JPPS 2010/01-Comunicação e Sustentabilidade

(Por gentileza leia com cuidado, com o tempo necessário, todo este material de divulgação, inclusive o artigo ao final, que precede a bibliografia obrigatória do Curso, antes de solicitar a sua inscrição via on line em http://sites.google.com/site/cursojpps/inscricoes-jpps-2010-1-comunicacao-e-sustentabilidade Pois vamos empregar muito tempo para leituras longas, minuciosas, articuladas com preaticas transformativas e talk-shows com convidados especialíssimos, de maneira a que seja possível construir uma Mente Sustentável, clara e de fato inovadora. Grato por seu precioso interesse!)


JPPS-2010/1 . 7a. EDIÇÃO . Curso de Extensão com Certificado no Tema. Gratuito

Inscrições on line até 31 de março .                                                                                             Encontros todas às segundas, de 05.04 a 12.07, das 9h30m às 13h  

Por uma nova década da cultura de paz a cada ação

Comunicação e Sustentabilidade: 

A Arqueologia dos Conceitos e 

a Questão da Mente Sustentável

Prof. Evandro Vieira Ouriques, D.Sc.


“Tenho tido uma experiência de muita intensidade, alegria, emoção; 

(...) eu espero que recolham esta frágil flor que estou oferecendo e façam, com ela, um jardim.”

Marcio Tavares d’Amaral 


Este curso é dedicado ao Prof. Marcio d’Amaral



15 encontros 

para mudar o design mental


No ano em que se encerra a Década Internacional pela Cultura de Paz e Não-violência para as Crianças do Mundo, 2001–2010/ONU-UNESCO, dedicamos nosso Curso JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, com maior ênfase ainda, às atitudes que sustentam Políticas Públicas Sociais, Redes e Empreendedorismo de fato Democráticos e, assim, capazes de aprofundar a Cultura de Paz e Não-violência, decisiva, a partir do exercício da responsabilidade sobre o Território Mental, para o desenho sustentável do presente e da herança que deixaremos para as futuras gerações. 


Fazemos isto em um novo formato do JPPS, centrado na importância de avançar a complexidade da Palavra, a complexidade do Pensamento, este que desenha o que somos e o que vivemos; que nos faz sermos humanos ou até mesmo mais do que “humanos”, no sentido de talvez um dia nos chamarmos por um conceito limpo da insustentável cultura patriarcal.  


Metodologia do curso

Profunda imersão em leituras críticas; 

Práticas transformativas; e 

Talk-shows com convidados especiais:


Alfredo Sirkis; Eraldo Carneiro (Petrobras); Fernando Gabeira; 

Flávia Ribeiro (CEBDS); Ladislau Dowbor (NEF.PUC.SP); Marina Silva; Nádia Rebouças (Rebouças & Associados); Ricardo Voltolini 

(Ideia Socioambiental); Rosa Alegria (NETCCON e NEF.PUC.SP); 

Sandra Korman (NETCCON e PUC.Rio) e Veet Vivarta (ANDI). 

(alguns poucos nomes estão ainda em confirmação) 


Eixos de Trabalho


1. SUSTENTABILIDADE e DEMOCRACIA

As vantagens do não-dualismo e da transdisciplinaridade

A Democracia, os Direitos e os Deveres Humanos, o Direito à Comunicação e o Desafio de Comunicar, a Liberdade de Expressão, a Responsabilidade Socioambiental, os Empreendimentos Sustentáveis, enfim o Estado do Bem Estar Social, são experiências que dependem diretamente de uma nova, complexa e colaborativa maneira de entender estes temas, a Vida e o Mundo.  


2. INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Escolher entre duas culturas para chegar às pessoas

Como superar a doença de entender a Comunicação de maneira utilitária, pontual e fantasiosa, reduzida à produção de peças, processos e efeitos, quando a urgência é pensar a Comunicação de maneira ampla: de pensá-la na dimensão dela ser a linguagem do biológico e do social. E, assim, dela ser a linguagem da Sustentabilidade e da Democracia; portanto, o fundamento estratégico decisivo da gestão. 


3. DISCURSO E AÇÃO SUSTENTEAVEIS

A questão do domínio dos conceitos e da ação resultante


Como somos cultura, somos o que pensamos, afetamos, somos afetados e percebemos. Somos o que falamos, expressões e linguagens; somos nossos estados mentais, nossa Palavra como Corpo-Vivo, nosso Corpo como Palavra-Viva. É preciso portanto dominar o processo de formação da vontade para que a ação, sempre densificação de um estado mental, seja a expressão de uma vontade sustentável.


4. EDUCAÇÃO E MENTE SUSTENTÁVEL

 

O ponto cego do TBL e a questão do quarto bottom line


A urgência do Quarto Bottom Line, a Gestão da Mente Sustentável, que avança e dá eficácia efetiva aos propósitos do Triple Bottom Line. Clean up your mind-act not your image! (Limpe a sua mente-ação, não a sua imagem!). Uma metodologia político-pedagógica para a mudança do design mental, a única maneira de compartilhar e multiplicar livre-mente aprendizados de fato sustentáveis e democráticos.

 

Inscrições On Line até 31 de Março. Início do Curso em 05 de Abril. 

Todas as Segundas-Feiras, de 9h30m às 13h.

http://sites.google.com/site/cursojpps/inscricoes-jpps-2010-1-comunicacao-e-sustentabilidade


Local de Realização

Auditório da Central de Produção Multimídia-CPM, Escola de Comunicação da UFRJ                           Campus UFRJ da Praia Vermelha - Rio de Janeiro - RJ


Realização

NETCCON-Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência.ECO.UFRJ, em convênio com a ANDI-Agência de Notícias dos Direitos da Infância.


PARCERIAS

Setor de Extensão da ECO.UFRJ                                                                                                            

SESC-Rio - Redes Comunitárias                                                                                                                                                                                                              Núcleo de Estudos do Futuro-PUC.SP 


Apostila e material do curso

Sessenta reais, pagos no primeiro dia de aula 

  

Mais informações

21.9205.1696 e evouriques@terra.com.br


ARTIGO DE CONTEXTUALIZAÇÃO

Gestão e Mente Sustentável: 

uma nova perspectiva sobre Política, 

Comunicação e Sustentabilidade

Prof. Evandro Vieira Ouriques


Dentre todas as fontes de referência que movem ou podem mover com Justiça e Dignidade as Políticas Públicas, as Redes e o Empreendedorismo, a Sustentabilidade é a mais importante de todas.

 

Ela é mais importante ainda, por exemplo, que a cultura digital e as redes, pois apenas ela pode orientar o verdadeiro sentido democrático das conexões, das alianças, das conquistas tecnológicas, das intervenções nos territórios. E, assim, transformar o atual e imenso acúmulo de crises, de dimensão tectônica, em extraordinária oportunidade de um futuro que faça sentido: um futuro fundado em valores comunais, os que garantem a coesão social. Como todo futuro, ele é sempre construído agora, pelo poder do pensamento claro, complexo e focado. 


E, mais: apenas a Sustentabilidade pode trazer à tona o verdadeiro sentido da própria Comunicação, muito distinto da fogueira de vaidades atual.


Explico. Por partes.


1. Por que a Sustentabilidade ocupa este papel central? 

Por que o processo de conceituação do que seja a Cultura, e dentro desta a Filosofia e a História, acabou por definí-la como a ruptura do continnuum do processo natural. Ou seja, como a “outra” da Natureza: aquela que não é a Natureza. Neste conceito portanto temos a oposição dualista entre o que passamos a chamar de Cultura face ao que então passamos a chamar de Natureza


O resultado desta ruptura colhemos principalmente durante o século XX, apesar de já na Roma antiga, no séc. VII a.C., por exemplo, existir legislação para controlar os perigos do trânsito de carroças, bem como o imenso barulho que elas faziam nas ruas à noite não deixando sobretudo os pobres dormirem. 


Pelo menos desde 1972 temos as provas científicas irrefutáveis deste erro epistemológico, e desde então resistimos a rever nossos conceitos sobre a Vida e sobre o Mundo, aí incluídos os conceitos de Cultura e Natureza. 


Resistimos a mudar de modelo mental (fluxo de pensamentos, afetos e percepções); a abandonar esta mente insustentável, preferindo insistir, na maior parte dos casos, em uma atitude greenwash; ou seja, em uma atitude verde apenas como efeito de real, alimentando tal opção epistemológica, fatal para o nosso presente e para o futuro das novas gerações: separar Cultura e Natureza foi interromper a conexão primeira, a rede primeira, que é a interdependência sistêmica e complexa, a dinâmica colaborativa, entre o biológico e o cultural.


Estava e está no conceito Cultura instalado o divórcio, a falta de Comunicação, esta forma talvez de amor líquido, em verdade uma mistura de ressentimento  e melancólica admiração da Cultura pela Natureza, facilmente perceptível na maneira pontual e utilitarista com a qual este re-encontro se dá nos cobiçados finais de semana populares ou ultra-elitizados, que vão dos super spas e resorts aos piqueniques-farofa na praia, ou ao churrasco à beira da piscina de plástico. 


Ou, então, nas commodities, por exemplo, petróleo, gás, ouro e os outros metais presentes em toda a cadeia industrial e nos produtos que enchem os supermercados e os shoppings, e que são retiradas in natura diretamente da Natureza e que continuam a mover o mundo que destroí assim, digamos, sua própria mãe, sua própria origem, a própria fonte que a alimenta. 


Sim, há algo de profunda insanidade neste modelo mental, nesta Cultura. Para  destacadas autoridades da clínica social da psicanálise, a característica dominante da economia psíquica pós-moderna é exatamente a iminência do colapso psicótico. 


2. Por que a Sustentabilidade permite repensar de forma ampla o que seja a Comunicação? 

A Sustentabilidade obriga a repensar a Comunicação pois comprova que a Comunicação é a linguagem do que chamamos de Natureza, que se expressa através da lógica das redes biológicas, cognitivas, da ancestralidade e, por isto, também das redes culturais e sociais. 


Trata-se, sem dúvida de uma imensa vaidade, daí tanta ocorrência de celebridades e narcisismos nas redes sociais, estar brevemente sobre um Planeta no qual surgimos apenas no último segundo (se compactamos a História de 14 bilhões de anos em um ano) e que flutua em meio a um Cosmos de tal maneira gigantesco,  e insistir-se em dar ordem ao mundo, insistir-se em recusar comunicar Cultura e Natureza, recusar-se a comunicar poder e generosidade. 


O DESAFIO DE PENSAR

Tratar portanto da Comunicação e da Sustentabilidade é entender que Segurança Ambiental, Justiça Social e Equidade Econômica, metas do Triple Bottom Line, só se dão de fato pela construção e gestão de uma Mente Sustentável, que possa garantir que a palavra dita se torne ato concretizado mediante o foco da vontade neste sentido. 


É quando o indíviduo, rede, movimento, organização e instituição monitora e vigia seu próprio Território Mental (o fluxo de pensamentos, afetos e percepções, dentre elas a intuição) que o poder de criar Políticas Públicas, Redes e Emprendimentos se manifesta de maneira sustentável.  


Para isto é preciso sustar a compulsão do produtivismo; e meditar; construir deliberadamente um pensamento respiratório; agir na mais poderosa das ações: a que fazemos sobre os conceitos, pois somos, como disse, o que pensamos, o que afetamos, o que nos afeta, o que percebemos. Somos responsáveis pelo que fazemos. O que vivemos é o resultado de nossas aspirações.


Nesta sétima edição do JPPS vamos praticar minuciosamente, através de longas e detalhadas leituras e reflexões, a arqueologia dos conceitos Comunicação e Sustentabilidade, como quem delicada e decidida-mente percorre o corpo amado, seja ele sútil ou mais denso, celebrando cada milímetro, cada respiração, cada pulsação, por vezes suave-mente, por vezes intensa-mente. 


Para que as vidas, as carreiras, os empreendimentos, as alianças, as famílias, as redes, os movimentos, as corporações, os partidos, as organizações de todo o tipo, as intervenções nos territórios, ajam na solução do que hoje enfrentamos, é preciso livrar-se da captura pela idéia dualista de que existiria um “sistema” contra o qual nada se poderia fazer e que aprisionaria a Liberdade e a Justiça, através de uma opressão vinda de fora para dentro ou exercida “entre” os indivíduos.


Na realidade, o que aprisiona é o modelo mental que se tem e do qual não se livra simplesmente por obra e graça de se estar conectado à web e dispondo de banda larga e das ferramentas mais elaboradas de rede, pois as cadeias mentais é que são a causa final, e na maior parte dos casos, inconsciente, pois gravada no aparente “recato” da “vida privada”, na intimidade do próprio pensamento, no conjunto dos afetos e percepções que se tem sobre o mundo; conjunto este que se mantém intacto pelo tabu de não se falar sobre ele de forma alguma, divorciando-o da política e da gestão, como se dele não dependesse o futuro do empreendimento, o futuro da Nação. 


Por isto é preciso treinar a mente para a ação transformadora no mundo, diante da qual não cabem as respostas prontas entregues por intenso, concentrado e monocórdico delivery mediático, educacional, familiar e social. 


Há que se superar o desafio de comunicar para que se possa gozar plenamente do Direito à Comunicação. Esta tarefa demanda imenso exercício continuado de vontade, de disposição para mudar, de humildade, de escuta, de paciência, de compaixão.


Vamos então neste semestre ler muito e pausada-mente, perguntar, investigar e conversar, experimentar, como quem re-começa ou começa a pensar: 


  • É a “Natureza” “cruel”, de fato? É a “Natureza” violenta? Qual a “natureza” da violência psíquica e social, ou, melhor, como se constrói a insustentável cultura da violência, baseada na unidimensionalidade da remuneração e dos efeitos de real criados pelo acúmulo de poder e de capital, e na socialização das perdas, movidos pela inveja, pela vingança e pela indiferença, em uma manifestação do que os alemães chamam de schadenfreude; ou seja, o sentimento de alegria pelo sofrimento ou infelicidade dos outros? 
  • A vida é mesmo uma guerra? Os animais são violentos ou em verdade o amor é que é a base do biológico e do social? De onde vem a vontade das Políticas Públicas Sociais e da sustentabilidade? Do poder e do interesse auto-referenciados? Há portanto uma outra e distinta fonte de referência para o ato comunicativo, o ato do afeto, o ato da política? 
  • Qual a diferença entre violência, ira e indignação? Quem, o quê e onde estaria o verdadeiro “inimigo”? 
  • A Paz se multiplica por “contaminação” e por “meio viral”? De onde vem esta ânsia de agir e agir sem pensar, que atribui à tecnologia ou às redes (como se estas estivessem passando a existir agora...), portanto atribuindo ao que está fora, ao outro, as esperanças de Liberdade, Justiça e de Paz? 
  • Por que a ridicularização das utopias, quando entender o mundo apenas como um supermercado e um shopping center gigantesco, tecnologizado e simbólica e geográfica-mente infinito, custe o que custar, é que gera a insustentabilidade do divórcio entre palavra e ato; este fim-das-utopias, gerador da irresponsabilidade cidadã sobre a própria ação no mundo; este gerador da traição e do abuso, sob as múltiplas formas da inveja perpétua, fonte das celebridades e dos narcisismos? 
  • Por que a insustentabilidade social que se quis superar no século XX, através do coletivismo, aprofundou-se na totalização pelo reconhecimento pelo capital, neste século XXI marcado, até agora, pelo individualismo, pelo mal-estar, pelos fundamentalismos de todas as ordens, pela devoção tecnológica, pela repetição da luta insana pelo poder mesmo nas esquerdas, a qual -quando muito- parece sobrar a resistência criativa, talvez não-criadora, aos crescentes dispositivos de vigilância? 
  • Por que a recusa a trabalhar intensa-mente para tornar o pensamento mais e mais complexo, e apenas assim, de fato, ter um pensamento livre, por que cristalino, descondicionado, por que claro, que permita a vida em sociedade?
  • Por que a recusa a ter uma re-visão profunda e crítica sobre os conceitos que se usa, sobre o fluxo dos estados mentais? 
  • Enfim a dispor de tempo para compreender minuciosa-mente o discurso que cada um coloca no ar, como editor de si mesmo e, assim, poder de fato re-inventar-se, de fato inovar-se e poder então concretizar mais atitudes green e não apenas mais entulho não-reciclável greenwash
  • De ser, como mostrou cristalina-mente Mahatma Gandhi, aquilo que se quer ver no mundo, entendendo a indissociabilidade entre o psíquico, o social, o espiritual e o político, defendida também por tantos brilhantes pensadores ocidentais? 
  • Por que então o atual elogio à loucura, na forma da simplificação do pensamento, da redução do pensamento ao nada que é a ação repetitiva e suicida, produzida pela pasteurização do pensamento? 
  • A única maneira de se fazer a globalização é de fato esta? Na qual em nome de uma suposta eficácia tecnológica que (ao contrário de trazer mais democracia como foi prometido, tem é gerado na maior parte dos casos mais concentração e mais vigilância) instaurou a redução da complexidade e da multiplicidade, das diversidades do mundo, das diferenças das pessoas, dos povos, das culturas, brutal e anestesiada-mente ameaçadas? 
  • Por que ameaçar o pensamento, se apenas ele é que pode encontrar a coesão social na multiplicidade, como as teias se mantêm equilibradas, de encontrar uma coesão que não seja a dos totalitarismos, seja sob a forma do fascismo político, do fundamentalismo religioso, do fundamentalismo tecnológico. 


O DESAFIO DE COMUNICAR

De fato, é o pensamento que funda e move, e que é a integralidade da experiência de se estar vivo, na condição que patriarcal-mente, e portanto insustentavel-mente, ainda chamamos de “humano”.


É por isto que a Comunicação hoje ainda está muito na dimensão operacional: na produção de efeitos, na obtenção de capital de influência, quando o que precisa avançar é a política enquanto conceito, o negócio enquanto conceito, a rede enquanto conceito, a Comunicação enquanto conceito. 


É assim que é urgente avançar a superação de pensar a Comunicação de maneira fragmentada, atenta apenas, como disse, aos processos. 


É urgente construir, compreender, praticar e gerir uma Mente Sustentável. É preciso investir na profunda arqueologia dos conceitos que constituem o pensamento, os afetos e as percepções. A Mente Sustentável engloba a multidimensionalidade dos processos cognitivos, inclusive, claro, a intuição, pois apenas uma mente clara e focada permite termos Inovação verdadeira: a Comunicação, a Política, as Redes, os Empreeendimentos sustentáveis e assim democráticos.


Quando somos prisioneiros de uma cultura só podemos nos libertar através de uma outra cultura, sabemos disto. E isto apenas se faz pelo esforço de um pensamento novo e complexo, que abrigue, sem pré-conceitos, o melhor dos conhecimentos de todas as culturas que o ser humano já construiu.

Evandro Vieira Ouriques



O Prof. Evandro Vieira Ouriques

Professor da Escola de Comunicação da UFRJ há 31 anos e coordenador do NETCCON-Núcleo de Estudos Transdiciplinares de Comunicação e Consciência é o criador da metodologia Gestão da Mente Sustentável, o Quarto Bottom Line. 

Com pós-doutorado em Estudos Culturais, com o tema Comunicação, Estados Mentais e Ação no Mundo, pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea-PACC.FCC.UFRJ, do qual é pesquisador associado, é escritor e consultor, especialista em mudança de atitude, focado em Comunicação e Educação para as Redes, as Políticas Públicas e a Sustentabilidade. 

Atua tanto em redes, movimentos e organizações, como por exemplo Democratização da Comunicação, Mídia Livre, DEGASE, Rebouças & Associados, Petrobras, Natura, ETHOS e ABERJE, quanto através de atendimentos e coaching individuais. 

Transdisciplinar desde 1984, é cientista político, jornalista, designer, artista multimídia, gestor cultural, curador e conservador de obras de arte e terapeuta de base analítica. Trabalhou 21 anos no Ministério da Cultura, na Fundação Nacional de Arte e no Museu Nacional Nacional de Belas Artes, quatro anos em Diálogo Inter-religioso e três com a Estratégia Cultural do Yoga no Brasil, tendo em vista seus estudos sobre sistemas ancestrais de comunicação e cura. 

Membro da INTERCOM, do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, da Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos e do Instituto Cultural Brasil-Galícia, é diretor de Comunicação e Cultura do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC.SP. 

Através do NETCCON, tem atuado por exemplo no processo dos Fóruns de Mídia Livre, bem como no movimento pela Democratização da Comunicação no Brasil. Mantem convênio com a UNESCO, o Coletivo INTERVOZES e o LaPCom-Unb para a elaboração de Indicadores do Direito à Comunicação no Brasil. Autor e organizador de dezenas de publicações, entre as quais pode se destacar o livro Diálogo entre as Civilizações: a Experiência Brasileira, publicado pela ONU e a UNESCO em 2003.



Bibliografia Obrigatória do Curso


OURIQUES, Evandro Vieira (2009). Comunicação, Palavra e Políticas Públicas. Revista Z Cultural. Programa Avançado de Cultura Contemporânea-PACC.FCC.UFRJ. Ano 5 nº 02. Rio de Janeiro. ISNN 1980-9921


_________________________(2008). Gestão da Mente Sustentável®, o Extended Bottom Line: o desenvolvimento socioambiental como questão da consciência e da comunicação. In GUEVARA, Arnoldo José de Hoyos, et al. (orgs.). Consciência e desenvolvimento sustentável nas organizações. Rio de Janeiro: Editora Campus Elsevier, São Paulo. pp. 195-203. ISBN-10: 85-352-3281-8


________________________ (2009). Território Mental: o Nó Górdio da Democracia. Revista Democracia Viva, nº 42, Maio de 2009. IBASE, Rio de Janeiro. 


Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (2009). Guia de Comunicação e Sustentabilidade. Realização Câmara Temática de Comunicação e Educação do CEBDS. Coordenação do Projeto: Flávia Ribeiro (Coord, de Comunicação do CEBDES) e Pablo Barros. Rio de Janeiro. 


Bibliografia Sugerida para Aprofundamento


ALEGRIA, Rosa. Da matriz ao self: o desafio evolucionário da mídia e das organizações. In GUEVARA, Arnoldo José de Hoyos, et al. (orgs.). Consciência e desenvolvimento sustentável nas organizações. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2008. pp. 195-203.


AMARAL, Marcio Tavares d’. Comunicação e Diferença: uma filosofia de guerra para uso dos homens comuns. Editora da UFRJ, 2004. 


BIRMAN, Joel. Arquivos do mal-estar e da resistência. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.


BOHM, David. Diálogo: comunicação e redes de convivência. São Paulo: Palas Athena.


CANCLINI, Néstor García. Diferentes, desiguais e desconectados. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2004.


CASTORIADIS, Cornelius. Figures du pensable. Paris: Éditions du Seuil, 1999.


_________________ . L’institution imaginaire de la société. Paris: Éditions du Seuil 1975.


DOWBOR, Ladislau. A crise financeira sem mistérios. 2008. http://dowbor.org/crise.asp 


DUFOUR, Dany-Robert. A arte de reduzir as cabeças: sobre a nova servidão na sociedade ultraliberal. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2005.


EAGLETON, Terry. Depois da teoria: um olhar sobre os Estudos Culturais e o pós-modernismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.


FRANCO, Augusto de (2006a). Uma teoria da cooperação baseada em Maturana. 06/07/06. http://augustodefranco.locaweb.com.br/cartas_comments.php?id=18_0_2_0_C 


GODBUT, Jacques. O Espírito da Dádiva. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1999.


HENDERSON, Hazel. Construindo um mundo onde todos ganhem. São Paulo: Cultrix e Amana-Key, 1998.


LEBRUN, Jean-Pierre. Um mundo sem limites: ensaio para uma psicanalítica do social. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2004.


MATURANA, Humberto e Verden-Zoller, Gerda. Amar e brincar: fundamentos esquecidos do humano. São Paulo: Palas Athena, 2004.


MELMAN, Charles. O homem sem gravidade: gozar a qualquer preço. Entrevistas por Jean-Pierre Lebrun. Rio de Janeiro: Companhia de Freud Editora, 2003.


MIRANDA, Rafael. Reflexionando sobre la alteridad a partir de Cornelius Castoriadis: las fronteras del ódio. Fundación Andreu Nin. 2005. http://www.fundanin.org/miranda1.htm 


OURIQUES, Evandro Vieira (org.) (2003). Diálogo entre as Civilizações: a Experiência Brasileira. ONU. Apoio Institucional Palas Athena, Viva Rio, Movimento Inter-religioso do Rio de Janeiro-MIR/ ISER e UNESCO. www.unicrio.org.br (clicar biblioteca; e título).


OURIQUES, Evandro Vieira (2006). A New Epistemological Perspective for Solidarity and Sustainability in the Essentially Patriarchal and Emblematic Crisis of Western Mindset. Pelican Consulting. Washington. http://www.pelican-consulting.com/solisustv02n06.html 


_________________________(2007). A Construção de Estados Mentais. Entrevista a Marcus Tavares. 24/07/2007. http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=428JDB007


________________________(2007). A Mídia só é Livre quando a Mente é Livre. 2007. http://forumdemidialivre.blogspot.com/2008/06/mdia-s-livre-quando-mente-livre.html


_______________________(2006). Comunicação, Espiritualidade e Negócios: o restabelecimento estratégico da confiança como a base sistêmica do desenvolvimento socioambiental. Anais do III Congresso de Excelência em Sistemas de Gestão. LATEC/UFF. 2006.


________________________(2008). Comunicação com o cidadão: qual o rumo a seguir? O rumo é a mudança de atitude mental. In Banco do Brasil. O futuro da Comunicação. XII Seminário de Comunicação. Brasília, 2008. pp. 85-93. http://www.bb.com.br/docs/pub/inst/dwn/12SeminarioComunicBB.pdf


________________________(2006). Comunicação, Educação e Cidadania: quando Diversidade e Vinculação Social são apenas Um. In: Saúde e Educação para a Cidadania. Revista da Decania do Centro de Ciências da Saúde/UFRJ. Ano 1, no. 02, Março de 2006. UFRJ. Rio de Janeiro. pp. 33-36 www.ccsdecania.ufrj.br/extensao/edicao02.pdf


________________________(2007). Desobediência Civil Mental e Mídia: a ação política quando o mundo é construção mental. Anais do 10º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo. Goiânia, Goiás. ISSN: 1981-5859. http://www.fnpj.org.br/grupos.php?det=201


________________________(2006). O valor estratégico da não-violência para o vigor da comunicação. Anais do Congresso da INTERCOM, 2006. http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2006/resumos/R1911-1.pdf


________________________(2009). Política, Espiritualidade e Dádiva: A urgência de refazer o pensamento e a ação social. Revista Comunicações ISER, nº 63. Edição Especial- MIR: Memórias, Ações e Perspectivas do Movimento Inter-Religioso do Rio de Janeiro. Instituto de Estudos da Religião-ISER. Rio de Janeiro. pp 144-160. http://www.iser.org.br/arquivos/comunicacoes_do_iser_63.pdf


________________________(2010). O Conceito Envolvimento e o Caráter Político das Práticas Linguísticas.  in Práticas socioculturais e discurso: debates transdisciplinares. Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade da UnB e Labcom, Universidade de Leiria, Portugal. No prelo.


________________________(2010). O Silêncio Ativo da Escuta como Possibilidade de Resistência e Inovação através do Diálogo. Anuário 2010 da Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos, Lisboa, Portugal. No prelo.

________________________(2004). Sobre a ação desinteressada em Gandhi e a ética na midia. http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=291ASP021


________________________(2010). Sustentabilidade, Democracia e Sinceridade: ideias gêmeas, no útero da Mente Sustentável. Revista Fórum de Direito Urbano e Ambiental-FDUA, São Paulo, ano 9, nº 49. Janeiro-Fevereiro de 2010. ISSN 1676-6962


PRIGOGINE, Ilya e STENGERS, Isabelle. A nova aliança. Editora Universidade de Brasília, 1984.


SANTOS, Boaventura de Sousa. A globalização e as ciências sociais. São Paulo: Cortez Editora, 2005.

 

Recomendamos o site da ANDI sobre as Mudanças Climáticas: http://www.mudancasclimaticas.andi.org.br/





NO JPPS DO 2º SEMESTRE DE 2010, NOSSA 8a. EDIÇÃO, TEREMOS: 

Mais apresentação e investigação de Políticas Públicas de Paz e Não-violência, prosseguindo o trabalho do JPPS.NETCCON de mapear propostas, questões e contribuições em andamento decisivas para a Cultura de Paz.