A Ordem Inevitável

Sextante


Não quero mais boiar, deixar o mar me levar
Quero um rumo, um norte, uma estrela que guie.
E nao apenas ve-las brilharem.

Não quero que a maré me leve, entregue aos seus caprichos
Quero ser a maré, quero domínio sobre meus ventos
Quero o leme, quero as velas nas minhas mãos.

Quero um princípio, um objetivo, quero ter o que perseguir
Quero paixão, por algo, por alguém, por tudo.

Não quero anestésicos, quero a dor.

A dor de estar vivo, de se arriscar, de se jogar
nunca empurrado, mas empurrando tudo que estiver à frente.

Quero a dor que me move, que me amadurece.
Quero sentir tudo. Na carne, na mente, na alma.
Quero viver, não quero ver a vida passar. 
Quero ver, e pagar pra ver, o que a vida me convidar a viver.

E quero agora, quero já, e quero do meu jeito.
Porque é meu direito,
É meu desejo.

Hora de olhar o céu e mudar o rumo.