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Observações interessantes de 2010
Os registos mais relevantes efectuados durante o ano de 2010 foram compilados sob a forma de um relatório que pode ser consultado entrando no documento Cadernos de Ornitologia nº 3
Observações interessantes de 2009
Os registos mais relevantes efectuados durante o ano de 2009 foram compilados sob a forma de um relatório que pode ser consultado entrando no documento Cadernos de Ornitologia nº 2
As aves do Sapal de Corroios
A baía do Seixal é uma enseada do Tejo abrigada pela restinga arenosa do Alfeite. Nas zonas mais ocidentais desta baía formou-se uma extensa mancha de sapal, que ocupa cerca de 143 hectares, e que, em termos toponímicos, é por vezes dividida em sapal de Corroios (a norte e a oeste) e em sapal do Talaminho (a sul). O chamado sapal de Corroios acaba assim por não ser mais do que parte de um esteiro do Tejo que, partindo do corpo principal da baía do Seixal, se estende até à localidade que lhe dá o nome. É uma zona sujeita à influência das marés e onde, na baixa-mar, as lamas expostas alternam com manchas de vegetação estuarina.
O sapal é frequentada por uma grande diversidade de aves limícolas sendo de salientar os elevados números de maçaricos-reais, milherangos, tarambolas-cinzentas, pernas-vermelhas e alfaiates habitualmente presentes no período de migração pós-nupcial e no Inverno. Muitas gaivotas frequentam também a zona, destacando-se, no período pós-nupcial, a presença regular de bastantes gaivotas-de-cabeça-preta. A águia-pesqueira pode ser vista com frequência nesta área. Nas manchas de vegetação estuarina ocorrem espécies como a alvéola-amarela, a petinha-ribeirinha ou o pisco-de-peito-azul. O pernilongo nidifica regularmente na área tendo-se verificado também tentativas de nidificação da chilreta e do borrelho-de-coleira. Os terrenos envolventes do sapal de Corroios são provavelmente dos melhores do país para ver o mainato-de-poupa, espécie asiática recentemente introduzida em Portugal.
Separando o sapal do curso principal do Tejo estende-se uma restinga arenosa que, começando no Alfeite termina na denominada Ponta dos Corvos, já em frente ao Seixal. Esta área encontra-se coberta por um pinhal pouco denso e, na sua parte final existem alguns terrenos abertos. A diversidade ornitológica desta península não é por norma muito elevada. Entre as espécies habitualmente presentes salientam-se o peneireiro, o mocho-galego ou a cotovia-de-poupa. No entanto, no período de passagem pós-nupcial, e sob condições climatéricas favoráveis, pode verificar-se a chegada de muitos migradores.
Ao longo dos últimos anos tem vindo a ser recolhida informação sobre a avifauna do sapal de Corroios. Os dados obtidos entre 2006 e 2009 foram agora compilados sob a forma de um relatório que pode ser consultado entrando no documento Cadernos de Ornitologia nº 1
Sobre a avifauna do Seixal e do sapal de Corroios, ver também:
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