Diário Pantanense

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Passo a Passo



Com o DAER veio o progresso

 Sr. Gonsalino Azeredo, nasceu em 11 de abril de 1904 (segunda-feira), chegou a Pantano Grande com 43 anos e foi o 1º capataz do departamento do DAER. Em 1936 ele chegou à localidade chamada de Alto do Açude, onde hoje é o Monte Castelo, depois veio para a famosa Curva dos Ferreiras, em 1947. Em Pantano Grande este departamento era responsável pelo trecho de Santa Cruz do Sul, Rio Pardo e Encruzilhada do sul. As estradas da época eram feitas a roda de carretas, mas com a chegada do DAER foram modificadas, pois começaram a ser feitas a enxada, picareta e carro de mão até a chegada da 1º patrola, em 1984 e do 1º patroleiro, o Sr. Dorvalino Olívio Gab, que nasceu em 18 de novembro de 1914 e faleceu com 44 anos.
Nestas estradas foram feitos bueiros e algumas pontes, até que os 1º caminhões e automóveis começaram a circular e as carretas deixadas de lado. Em 1951 chegou à localidade um dos 1º motorista de caminhão, Sr. Antonio Garcia Machado, nascido em 28 de agosto de 1930 e tinha 21 anos quando veio para Pantano Grande, hoje ele é bastante conhecido por todos como Seu Antonio, chegou para transportar terras para aterros e também foi petroleiro.

Acidente entre dois ônibus

O Rainha da Fronteira, ônibus de transporte de passageiros, que costumava se deslocar da cidade de Bagé através das estradas de chão, onde seguia pela atual BR 290, passando pela localidade de Pantano Grande. Na época 1958, apenas existiam longas estradas empoeiradas, sem nenhuma sinalização e muitas vezes nem condições de trafegabilidade. Nosso conhecido trevo de Pantano Grande era apenas uma encruzilhada sem rótula e nem preferencial. E neste foi que ocorreu o tão comentado acidente entre dois ônibus, o Águia Branca, que vinha de Rio Pardo, com o Rainha da Fronteira, que vinha de Bagé. No momento, ambos em alta velocidade, levaram em conta que um iria dar à preferencial, mas tal fato não ocorreu e sim um gravíssimo acidente. Segundo quem presenciou a batida, o Águia Branca, com o impulso do choque, chegou a capotar, indo de arrasto até próximo onde é hoje a Feira do Paulo.

O acidente ocorreu pela meia tarde do dia 13 de outubro de 1958. Por sorte não foi constatada nenhuma morte e sim muitos feridos, os quais foram socorridos por moradores e principalmente funcionários do posto de combustível Shell, que ficava próximo ao local. Casos mais graves foram encaminhados ao hospital de Rio Pardo.

Obrigado aos amigos que me contaram esta história que é mais uma desta terra