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A sociedade actual é uma sociedade do conhecimento que, em conjunto com a globalização, desenvolve mecanismos poderosos de selecção e, marginaliza os que não correspondem, em diferentes fases da sua vida, às novas exigências de formação, qualificação e desempenho. Por isso, é muito importante, a existência de instituições que preparem cada pessoa, potenciando conhecimentos, atitudes e comportamentos, com significado pessoal e utilidade social, que elimine a marginalização, melhore a empregabilidade e ajude a aumentar a flexibilidade laboral.
“O Memorando sobre Aprendizagem ao longo da Vida”, na sequência do Conselho Europeu de Lisboa, reforça três categorias básicas de aprendizagem: formais, informais e não formais, enfatizando a necessidade de uma aprendizagem contínua, ao longo e em todos os contextos da vida, de modo a melhorar os níveis de qualificação da população, que permitem construir e aprofundar um desenvolvimento sustentado, centrado no conhecimento. Portugal é o país da Europa que apresenta níveis mais baixos de qualificação e certificação da população, o que dificulta o processo de desenvolvimento da sociedade. No entanto, face ao modo de funcionamento dessa mesma sociedade, talvez existam competências na população portuguesa, que não estão devidamente reconhecidas.
Através da Portaria 1082 – A/2001, de 5 de Setembro, os Ministérios da Educação e do Trabalho e Solidariedade, criaram o Sistema Nacional RVCC, que permite a obtenção de qualificações e certificações, através de procedimentos rápidos e adequados, das aprendizagens adquiridas pelos adultos ao longo da sua vida pessoal e profissional. Com o despacho nº 6950/2008 DR 10 DE Março foi autorizada a criação do CNO na Escola Secundária / 3º CEB Poeta Al Berto Sines
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