Simpósio - Educomunicação

5. Quinta 30/10 Texto

Aprendiz

 

Veículos de comunicação contribuem para preservação

José Hugo Tavares


No último dia do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação aconteceu a palestra Meio Ambiente na produção midiática.  A apresentação mostrou como as diversas mídias contribuem para que a sociedade se conscientize com as questões do meio ambiente. O primeiro palestrante a ter a palavra foi Débora Garcia, representante do canal Futura.

Débora contou que o Canal Futura nasceu como um projeto da Fundação Roberto Marinho, e hoje conta com a ajuda de 16 empresas, tendo seu orçamento anual de 30 milhões de reais. “O enfoque do canal é mostrar para o público brasileiro o que acontece em seu país, conscientizando os brasileiros sobre assuntos importantes, como o meio ambiente”, disse.

Marcelo Leite, colunista da Folha de S. Paulo, destacou em sua exposição a temática do aquecimento global.  ”3/4 das emissões de gás carbônico, responsável pelo efeito estufa, ocorre por causas das queimadass”, contou. Marcelo afirma que a mídia é muito superficial em relação a esse assunto.

Adalberto Marcondes, editor da revista digital Envolverde, falou sobre sua experiência com o tema. Em 1998 o site “Envolverde” foi criado por ele como uma agência de notícias  que distribuía conteúdo sobre o tema. “Entretanto, os grandes veículos não tinham interesse nessa distribuição”.

Por isso, a partir de 2004 a agência tornou-se um veículo de mídia digital. Hoje, a rede possui 100 jornalistas do mundo todo, alguns correspondentes voluntários. “Você só pode aprender acima de desafios que você conhece” afirma Adalberto.

O quarto e último palestrante Mathew Shirts, representante da National Geografic Brasil, falou sobre as dificuldades que a revista tem de chegar ao grande público, sobretudo com a Internet e com a TV. “Durante um século o único contato que minha avó tinha com o mundo”.

A revista National Geografic teve inicio há mais ou menos 120 anos. Ela começou como um clube de 76 exploradores considerados “malucos”.  Quando foi lançada a revista foi considerada cara.  Por isso Alexander Grambel (segundo presidente da publicação) resolveu criar uma revista popular que rendesse um lucro para financiar viagens e projetos interessantes para o público. Nos anos 80 já haviam 11 milhões de assinantes da revista.

Segundo ele, o tema “meio ambiente” é um dos mais difíceis de publicar na revista. “Demoramos, mas aprendemos que o público não se interessa ou parece estar enjoado do tema.  Mathew também afirma. “Não podemos, por exemplo, colocar bicho na capa, porque a revista não vende. 


EE José Tavares
 
 

O MEIO AMBIENTE NA PRODUÇÃO MIDIÁTICA

A palestra voltou-se para a presença da mídia impressa, audiovisual e digital, indagando sobre qual é a contribuição das mídias para inserir na sociedade o tema: meio ambiente.

Débora Garcia, supervisora de conteúdo do Canal Futura, falou sobre a formação do canal, suas parcerias e a responsabilidade social na produção midiática.

Marcelo Leite, colunista do jornal Folha de S. Paulo, falou sobre as mudanças climáticas e os fracassos da mídia na abordagem deste assunto. Ele lembou do ano de 1992 (ECO-92) , ano em que a mídia deu espaço para questões ambientais, de maneira enfática, mas, que logo após, deixou de pontuar o assunto. Disse ainda que é responsabilidade da imprensa manter a pauta ambiental em vigor, e não esquecê-la diante de outros poblemas mundiais, como a atual crise financeira.

"Houve, a partir de 2007, uma renovo no assunto ambiental, mas, infelizmente, está perdendo-se espaço novamente; precisamos combater este círculo vicioso de alta e baixa." - comentou Marcelo Leite.

por Kátia Ferreira

 

O JOVEM NA MÍDIA E NAS QUESTÕES AMBIENTAIS

O Projeto de Educomunicação,propiciou-me, nestes três dias de evento, experiência e consciência sobre o papel do jovem na sociedade através da mídia, papel este, que consiste no trabalho em grupo e no poder de idéias transformadoras e na responsabilidade de levar à nossa comunidade informações sobre a relação entre o meio ambiente e seu potencial de sustentabilidade.

Ao entrar em contato com palestrantes, professores, participantes e alunos que já realizam projetos educomunicativos, passamos a compreender por diversos meios e visões, a realidade ambiental, assim, conhecemos diferentes interpretações e formas de se manifestar para salvar o nosso ambiente.

Neste contexto, o mais importante desafio para os jovens e adolescentes é conseguir levar estas ricas experiências que obtivemos, com objetividade e prática, para as famílias e a sociedade, afim de melhorar e preservar o meio ambiente em que vivemos.

por: Kátia Ferreira