Carlos Correia: portfolio

Multimédia



Publicações  entre      2009 - 2004          2003 - 2000          1999 - 1996          1995 <           Obra Completa  


História breve:
Em Outubro de 1983, no decurso do IV Encontro Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, proferi uma conferência que intitulei  "Video Livros". Nessa altura desenhei com o auxílio de um computador Spectrum 49 Kb o esboço do que viria a ser um livro interactivo para crianças, que apresentei no referido encontro. O processo de investigação não terminou então e teve resultados visíveis em Dezembro de 2008, na Biblioteca de Livros Digitais, cuja arquitectura concebi na perspectiva multimédia e para a qual escrevi algumas histórias para crianças e um livro para adultos de que me orgulho: a Revolta das Palavras Digitais.
Justificando o presente através das acções do passado, é importante referir que em 1987 comecei a preparar um doutoramento nesta área. O multimédia, em Portugal, continuava a ser uma miragem longínqua e desconheciam-se os caminhos para atingir o oásis. A Philips iniciara os procedimentos de investigação tecnológica para comercializar uma nova patente, o CD-i (disco compacto interactivo), que desenvolveu de parceria com a Sony. Foi então que surgiu o convite para estagiar em Dorking, Inglaterra, e mais tarde nos laboratórios da Philips em Eindhoven, na Holanda, a fim de aprofundar conhecimentos sobre o multimédia,enquanto novo método de desenvolver conteúdos digitais e para aprofundar conhecimentos sobre a nova plataforma CD-i. 
Em Março de 1991 fundou-se um consórcio para investigar e desenvolver aplicações multimédia, denominado Centro de Investigação para Tecnologias Interactivas - C.I.T.I. que, na primeira fase de existência, envolveu a Philips Portugal, a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade Aberta e o Centro Nacional de Informação Geográfica - CNIG. No convite que me foi endereçado para dirigir o Centro de Investigação diversos factores terão confluído: o uso sistemático da informática como ferramenta de trabalho, o ensino da Tecnologia dos Media na Universidade, a escrita criativa e a autoria de programas de TV, terão sido argumentos que pesaram na escolha para a direcção.
A equipa que então integrava o C.I.T.I. respondeu ao desafio da Philips e em 1993 o centro de investigação foi pioneiro do multimédia em Portugal ao realizar o CD-i sobre  "Lisboa" na Colecção "Retratos de cidades". Entre 1993 e 1995  realizaram-se cinco novas aplicações CD-i - uma das quais premiada internacionalmente - e desenvolveram-se novas linhas de investigação, nomeadamente na áreas da TV interactiva, do CD-ROM e do multimédia on line. 
A decisão de apresentar provas de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa, só foi assumida após testar satisfatoriamente as capacidades para desenvolver trabalho no binómio I&D . De então para cá, estudar novos processos e realizar aplicações constituíram-se como acções da vivência quotidiana no centro de investigação. Desenvolver e aplicar instrumentos metodológicos de pesquisa, saber formular hipóteses, experimentar processos, liderar projectos e pessoas respeitando as regras da dinâmica de grupo, são condições necessárias e suficientes para o trabalho de prestação de serviços à comunidade, desenvolvido em ambiente universitário.