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Atividades da Pessoal

Núcleo de Pesquisas Teatrais

postado em ‎‎11/07/2009 12:28‎‎ por Juliana Capile   [ ‎‎14/07/2009 12:31‎‎ atualizado‎(s)‎ ]



O Núcleo de Pesquisas Teatrais está de volta com mais um ciclo de atividades! Contamos com sua participação novamente. Você está automaticamente inscrito para fazer a segunda etapa de atividades que iniciou o ano com o workshop com Amaury Borges.

Nesta segunda fase iniciaremos nossa pesquisa com uma palestra da prof./dra. Maria Thereza Azevedo, que falará sobre o Teatro Contemporâneo, no dia 16/07, às 19:00h, no MISC.

Nos dias 17 e 18/07 teremos uma oficina de corpo com a bailarina/pesquisadora Rachel Galesso, que aplicará técnicas aprendidas com Evaldo Bertazzo em sua pesquisa corporal.

Nos dias 20 e 21, experimentaremos ritmo e som com Ebinho Cardoso.

Dia 22 e 23, uma oficina sobre roteiro de propaganda, com Júlio Bedin.

Dias 27 e 28 a oficina será com o arquiteto Cléber Martins, que dará um outro olhar sobre a arquitetura e a utilização dos espaços.

No dia 30, outra palestra, desta vez com Luíz Marchetti, que vai falar de sua experiência, em Londres, com teatro contemporâneo.

No dia 31 vamos conferir os resultados criativos dessa investigação e ver o que vocês produziram!

Aguardamos a confirmação da sua participação!

Grande abraço!!


Cia. Pessoal


16/07, às 19:00h

Palestra “O Teatro Contemporâneo”

Prof./dra. Maria Thereza Azevedo

17/07(Sexta-feira) das 19h às 21:30h e 18/07(sábado), das 14h às 18h

Oficina de Corpo: propõe um olhar investigativo sobre as mais diversas possibilidades do movimento humano buscando a compreensão da estrutura e do equilíbrio corporal com o objetivo de refinar o repertório gestual do artista/intérprete.

Rachel Galesso: Bailarina, professora de dança atuando no estado em diversas instituições a mais de 15 anos. Formada em comunicação social, especialista em planejamento e gestão cultural. Participou de inúmeros cursos de formação em dança dentre eles o de Reeducação do Movimento da Escola Ivaldo Bertazzo e de extensão em Didática da Dança com Jô Braska. Atualmente coordena o projeto Girassol – Dança e Cidadania e dirige o Instituto Rede.


20/07(Segunda-feira) e 21/07(Terça-feira), das 19h às 21h.

Oficina Ritmo e Som: o som realizado com o próprio corpo e a criação de células ritmicas.


Ebinho Cardoso: músico, baixista, compositor e pesquisador.


22/07 (Quarta-feira) e 23/07 (quinta-feira), das 19:00 às 21:30h

Oficina de Roteiro de Propaganda: o desafio de desenvolver uma linguagem atraente, eficiente e comunicativa. O poder da síntese e a compreensão dos signos da comunicação em propaganda.

Júlio Bedin: publicitário, videomaker e diretor de cena.

27/07 (segunda-feira) e 28/07 (terça-feira), das 19:00h às 21h

Espaços Arquitetônicos: qual a compreensão do espaço quanto uso.

Prof. Cléber Martins: Arquiteto e urbanista, formado na Universidade de Brás Cubas-SP; especialização em engenharia de segurança do trabalho e Gestão Ambiental; mestrado em Geografia.

30/07 (quinta-feira), às 19:00h

Palestra “A Pesquisa Teatral – em busca do contemporâneo”

Luíz Marchetti:

Formado em Belas Artes: Filme e Video

Central Saint Martins, Londres, Inglaterra

Mestrado em Design em Arte Mídia

University of Westminster.


31/07 (sexta-feira), às 19:00h

Apresentação dos participantes e encerramento.






PRIMEIRA PELE no Cine Teatro

postado em ‎‎26/06/2009 15:14‎‎ por Juliana Capile

Não quero parecer arrogante, não tenho experiencia alguma no teatro que me dotasse de legitimidade para escrever sobre a peça, e nem sei se quero isso rs. Nem tendencioso, afinal era a primeira vez que eu assistia um espetáculo da Cia Pessoal, desde os tempos que nos conhecemos nunca tive a oportunidade, e se trata de um tema que eu gosto bastante, a esquizofrenia. Mas quero compartilhar a experiência que tive com o espetáculo enquanto publico, se vai de encontro ao que vcs pensaram qd a construiram, e melhor entender alguns trechos altamente simbólicos nos seus sentidos.

Choquei de principio, teatro cru, uma atriz, uma caixa, e um tubo de remédios no palco. Nunca tinha visto a Ju atuar. Confesso que me perguntei se aquilo seria suficiente para preencher o espaço entre o palco e a minha cabeça durante aquele intervalo de tempo. Pra minha satisfação foi melhor ainda. E haja responsa em segurar um espetáculo de quase uma hora sozinha. Coisa de esquizofrênica. RS.

O texto maravilhosa e milimetricamente critico, ácido, muito bem construído em torno de temas que fazem parte do nosso dia a dia, de coisas que praticamos ou que somos cúmplices, da padronização e domesticação do ser.

Uma esquizofrênica não só com a consciência de que é esquizofrênica, mas com uma imensa consciência de mundo. Pouco a pouco revelando a esquizofrenia que é o mundo em que vivemos.

O lítio, um vilão que se transforma numa espécie de melhor amigo na solidão (na verdade queria entender melhor ele enquanto personagem), pendurado ganha a forma de personagem que gera o conflito levado durante toda a peça. O espetáculo não perdoa nada, a deturpação da família, o dinheiro, os padrões, as obrigações, alvos de criticas contundentes em torno dos ícones que fundamentam a “ocidentalidade” do mundo capitalista globalizado nas pequenas relações humanas.

A esquizofrenia, uma inocência tão perigosa para o andamento “normal” das coisas, a inversão dos valores, Osama e Obama, o bestial e o progresso, o esquizo e o mundo “saudavel”, o mundo esquizo e a pessoa saudável. As torres gêmeas que derretem, ou fui só eu quem viu? Se eu vi é porque as torres derreteram.

Os símbolos durante a peça me chamaram bastante atenção, o bonequinho pra mim lembrava a infância da personagem, era como ela falando, falando, falando sem parar, coisas que as pessoas “normais” não conseguem entender, até que é melhor calá-la. Fala durante o tempo todo, mas toma o lítio no final e se cala. O Batman, o Mickey, esquizofrenias aceitas pela sociedade do consumo, encaradas como normais.

Me passou muita coisa pela cabeça, experiências, sensações, pensamentos.. não da pra compartilhar tudo agora. rs. Mas tem algumas coisas que ficaram suspensas, que talvez somente assistindo uma segunda vez eu consiga assimilar. Mas poderia cogitar seus significados. Como, por exemplo, ela entrar descalça e usar os calçados somente depois. A blusa maior que o seu tamanho, o corte da blusa para ajustá-la. Depois os cortes para destruí-la. O chapéu de flores na cabeça. E a pergunta que todos devem ter feito ao sair do espetáculo, como se chama quando a tartaruga esconde a cabeça na carapuça? Hipocrisia?

Outra coisa, até onde vão os traços autobiográficos? rs.

por fim, adorei ve-la atuar, os movimentos, as expressões.. muito bom aquilo, orgânico.. marcam as danças, os passos, os movimentos dos pés, dos braços, das maos, dos dedos, as expressoes do rosto.

parabens a vcs duas, ju e tati, pelo belissimo trabalho. e que ele nunca se cale, nem com litio nem com nada.


(Depoimento de Ahmad Jarrad)

Núcleo de Produção e Pesquisa

postado em ‎‎28/01/2009 16:51‎‎ por Juliana Capile   [ ‎‎27/08/2009 13:53‎‎ atualizado‎(s)‎ ]



Demos início, no começo do ano de 2009, ao Núcleo de Produção e Pesquisa, com um workshop de Amaury Borges. Foram dois dias de trabalho, com uma participação muito expressiva dos profissionais de teatro da cidade. Esta foi a primeira ação do Núcleo, que pretende fazer de 2009, o ano da pesquisa teatral em Cuiabá. Para isso estamos firmando uma parceria com o Sesc Arsenal, que concordou em sediar as oficinas do Núcleo Fotos do Núcleo

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