NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESAPra quem ainda não sabe, a partir de janeiro de 2009 entra em vigor o novo acordo ortográfico,
as mudanças no idioma visam universalizar a língua portuguesa.
Facilitando o intercâmbio cultural entre os países lusófonos entre
outras coisas.
No Brasil 0,5% das palavras sofrerão
modificações, em Portugal e nos restantes países lusófonos, as mudanças
afetarão cerca de 2.600 palavras, ou seja, 1,6% do vocabulário total.
É cada vez
mais frequente o plural desnecessário. Esse plural é aquele que não
acrescenta nada - em termos de significação, de estilo e de correção -
ao texto.
A
pluralização desnecessária costuma ocorrer com palavras abstratas.
Palavras como "ausência", "identidade", "escalação (de jogador)",
"nome", "presença", "alma", "morte" e "vida" não devem ser pluralizadas
quando se referirem a mais de um proprietário.
Veja
o caso da frase "É melhor todo mundo ir cuidar de suas vidas". O que
diz ela? Que "todo mundo" tem mais de uma vida, pois deve cuidar de
"suas vidas". Isso seria possível, crenças religiosas à parte, se
fôssemos gatos, que dizem ter sete vidas. Mas, como somos humanos, "É
melhor todo mundo ir cuidar de sua vida".
Outro
caso: "Os nomes dos aprovados estão no jornal". Todos temos um só nome,
certo? Certo. Mas não é isso que diz a frase. Ela diz literalmente que
os aprovados têm vários nomes. Melhor e mais lógico seria dizer que "O
nome dos aprovados está no jornal".
O
plural desnecessário é frequente também com as partes do corpo que são
únicas. Um exemplo: "Os sindicalistas balançaram as cabeças
afirmativamente". São sindicalistas ou extraterrestres? Sim, porque,
como os seres humanos só têm uma cabeça, deveria ser "Os sindicalistas
balançaram a cabeça afirmativamente".
E
nem as palavras que já encerram ideia de plural estão a salvo da
pluralização desnecessária. Vejamos estes dois casos: "A solicitação
das documentações será feita o mais breve possível"; "A rua está cheia
de metralhas".
Nesses dois exemplos, as palavras "documentação" e "metralha" foram vítimas do excesso de plural. Por expressarem a idéia
de "conjunto", de "grande quantidade", o singular já daria conta: "A
solicitação da documentação será feita o mais breve possível"; "A rua
está cheia de metralha".
Há
outros casos de plural desnecessário. Mas você pode se livrar deles com
facilidade: basta avaliar a real necessidade de pluralizar uma palavra,
observar se o plural acrescenta alguma coisa, se faz diferença. Se não
faz, esqueça o plural. Seu texto ficará mais leve, ficará
“Bom-dia”
ou “bom dia”? Muita gente se confunde com isso. Também pudera, os
dicionários não ajudam, forçando-nos a fazer elucubrações linguísticas.
A
chave da solução é a seguinte: quando for substantivo, significando “um
cumprimento”, e em geral precedido pelo artigo “um”, escreve-se com
hífen:
Gostaria de desejar-lhes um bom-dia antes de me retirar.
O mesmo vale para “boa-tarde” e “boa-noite”:
Abraçou-me com um grande sorriso de boa-tarde. Deu-nos um boa-noite com muito carinho.
Observe:
“um boa-tarde” e “um boa-noite. O artigo, neste caso, não concorda com
a palavra da frente ("boa"), mas sim com toda a estrutura composta
("boa-tarde", "boa-noite").
A forma sem hífen, bom dia (boa tarde, boa noite), não é um substantivo. É o próprio ato de se cumprimentar:
Bom dia, gente. Boa tarde, queridos alunos. Boa noite, Brasil. Bom dia, presidente. Bom dia, meu amor. Acentuação Gráfica
Para os brasileiros, boa parte das alterações trazidas pelo Novo Acordo recai sobre as regras de acentuação. Essas mudanças eliminarão os acentos gráfi cos de alguns grupos de palavras. De maneira geral, as modifi cações concentram-se especialmente nas palavras paroxítonas, nas homógrafas (de mesma grafi a) e nas que contêm hiato. Em algumas (poucas) palavras oxítonas terminadas em e tônico (geralmente de origem francesa), essa vogal, por ser pronunciada ora como aberta, ora como fechada, admite tanto o acento agudo quanto o acento circunfl exo.
- Pretérito *Perfeito *Presente Pretérito *Perfeito após o Acordo
- amamos *amamos* amamos ou amámos
- cantamos *cantamos *cantamos ou cantámos
- dançamos* dançamos *dançamos ou dançámos
- pesquisamos* pesquisamos* pesquisamos ou pesquisámos
Será facultativo o uso do acento agudo nas formas verbais paroxítonas do pretérito perfeito do indicativo da 1ª pessoa do plural quando coincidirem com a forma verbal correspondente no presente do indicativo.
As duas grafias são permitidas • bebê • bebé • bidê • bidé • canapê • canapé • caratê • caraté • crochê • croché • guichê • guiché • matinê • matiné • nenê • nené • ponjê • ponjé • purê • puré • rapê • rapé
Desafio da Semana
Considerando o acordo ortográfico, falta acento em:
a) Tabloide.
b) Ideia.
c) Destroier.
A resposta sai sai sábado dia 07/02/09
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