Quero um rumo, um norte, uma estrela que guie. E nao apenas ve-las brilharem. Não quero que a maré me leve, entregue aos seus caprichos Quero ser a maré, quero domínio sobre meus ventos Quero o leme, quero as velas nas minhas mãos. Quero um princípio, um objetivo, quero ter o que perseguir Quero paixão, por algo, por alguém, por tudo. Não quero anestésicos, quero a dor. A dor de estar vivo, de se arriscar, de se jogar nunca empurrado, mas empurrando tudo que estiver à frente. Quero a dor que me move, que me amadurece. Quero sentir tudo. Na carne, na mente, na alma. Quero viver, não quero ver a vida passar. Quero ver, e pagar pra ver, o que a vida me convidar a viver. E quero agora, quero já, e quero do meu jeito. Porque é meu direito, É meu desejo. Hora de olhar o céu e mudar o rumo. | (c) Jorge Sato |
