A Ordem Inevitável

Intermitente


O meu espaço 
Me faz só.

Sem razão, e sem razão
Puxo e empurro,
Ligo e desligo,
Morro e volto a nascer.

Longe e perto,
Aqui e ali,
Em lugar nenhum

Segundo sim, 
Segundo não.
Intermitente.

Um vazio na presença
Um amor na ausência

Nunca completo.
Nunca em paz.

Como um livro
Só com páginas pares,
Sem sentido.

Tortura,
Que nao mata
E não cessa.

Só está ali
Pra lembrar que existe.