Texto proposto por João José Saraiva da Fonseca O material didático dirige-se, simultaneamente, a professores e alunos e apresenta-se como elemento fulcral na produção, circulação e apropriação de conhecimentos decisivos para a qualidade do aprendizado, resultante das atividades escolares . Conforme utilizado pelos professores ou pelos alunos, o livro didático preenche funções diferentes. Quando usado pelo aluno, o manual escolar tem funções relacionadas com a aprendizagem e com a vida quotidiana e profissional. Como ferramenta de aprendizagem, o livro procura possibilitar a transmissão dos saberes, o mesmo é dizer, comunicar ao aluno uma série de informações que ele deverá, no essencial, reproduzir. Contudo, a sua função vai mais além, abrangendo também a consolidação das aquisições, pela avaliação da aprendizagem, numa perspectiva formativa de diagnóstico das dificuldades encontradas e o encontro de caminhos de remediação. No que diz respeito às funções relacionadas com o estabelecimento de ligações com a vida quotidiana e profissional, o manual escolar promove a autonomia do aluno, a estruturação do espírito e a iniciação estética e cultural. Possibilita, também, ao aluno acessar um conjunto de referências básicas de informação sobre a realidade que o rodeia, bem como sobre elementos sociais e culturais. Além disso, permite a integração das aquisições, que pode ser vertical, quando a conexão dos saberes se dá antes e depois de uma mesma disciplina, ou horizontal, quando se trata da combinação de capacidades e de competências adquiridas através de diversas disciplinas). Texto proposto por João José Saraiva da Fonseca Para atingir o cumprimento dessas funções, o livro didático deverá possibilitar ao aluno as condições para a construção do conhecimento e a aquisição de métodos, atitudes e hábitos de trabalho e vida, a partir de uma proposta pedagógica que lhe atribua um papel ativo num processo de ação-reflexão-ação. Esse processo deve promover a aquisição de novos conhecimentos a partir da integração entre o que é proposto para estudo e as suas competências individuais, com base na síntese, integração e transferência. Esse processo deve envolver a resolução de situações-problema significativas e próximas de situações da vida profissional, social ou pessoal, bem como a responsabilização do aluno na avaliação das suas aprendizagens e produções e na interação favorecedora de conflitos sócio-cognitivos. As funções do manual escolar relativas ao professor, estão associadas essencialmente à proposta didática, constituindo um fator de desenvolvimento e inovação pedagógica. Para atingir esse objetivo, o livro didático deve orientar o docente na busca de caminhos possíveis para sua prática pedagógica, sugerindo “pistas” para a exploração de percursos de planejamento, gestão de sala de aula e ensino/avaliação inovadores. Deve também veicular informação científica indispensável ao seu trabalho, atualizada e contextualizada sobre os conteúdos disciplinares numa perspectiva intradisciplinar e interdisciplinar. A utilização do manual escolar deve ser encarada pelo professor como auxílio ao processo de ensino, contudo não pode deixar que o livro didático tenha uma influência direta no que se ensina e como se ensina, vinculando ao livro didático a definição da proposta pedagógica, da proposta metodológica, da estratégia de ensino e da determinação dos conteúdos. A função docente não pode perder a sua significação determinante da dinâmica educativa, transformando-se em um simples repassador-reprodutor da mensagem veiculada no livro didático. Inconscientemente ou não, o professor não se pode esconder atrás da legitimidade e da autoridade do manual escolar, hiper-valorizando e reconhecendo a sua autoridade como instrumento essencial no processo de ensino aprendizagem. Texto proposto por João José Saraiva da Fonseca Para conhecer mais sobre a elaboração de material didático para educação a distância, leia o texto abaixo, também de autoria de João José Saraiva da Fonseca, clique na figura abaixo. Proponho que leiam também o texto. RIBEIRO, A. e PROVENZANO, M .E. Anotações sobre a produção de material impresso para a educação a distância. In Tecnologia Educacional. Rio de Janeiro, ABT. Ano XXVI. No. 139. Nov/Dez/1997. p. 35-38. Apesar da idade as indicações que dá ainda se aplicam para a elaboração de materiais didático impressos e não só. Para ler clique no link abaixo Material Impresso Para Educacao A Distancia
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