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Em minha opinião, o processo RVCC, de alguma forma, tem a “virtude” de fazer alguma justiça àqueles adultos que, por múltiplas razões da vida, não puderam obter a certificação escolar de nível básico ou de nível secundário, em tempo próprio, mas que, tomando em consideração as competências e experiências adquiridas ao longo da vida, em vários contextos, permite o seu reconhecimento, a validação e a consequente certificação.
A minha experiência a nível do processo RVCC, na Escola Secundária Poeta Al Berto, em Sines, foi extraordinária, na medida em que toda a Equipa demonstrou flexibilidade e disponibilidade extremas (que, no sector público, nunca antes tinha visto, comparáveis ou mesmo excedíveis em relação à actividade do sector privado), que se adequam às necessidades das pessoas em formação. Vejamos, por exemplo: ministra as sessões de formação em horário pós-laboral; promove o uso das novas tecnologias, a vários níveis, desde o envio e recepção de e-mails, quer seja às 22:00, 01:00 ou 03:00 da manhã; recebe-nos na escola, quase de improviso, a qualquer hora do dia, incluindo à hora das refeições.
Assim, creio, estão criadas as condições para que tudo se torne mais “acessível” a todos aqueles que trabalham, mas que julgam que o tempo deles já passou, ou que, por uma razão ou outra, pensam que não vale a pena.
António Sequeira
Descobri, através do processo RVCC, competências que desconhecia ter, quanto mais não fosse, só por isso já teria valido a pena passar por ele. Devo, no entanto, por justiça, agradecer às pessoas que me acompanharam desde o início (no Básico e, agora, no secundário). Não sei como funcionam outros CNO’s por esse País fora, mas se todos tiverem o mesmo tipo de gente que compõe este da Poeta Al Berto, então o País tem que lhes agradecer encarecidamente pela qualidade que os formandos alcançam, no final, graças ao seu esforço, empenho, apoio e muita paciência também (até porque não somos todos iguais, nem temos todos as mesmas capacidades), esbatendo assim algumas deficiências (entre aspas) com que se apresentavam no início. Em meu nome, e creio que em nome dos outros que por aqui passaram, e continuarão a passar, espero sinceramente que sim, quero expressar o meu muito obrigado.
Henrique Bôcas
Venho, por este meio, agradecer à Escola Secundária Poeta Al Berto e, particularmente, ao Centro Novas Oportunidades, a possibilidade que me deu de concluir o 12º ano.
Quero agradecer a amabilidade, a simpatia, a presença, a ajuda, a colaboração e a explicação, recebidas de todos os professores, sem excepção. À Profissional Sónia Teixeira; aos Formadores Noélia Vaz, Sandra Cunha, Rui Correia, Francisca Afonso, Gilberto Machado e Carla Pinela), o meu muito Obrigada. Considero que foi um privilégio conhecer estas pessoas que, além de fazerem o seu trabalho, são muito humanas. Isbela Varandas
A experiência adquirida ao longo dos anos, na vivência diária em sociedade, na família e no local de trabalho, é uma escola de vida. A minha constante necessidade na busca de conhecimento, a possibilidade de uma maior realização pessoal, social, profissional e, ainda, a esperança da concretização de um sonho não realizado na adolescência (um Curso Superior) foram, entre outras, as principais razões que me levaram à inscrição no processo RVCC e à sua conclusão. O apoio recebido em todo o processo, por parte da Equipa do CNO, foi sempre incondicional, tendo sido colocados à minha disposição todos os recursos materiais e humanos. Por tudo isto, gostaria, mais uma vez, de demonstrar o meu reconhecimento público, a toda esta Equipa, pois sem a sua ajuda não teria sido possível a conclusão de todo o processo. Continuar a dar a oportunidade a que essa experiência acumulada seja validada através de competências chave e da equivalência para a escolaridade é uma mais-valia, de que nos devemos orgulhar, e continuar a promover, através dos Centros Novas Oportunidades, mas sempre tendo como meta principal a qualidade desses projectos. José Manuel Vilhena Charnequinho (Excerto de uma entrevista concedida ao Jornal Notícias do Sul) |
