Crianças e adolescentes estão decobrindo
a sexualidade e os limites do próprio corpo Desde bebês, sentimos prazer em tocar o próprio corpo e descobrir as diferentes sensações que ele nos proporciona. Fingir que as crianças não passam por esse processo é negar a realidade. O sexo pe parte da vida das pessoas (aliás, uma parte importante e muito boa) e é por essa razão que a escola e a família devem ajudar a construir nos pequenos uma visão sem mitos nem preconceitos. Esse é um tema que envolve sentimentos e desejos e, portanto, não pode ser abordado só com explicações sobre o funcionamento do aparelho reprodutor e palestars médicas. A orientação sexual deve ser feita com afeto.
O constrangimento dos pais em tratar do assunto aumenta a falta de informação dos jovens e faz com que escolas se tornem o principal espaço de educação sexual (vale lembrar que a orientação sexual é um dos temas transversais previstos nos PCNs).
A chave é o respeito O fato de um garoto apresentar trejeitos femininos ou uma garota gostar de carrinhos não significa que eles se tornarão homossexuais. Do mesmo modo, o menino que joga bola e a menina que brinca de boneca não são necessariamente heterossexuais no futuro. Essa característica se define por volta dos 14 ou 15 anos, quando o jovem passa se interessar sexualmente por outra pessoa.
O papel do educador diante de manifestações contra a suposta homossexualidade de um estudante é discutir o respeito às diferenças e garantir a integridade física e moral dos jovens.
Para não quebrar o clima
As aulas sobre sexualidade são marcantes para os jovens, pois nelas eles aprendem a conhecer seus desejos, necessidades e afetos (e a lidar com eles). Sua postura ao tratar do assunto é muito importante.
Devem ser feitos jogos e dinâmicas (além de discussões em pequenos grupos), favorcendo a participação dos mais tímidos.
NA ESCOLA
Não seja cúmplice dos alunos nos comentários preconceituosos.
Acolha e fortaleça os jovens que se isolamdo grupo por ter comportamento diferente do padrão, elogiando seu trabalho sempre que possível.
Promova um debate franco sobre a necessidade de respeitar as diferenças.
EM CASA
Se a maneira de seu filho se comportar foge aos padrões estabelecidos e isso encomoda você, deixe claro quais são os valores masculinos e femininos aceitos pela sociedade.
Não se sinta desrespeitado se seu filho for homossexual.
Quanto mais cedo ele for acolhido (se for o caso, também com a ajuda de uma terapia), menos problemas de auto-aceitação terá.
Fonte: Revista Nova Escola. |