Qualquer programa ambiental que não considere o patrimônio hídrico no seu conjunto, a bacia hidrográfica ou sua Região Hidrográfica está equivocado ou incompleto. No caso de Londrina e as cidades conurbadas da região - onde as nascentes e cabeceiras dos rios que cortam o município estão em centros urbanos com rápido crescimento e sem gestão ambiental adequada - é fundamental uma ação integrada. No cenário atual, já é preocupante o processo de degradação e poluição. A intervenção na gestão do meio ambiente na construção da "metrópole do futuro" é urgente. A partir de rápida análise do relevo da região não é difícil deduzir que a área de expansão urbana destes municipios se dá exatamente em direção às cabeceiras das nossas bacias hidrográficas. Londrina como o maior e mais capacitado município, sendo também o mais afetado por estar a jusante (abaixo) destas cidades e pelo processo inadequado de gestão ambiental sem sustentabilidade e poluidor, deve sair na frente e liderar um amplo programa de gestão urbano-rural da sua Região Hidrográfica. Assim, algumas metas impõem-se: Criar o plano de bacia regional para as bacias hidrográficas comuns à Ecometrópole; Produzir materiais didáticos, informativos, manuais de boas práticas e mapas temáticos; Desenvolver softwares educativos e de controle ambiental; Criar um portal da Ecometrópole para difundir as ações propostas e planos através da Internet; Implementar programas de monitoramento e controle das águas em conjunto com outras instituições públicas e privadas; Estimular os esportes aquáticos, os ecoesportes e o ecoturismo; Instalar a sinalização ambiental; Implementar a certificação “Selo Azul” para os imóveis e empresas comprometidos com as boas práticas ambientais. Implementar o termo público de compromisso de “Cidadania pela Ecometrópole”, assinado por moradores das cidades componentes da Ecometrópole. |
