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O Mar



Como numa tarde quente de Verão,
nem o vento abana os ciprestes,
que repousam,
olhando para o alto.


Surge uma leve brisa.
As Folhas embarcam,
sendo conduzidas a seu destino.

Misturam-se com elas, lágrimas,
pequenas gotas,
que seguem seu rumo,
para juntarem-se
ao Mar Salgado.

À beira-mar,

o som da brisa,

em sintonia com as ondas.

Som que vem das tuas profundezas
fazendo parte, como um só, de ti ó Mar.

Traz o sussurro daqueles
heróis conhecidos e desconhecidos.

Trazes as Voz daqueles que conquistaram o Mar,
que tornaram possível
o sonho que vinha do passado,
com as notícias dos que os antecederam.


Fizeram-se ao Mar,
deram a conhecer ao Mundo
as Terras que estavam veladas.


Como viajante invisível
e
misterioso,
cruzaste o tempo,
para contigo levares
as lágrimas de um Povo
que hoje sofre e chora.
Alivias assim seu sofrimento
e, assim também,
levas um pouco desta geração
para de ti fazerem parte,
pequenas gotas,
Salgadas como a tua
extensa água.








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