas palavras com pronúncia semelhante significam “borboleta” e “longevidade”.
