ENTREVISTA - André Nassar - Instituto Ícone
“Críticas internacionais se pautam
por interesses protecionistas”
Esta entrevista, realizada em novembro de 2007, faz parte de um estudo coletivo sobre os impactos socioambientais da atividade sucroalcooleira no Brasil. Agradeço o apoio da Oxfam e do Instituto Observatório Social na realização deste trabalho e assumo responsabilidade integral pela publicação dos textos e entrevistas de minha autoria. As opiniões aqui expressas não são necessariamente endossadas pelas entidades referidas. Florianópolis, abril de 2009 Dauro Veras
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| Por Dauro Veras Criado em 2003, o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Ícone) fornece ao governo brasileiro e ao setor privado estudos e pesquisas aplicadas a comércio e política comercial, principalmente na área da agricultura e do agronegócio. A organização tem desenvolvido diversas simulações a pedido do governo para dar subsídio técnico ao posicionamento do Brasil no G-20, o grupo de países em desenvolvimento cujo foco é a redução dos subsídios aplicados pelos países desenvolvidos. O governo tem feito o seu papel no sentido de modernizar as relações de trabalho no setor sucroalcooleiro? Em que mais poderia avançar naquilo que lhe cabe? Com os dados que o Ícone dispõe atualmente, é possível afirmar que existe competição da cultura da cana-de-açúcar com a de alimentos e a pecuária? Na sua opinião existe espaço para o corte não-mecanizado da cana em um cenário de transformação do etanol em commodity internacional? Os empresários, o governo e os sindicatos de trabalhadores estão preparados para lidar com os impactos sociais da mecanização? Como lidar como este problema e a quem cabe arcar com os custos de seu enfrentamento? |