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O Moerão e a borboleta Certa vez uma borboleta voava pelos campos, até pousar sobre um moerão de pedra, maciço e fincado ao chão. Por sua natureza não saia dali, e estava fadado a ver sempre a mesma paisagem. E esta era a razão de sua tristeza e antipatia, que fez levar tempo até conversar com a bela borboleta pousada sobre ele; – Por que está triste moerão? Perguntou ela. – Veja a minha situação: Estou preso nesse lugar, vendo sempre as mesmas coisas, a mesma paisagem, e para conhecer alguma coisa nova tenho que rezar mil orações para que alguém apareça para me contar algo; A borboleta, muito lúcida lhe respondeu: a – Pois lhe garanto que cada um de nós tem dificuldades, hoje tu me vez neste explendor de cores e beleza, mas acredite, outrora fui uma lagarta asquerosa que causava náuseas em muitos que me viam. No entanto jamais perdi a esperança nem os meus sonhos. Faça isto também, Sonhe, se permita sonhar, pois só os que sonham podem levantar vôo, e um dia qualquer ter a sua frente um novo horizonte... O pastor
Marco Aurélio era um pastor que peregrinava elos verdejantes campos da velha Europa. Caminhava léguas e léguas arregimentando e tratando as ovelhas de seu rebanho, por quais tinha grande estima, já que vinha de uma linhagem de pastores que há séculos faziam exatamente como ele. Deste modo dezenas de gerações iam sobrevivendo, levando o rebanho sempre a pastos melhores. Inovador, certa vez quis inovar, misturando, suínos, cabritos, e outros animais ao seu rebanho. Lidar com aquela bicharada toda tornou a vida de Marco Aurélio num grande problema, já que além das diferenças de cada um, vivia o pastor a ter que dizimar os conflitos entre os bichos. O pasto, que era bom para as ovelhas não servia aos suínos, que queriam coisas bem diferentes as desejadas pelos cabritos. A cada dia, tinha o pastor um dilema a solucionar em seu rebanho. E para piorar, nem mesmo os clientes apareciam, já que eles desejavam apenas ovelhas, e há algum tempo, estas estavam misturadas ao resto do rebanho, e longe dos olhos dos fregueses. Ao pastor restou uma única solução: iria voltar a pastorear apenas ovelhas. fábrica de mel
Era a reunião mensal dos conselheiros da fábrica de mel. A abelha rainha, e presidenta da empresa após ouvir e ver as apresentações com os gráficos e prognósticos de vendas e crescimento, começou a falar dos seus planos e de suas metas para a empresa. O aumento da venda para exportação, uma alta nos preços dos produtos, o locais de venda, sobre tudo ela planejou e falou, e a cada um dos tópicos via apenas a cabeça de seus onze conselheiros se mexerem num movimento de cima para baixo concordando com tudo. Ela ainda pensou numa segunda oportunidade, e ao finalizar sua fala, abriu a palavra. Nada. Apenas silêncio. Tudo estava aprovado. Nada a reclamar, ou a melhorar. Então ela encerrou a reunião, e foi despedir-se de cada um na porta da sala. Para cada um que saía, entregava uma folha de papel. Aviso Prévio dizia o documento. Um por um foram demitidos do conselho da empresa. “De que me adianta conselheiros que não opinam, ou que sequer discordam. Se neste grupo de onze todos concordam com a mesma coisa, no mínimo dez são desnecessários.” Disse ela olhando para secretária e partindo para sala da presidência. E-mail: douglasxv@yahoo.com.br
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DJ GUGU




