Cansei de amor que não se entrega Não se apega, não se permite Que não se move, que só espera Que compete, que combate Que disputa, mas que não cresce. Cansei de amor que não amadurece Na certeza de sua força, Que é egoísta, é cego, é pequeno Cotidiano, leviano. Que não se regenera Não se adapta, não resiste. Cansei de amor que é descartável, Incapaz de reconhecer o seu próprio poder. Que é mental, é racional Planejado, desenhado Falho no essencial. Cansei de amor que é doente, é vazio Que só quer preencher vazios Existentes na própria alma. Que é incapaz de exercer em sí O poder da mágica E de aprender na mágica do outro. Cansei de amor que não é amor. |
