diHITTando

DIHITTANDO‎ > ‎

OB da Consciência

O poema de Rita Costa me deu o mote para este post

Venho, há pelo menos uns seis anos, acompanhando o fenômeno, ocorrido, inclusive, entre amigos e familiares meus. Denominei-o de OB da Consciência. Refiro-me ao já famoso e nacionalizado Sopão.



Por acaso, acredito, o nome do movimento diz o não expresso: “SO-PÃO”. Sim, a esses desvalidos, párias sociais, apatriados públicos e familiares, nem o Circo, concedido pelos romanos a seu povo. A esses só pão, porque o pão calará o ronco de seus estômagos e, quem sabe assim, cale também suas vozes.

Um dia na semana, saem de casa os beneméritos em busca de seus “OBs da Consciência”, um processo, como alguns outros, criados pela sociedade pós-moderna. Processo tampão: o sangue infecundado do ventre contido num chumaço de algodão.

Como bem diz a Rita em seu poema, “[...] e a sopa distribuída nas esquinas, enche o prato-fundo de ilusão da indiferença infinda”.

 Nada contra quem participa, elogiável a atitude, mas acho de uma infinita indiferença social, maior que a minha que, no meu canto, covarde, fico a remoer minhas “sopinhas”.

 


14/1/09

Esquecidos

Rita Costa
Enoja-me tanto contraste,
triste realidade sem solução
sem data de validade,onde só vejo o belo e pequeno,
quando perto do feio.
Só se escutam promessas…
frases feitas… não-verdades,
e os anos passam nas calçadas…
passamos por eles e elas,…
pessoas ignoradas.
Ainda assim fazem questão
de nos cuspir na cara,
a dignidade humana que sentem,
mas que socialmente lhes é roubada.
Banquete em lata de lixo,
não vejo futuro a essas vidas,
se nelas a miséria vem menina
e a sopa distribuída nas esquinas,
enche o prato-fundo de ilusão
na indiferença infinda.

Visitem o blog “Rio de Janeiro em Poesia