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d. finnegans wake (11/i)

AVISO: saquem só essa

http://blog.atelie.com.br/2011/05/encare-o-desafio-de-de-traduzir-james-joyce-e-concorra-a-obra-completa-e-bilingue-de-finnegans-wake/

:)





HLP 873 – Estudos dirigidos em literatura I

caetano waldrigues galindo


O Finnegans Wake como forma de dizer o que não se pode dizer

 

A disciplina pretende discutir questões que podem ter interesse para a teoria literária e a teoria da tradução (para as teorias da linguagem, bolas), a partir de um problema de um texto problema, o Finnegans Wake, de James Joyce.

Se o livro de Joyce se organiza como uma tentativa de dizer da única maneira possível algo que prévia e continuamente foi e é identificado como indizível, ou seja, se o Wake é o necessariamente incompreensível enunciado que diz o inefável, como fica a situação, em qualquer esquema que se pretenda conceber, do leitor, do intérprete, do crítico, do tradutor?

Para chegarmos aí, no entanto, vamos necessariamente ter de dedicar boa parte do semestre a uma introdução geral ao livro e à análise conjunta de trechos escolhidos. Vamos tentar ler o Finnegans Wake. O que já é bastante.

 

 

Programa (os números entre parênteses são as páginas do Wake que vamos analisar [todas as edições têm a mesma paginação])

 

aula 1    apresentação: Freud, ou o horizonte de Wittgenstein: instruções de viagem via fordham.

aula 2    o que Wagner, a Dirce e eu temos a dizer: temas, estruturas, personagens, enredo

aula 3    choque térmico: riverrun (03)

aula 4    do museirão à carta (04-21)

aula 5    Jarl van Hoother e a pirainha (21-29)

aula 6    no parque e depois (30-47)

aula 7    mamafesto (104-116)

aula 8    um passeio pelo radio quiz (128-68)

aula 9    Anna Livia Plurabelle (196-216)

aula 10  brincadeira de criança (219-233)

aula 11  Tristão e Isolda (383-399)

aula 12  Shaun (429-446)

aula 13  ricorso (593-603)

aula 14  Anna Livia diz adeus (619-628)

aula 15  o que você tem a dizer

 

Os fragmentos de Wittgenstein que lemos na primeira aula serão fornecidos em sala. O livro da Dirce eu não vou por em xerox. Os meus textos da aula 2 eu mando direto por e-mail. (Aliás, matriculando-se, me escreva em cwgalindo@gmail.com)

Do texto do Wake, recomendo muito as versões disponíveis na rede, tanto no site da Trent University (http://www.trentu.ca/faculty/jjoyce/) quanto no do Slepon. E, outra dica internética, as sinopses destiladas do Fweet, em http://textosdasdisciplinas.blogspot.com/2008/04/as-sinopses-do-wake-do-slepon.html.

Professor, quero ler a tradução portuguesa.

Ora, sinta-se em casa. Mas se a gente for discutir ponto a ponto as opções de tradução o curso não vai pra frente. Logo, em sala, ficamos direto com o original, que vamos mastigando juntos.

Professor, eu não leio inglês direito.

Nem se preocupe, o livro não está em inglês direito.

 

 

 

Bibliografia

 

aula 1

FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos (I) (Jayme Salomão, coord. da trad.). Rio de Janeiro: Imago, 1996.

_______. A interpretação dos sonhos (II) e Sobre os sonhos. (Jayme Salomão, coord. da trad.). Rio de Janeiro: Imago, 1996.

WITTGENSTEIN, Ludwig. Tractatus Logico-Philosophicus (D. F. Bears & B. F. McGuinness, trad). Nova Iorque: Routledge, 2001.

aula 2

AMARANTE, Dirce Waltrick do. Como ler o Finnegans Wake. São Paulo: Iluminuras, 2009.

GALINDO, Eu mesmo. “Agora tornei-me a morte, destruidora de mundos”.

_______. “Sobre a possibilidade de que o Finnegans Wake, de James Joyce, represente uma espécie de síntese literária em moldes bakhtinianos”.

_______. “The Finnecies of music wed poetry: A música e o Finnegans Wake”

_______. “O Finnegans Wake, o neopentecostalismo, os médiuns, mágicos, profetas, e o que você tem a ver com isso; e, meu amigo, minha amiga, ah!, como tem.”

 

 

geral

AMARANTE, Dirce Waltrick do. A tradução da língua de Finnegans Wake. disponível em < http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/5270/4695>

BECKMAN, Richard. Joyce’s rare view: the nature of things in Finnegans Wake. Gainesville: University Press of Florida, 2007.

BENSTOCK, Bernard. Joyce-again’s wake: an analysis of Finnegans Wake.  disponível  em < http://digicoll.library.wisc.edu/cgi-bin/JoyceColl/JoyceColl-idx?type=header;pview=hide;id=JoyceColl.BenstkBJoyceAgn>

BISHOP, John. “Introduction” em. Finnegans Wake.  Londres: Penguin Books, 2000.

_______. Joyce’s Book of the Dark: Finnegans Wake. Madison: The University of Wisconsin Press, 1993.

BOSINELLI, Rosa Maria Bolletieri (ed.). Anna Livia Plurabelle di James Joyce. Turim: Einaudi, 1995.

BURGESS, Anthony. Homem Comum Enfim: uma introdução a James Joyce para o leitor comum. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

_______. Joysprick. Londres: Deutsch, 1973.

_______. A shorter Finnegans Wake. Londres: Faber and Faber, 1966.

CAMPBELL, Joseph & ROBINSON, Henry Morton. A Skeleton Key to Finnegans Wake. Novato: New World Library, 2005.

CAMPOS, Augusto & Haroldo de. Panaroma do Finnegans Wake. São Paulo: Perspectiva, 2001.

CRISPI, Luca & SLOTE, Sam. How Joyce wrote Finnegans Wake: a chapter by chapter genetic guide. Madison: The University of Wisconsin press, 2007.

CONNOLLY, Thomas E (ed.). James Joyce’s Scribbledehobble: the ur-book for Finnegans Wake. Evanston: Northwestern University Press, 1961.

DEANE, Seamus. “Foreword” em. Finnegans Wake.  Londres: Penguin Books, 1992.

ECO, Umberto. A obra aberta. São Paulo: Perspectiva, 2001.

_______. “Ostrigota, ora capesco” em Anna Livia Plurabelle di James Joyce. Turim: Einaudi, 1995

_______. Quase a mesma coisa. Rio de Janeiro: Record, 2007.

_______. The Aesthetics of Chaosmos: The Middle Ages of James Joyce. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1989.

ELLMANN, Richard. James Joyce. Oxford: Oxford University Press, 1983.

EPSTEIN, Edmund Lloyd. A guide through Finnegans Wake. Gainesville, Fl: University Press of Florida, 2009.

FORDHAM, Finn. Lots of fun at Finnegans Wake. Oxford: Oxford University Press, 2007.

GLASHEEN, Adaline. Third Census of Finnegans Wake. disponível em < http://digicoll.library.wisc.edu/cgi-bin/JoyceColl/JoyceColl-idx?type=header;pview=hide;id=JoyceColl.GlasheenFinnegans>

GORDON, John. Finnegans Wake: a plot summary. Syracuse: Syracuse University Press, 1986.

HAYMAN, David. A first-draft version of Finnegans Wake. Austin: University of Texas Press, 1963. Disponível em http://digicoll.library.wisc.edu/cgi-bin/JoyceColl/JoyceColl-idx?id=JoyceColl.HaymanFirstDrft

HIGGINSON, Fred H. (Ed.). Anna Livia Plurabelle: the making of a chapter, Minneapolis: University of Minnesota Press, 1959.

JOYCE, James. Finnegans Wake.  Londres: Penguin Books, 2000.

_______. Finnegans Wake/Finnícius Revém , 5 vols.(Donaldo Schüler, trad.). São Paulo: Ateliê, 2003.

KITCHER, Philip. Joyce’s Kaleidoscope: an invitation to Finnegans Wake. Oxford: Oxford University Press, 2007.

MARTIN, Timothy Peter. Joyce and Wagner: a Study of Influence. Cambridge: Cambridge University Press, 1992.

McHUGH, Roland. Annotations to Finnegans Wake. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1991.

_______. The Finnegans Wake experience. Berkeley: University of California Press, 1981.

_______. The sigla of Finnegans Wake. disponível em < http://digicoll.library.wisc.edu/cgi-bin/JoyceColl/JoyceColl-idx?type=header;pview=hide;id=JoyceColl.McHughSigla>

SLEPON, Raphael, ed. The Finnegans Wake Extensible Elucidation Treasury (FWEET) <http://www.fweet.org/>.

TEZZA, Cristovão. Entre a prosa e a poesia: Bakhtin e o formalism russo. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.

TINDALL, William York. A Reader’s Guide to Finnegans Wake. Syracuse: The Syracuse University Press, 1996.

VICO, Giambattista. The New Science (David Marsh, trad.). Londres: Penguin, 2000.

 

 

Música (para os adeptos, mais ainda no caso de um livro insanamente musical)

 

obrigatório

JOYCE, James. Anna Livia Plurabelle (trecho). Áudio disponível em. http://www.youtube.com/watch?v=JtOQi7xspRc

THE DUBLINERS, Finnegan’s Wake. http://www.youtube.com/watch?v=Z_k2GG-H_RU

Outras versões da mesma música, incluindo uma com a letra, em

http://www.youtube.com/watch?v=L6QTwZDzak4

http://www.youtube.com/watch?v=Y_ar_hcuw98&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=geX8IVBv4wk&feature=related

WAGNER, Richard. Tristan und Isolde. Pelo menos veja isso aqui

http://www.youtube.com/watch?v=HGYWTjfqtZ8

http://www.youtube.com/watch?v=SCNALOOo5Pk&feature=related

 

 

extra

ALBERT, Stephen. Sinfonia número 1: RiverRun

CAGE, John. Roaratorio: an Irish circus on Finnegans Wake e, The Wonderful Widow of Eighteen Springs

http://www.youtube.com/watch?v=Wy2SNbm5aSY

FINNEGANS WAKE. Uma banda. Pra quem gosta de fusion, progressivo, essas coisas…

MINTON, Phil (Phil Minton Quartet). Mouthfull of Ecstasy

NORTON, Jim (com Marcela Riordan). Finnegans Wake (trechos). Audiobook Naxos.

TAKEMITSU, Toru. Riverrun; A way a lone; A way a lone II etc.

 

 

 

 

 

 

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caetano galindo,
14/03/2011 12:22