“Juventude e Meio Ambiente” é destaque no VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação
Por Cleber R. Chiquinho, Ivan C. Neves, Natália Obeid e Renata T. Azevedo (Coletivo Jovem pelo Meio Ambiente), Damíso (Revista Viração) e Guilherme Feulo (Rede Interferência) O que é meio ambiente? Qual a sua visão da juventude brasileira? Diante das problemáticas sociais (violência, drogas, falta de oportunidade, pedofilia, etc) que ocupam boa parte da preocupação dos jovens, como você vê a relação da juventude com o meio ambiente? Essas foram questões que nos instigaram a ir a campo e saber a opinião de pessoas de várias gerações que passaram pelo SESC-SP Vila Mariana no primeiro dia do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação, que neste ano tem como eixos a temática: “Meio Ambiente, Jornalismo e Educomunicação”. Além de debates com educadores, comunicadores e especialistas na área do meio ambiente, esse evento conta com mais de 100 crianças, adolescentes e jovens de escolas públicas, redes, coletivos e organizações não governamentais que estão realizando a cobertura educomunicativa do evento, ou seja, utilizando várias mídias como audiovisual, internet, expressões corporais, fotografia e o registro escrito para promover reflexões e práticas sociais de transformação. O grupo que abordou como pauta “Juventude e Meio Ambiente” identificou após as entrevistas, diferentes visões sobre o assunto com relatos de crianças, jovens e adultos. Para alguns, meio ambiente é apenas “natureza”, “os animais” ou “as plantas” e outros vêem o meio ambiente como uma relação vinculada entre o homem, a natureza e seu entorno, incluindo as relações interpessoais, culturais e afetivas, como exemplificado por Thiago, do Coletivo Jovem Caipira, que definiu meio ambiente como “algo ecológico, econômico, social e cultural”. O grupo evidenciou também que grande parte das respostas teve uma influência significativa da mídia, como a relação entre meio ambiente e as mudanças climáticas, desmatamentos e reciclagem de lixo. Outra questão relacionou a percepção dos entrevistados com o papel da juventude atualmente: estes jovens enfrentam diversos problemas sociais, que são cada vez mais acentuados pela mídia, ocasionando uma maior preocupação nestes pontos, em detrimento de outros, como o meio ambiente. Mas muitos relatos deixaram evidente que a juventude atualmente está mais preocupada com o meio que a cerca, como diz o educador Massao da Revista Viração, “o jovem tem que ser mais jovem e falar por eles mesmos” e acredita que essa nova geração está mais mobilizada. Dentre essas diferentes concepções, sentimos nas falas das pessoas a necessidade de uma relação mais harmoniosa entre o homem moderno e a natureza.
VI Simpósio - Vila Mariana Por Katia Ferreira e Elton - EE José Tavares Hoje, vinte e oito do mês de outubro de dois mil e oito, foi aberto VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação. O evento terá a duração de três dias (de 28/10 à 30/10) no SESC Vila Mariana na cidade de São Paulo, idealizado pelo Núcleo de Comunicação e Educação da USP.
O objetivo do evento, além de tratar sobre o conceito de Educomunicação também alerta para a importância da educação com sustentabilidade, como afirmou Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, representando o ministro Carlos Minc. “A responsabilidade do ministério do meio ambiente é informar, ou seja, precisamos levar a educação ambiental desde o gari até os três poderes, através das diversas mídias se propõe levar a informação e a formação sobre questões ambientais à sociedade”. Abertura do IV Simpósio Brasileiro de Educomunicação
Texto produzido por: Lucio Risso, Lucas Melo e Fernando Augusto - EMEF - Mélega
A abertura do Simpósio ocorreu no teatro do SESC V. Mariana às 10:00 Horas e a mesa foi composta por Seis(6)integrantes: · Samyra Crespo - Secretária do Meio Ambiente · Danilo Santos de Miranda - Diretor Regional do SESCSP · Ismar de Oliveira Soares - Coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação - NCE/USP · Joseph Chittilappilly - Secretário Geral do Intenational Institute of Journalism and Communication – IIJC · Marisa Vassimon - Gerente de Mobilização Comunitária do Canal Futura · Luiz Augusto Milanesi - Diretor da Escola de Comunicação e Artes.
Os integrantes da mesa falaram um pouco sobre as questões Ambientais e Educação.
· O Professor Ismar de Oliveira Soares “aqui no SESC V. Mariana esta acontecendo um laboratório de pratica educomunicativa e reflexão para que facilite o dialogo entre as gerações”
· A secretaria Samyra diz que a visão participativa da escola é a chave e também que a tarefa do seculo XXI é de educar para a sustentabilidade.
· A Marisa Vassimon fala que o canal futura produz e exibe os programas articulados com agenda de meio ambiente desde a origem.
· E ela também disse que no simpósio deve ser discutido alguns itens como: código de ética, autoria e como jovem reproduz o que aprendeu.
Entrevistamos o professor Carlos do Educom
Carlos Lima é coordenador do programa nas ondas do Radio na Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e presidente do Comitê Gestor da Lei Educom.
Ele trouxe para o Simpósio cerca de 100 crianças e adolescentes que vieram do programa nas ondas do Radio que desenvolve projetos de Rádios nas escolas. Informou ter aqui varias outras escolas da Rede que desenvolve trabalhos com blog e também com vídeo, trabalhando de forma integrada, os meninos que estão fazendo Radio estão conversando com os pessoal de vídeo pessoal de revista que estão desenvolvendo e escrevendo as revistas. Seu papel aqui é trazer os jovens destas escolas para aprender e colocar em pratica o que eles fazem dentro das escolas, usando pra isso a mídia Rádio como a forma de se comunicar com as pessoas. Colher varias entrevistas, editar o material e colocar no ar pela Internet para que as pessoas que não vieram no evento possam saber o que aconteceu.
Carlos informa ainda que está na Secretaria da Educação do Município de São Paulo a cerca de 2 (dois) anos como coordenador do programa, mais já desenvolvia trabalho com Rádio faz 10(dez) anos em escolas do estado na zona leste e nesse tempo todo ele tem desenvolvido vários projetos em escolas e sempre abrindo espaço para a crianças e adolescente comunicar através do Rádio. Por que o Rádio é a Mídia mais interessante que existe dentre outras é a mídia mais fácil, barata e é uma mídia que as pessoas podem ouvir sem fazer nada. O Programa Nas do Rádio mais conhecida como EDUCOM nasceu com equipamentos parecidos como a radio convencional e agora poderemos fazer Rádio com o computador e ele vai mostra no workshop como fazer Rádio com o computador da sua casa ou de sua escola ou do seu leptop com softwares e com o resultado muito interessante e vai apresentar como o Rádio é uma possibilidade pedagógica no espaço escolar. Visite o blog: simposioeducomunicacao.blogspot.com Abertura do VI Simpósio - SESC Vila Mariana
Por Cássia Morais Soares, Cíntia de Morais Soares, Larissa Reis, Susy Duarte da Silva da Pré-iniciação Científica do NCE/USP. A abertura do simpósio foi muito importante, pois eles abordaram temas que se referiam sobre o simpósio e o que complementava-o. Os temas envolvidos são: Educomunicação, Meio Ambiente, Jornalismo, Problemas Sociais, Mídia, os Quatro Elementos que estão envolvidos e sendo discutidos.
Ficamos ansiosas e apreensivas de imediato, mas estávamos esperando respostas sobre que curso que iríamos fazer. Não fomos chamadas na primeira etapa do processo porque uma outra escola ganhou o primeiro lugar no projeto, assim sendo, não conseguimos de imediato! Nós já havíamos nos conformado de que não iríamos fazer o curso até que no mês de setembro fomos chamadas novamente e conseguimos a vaga do mesmo. O importante é que qualquer um pode participar deste projeto, que é muito importante e está trazendo experiências pra todas nós, e podemos ressaltar que é uma oportunidade única e de suma importância para todas nós. Estamos adquirindo conhecimentos e aprendendo com os nossos próprios erros, pois foi uma caminhada longa pra chegarmos onde estamos! | Aprendiz Mídias digitais abrem pouco espaço para temas ambientaisAlinê Brandet
“Mídias digitais abrem pouco espaço para o tema do meio ambiente”. A afirmação foi feita pelo professor Pedro Jacobi, no dia 28 de outubro, durante o debate Jornalismo e Meio Ambiente, no VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação.
O Simpósio aconteceu entre os dias 28 e 30 de outubro, no Sesc Vila Mariana, e trouxe discussões sobre meio ambiente, jornalismo e educomunicação. Jacobi traz a seguinte questão “Quantos sites tratam apenas de meio ambiente?”. Segundo ele, são poucos. “Entretanto, ainda são os sites especializados que levam informações mais precisas à população”.
Para o professor, o mesmo acontece com as revistas ambientais, que devido à falta de recursos financeiros, quando criadas acabam suspendendo a tiragem. “A disseminação dessas mídias possibilitaria melhores análises e debates de diferentes pontos de vista”.
Para Herton Escobar, falta profundidade na abordagem. “Afeição pelo tema não basta”, diz. Para ele, é preciso conhecer cientificamente os impactos ambientais para que se possa defender tal causa. A conscientização da população é fundamental para haver uma reação contra a poluição e degradação do meio ambiente.
Contrapondo essa idéia, Martha França, diretora da revista Horizonte Geográfico, afirma que os meios de comunicação abordam este assunto em quantidade suficiente, porém, não com a mesma profundidade. “Não é a grande imprensa que fará essa revolução”.
Rede Mocoronga conecta comunidades no ParáDaniel Eli O
projeto Saúde e Alegria é uma ONG que funciona desde 1987 e já abrange143
comunidades ribeirinhas, totalizando uma quantia de 29 mil pessoas na Amazônia.
Fábio Pena, da Rede Mocoronga, um dos projetos da organização, apresentou a
proposta durante o VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação.
“Além desses temas o projeto tenta levar as comunidades à modernização sem a perda dos valores culturais das mesmas, e melhorar sua relação com a escola, enfrentando contradições sociais”, afirma. Segundo ele, o projeto incentiva o estudo entre a população indígena. “Entretanto, a maioria das escolas da região só tem até a quinta série, fazendo com que a ida para os centros urbanos seja uma necessidade”.
A Rádio Mocoronga é uma das ações de comunicação realizadas pela instituição. O programa tem como objetivo levar à população essas possibilidades. O programa acontece aos sábados, e é transmitido por 31 rádios locais, possui uma hora e é todo produzido por jovens na rádio rural de Santarém.
Faz parte da mesma rede o jornal “O Mocorongo”, que seleciona matérias dos jornais feitos pelos jovens das diferentes comunidades e envia a todos. Além disso, a Rede realiza intercâmbios com uma escola na Suécia para produção de vídeos.
Outro projeto tem como objetivo promover a inclusão digital entre as comunidades, por meio de computadores movidos à energia solar. “Educomunicação não é a solução, mas é uma grande ajuda para que tudo fique certo”, afirma Pena.
Educação ambiental deve abranger todas as disciplinas escolaresNadja Teixeira
No SESC Vila Mariana aconteceu o XI Simpósio Brasileiro de Educomunicação. Do dia 28 ao dia 30 de outubro ocorreram várias atividades abordando o assunto, tais como conferências, workshops e palestras. O painel “O lugar da educomunicação social no ensino” discutiu a perspectiva de incluir a educação ambiental às disciplinas dadas nas escolas.
Paulo Lima, editor da revista Viração e um dos
palestrantes do evento, falou sobre o tema. Segundo ele, “a educomunicação ou
qualquer tipo de projeto não serve só para os alunos ou para os professores,
mas para todos os que estão envolvidos com a comunidade escolar”. Lima afirma que apenas 7,8% das escolas discutem o sócio-ambientalismo fazendo qualquer tipo de contextualização aprofundada do assunto. “Geralmente os projetos realizados nas escolas são financiados por empresas, e por suas editorias de marketing e comunicação. Procuramos saber como essas empresas agem em relação ao meio-ambiente?”, questiona. Lima conta que na Revista Viração, muitas empresas se oferecem para participar dos projetos. “Mas nós sempre procuramos saber se elas também colaboram com nossas riquezas naturais”.
Durante o debate, que ocorreu depois das palestras, foi possível observar os receios e dúvidas dos educadores da platéia quanto à aceitação da educomunicação sócio-ambiental nas escolas. Os educadores que participavam perguntaram aos palestrantes como poderiam aplicar o que lhes foi passado em suas escolas, já que eram métodos nunca antes aplicados no ensino.
Educação é essencial para preservação ambiental, afirma especialistaDaniella Mozetic
“A empresa é formada pelas pessoas e pela postura delas“. A frase de Luci Ferraz, consultora em educação e sustentabilidade corporativa, ilustrou o painel Meio Ambiente, Comunicação e Responsabilidade Social, que aconteceu no último dia do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação. “Mas é necessário investir na educação para ter um desenvolvimento sustentável”.
Na ocasião, Paulo Diaz Rocha, coordenador do projeto USP Recicla, falou sobre o programa de tratamento de lixo apoiado pela Universidade de São Paulo. A instituição trabalha com uma cooperativa na Vila Leopoldina, que recolhe cerca de 16.000 toneladas de lixo por dia.
Rocha conta que são descartados 35 milhões de toneladas de lixo por ano, mas apenas 40% do lixo recebe destinação final adequada. “Pensando global agindo local, a USP criou o projeto em1993 a fim de reduzir o consumo e o descarte de material, reutilizar os produtos antes do seu descarte e reciclar material descartável. Além disso, a instituição também adotou canecas permanentes e envelopes vai-e-vem, que ajudam a diminuir a produção do lixo”, contou.
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