Sexo, responsabilidade e atenção na adolescência são problemas sociais


 

A realidade e a ficção não usam a mesma linguagem. A AIDS, embora tenha efeitos inimagináveis, não  consegue ser inserida em romances consagrados. No entanto aparece em contos reais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolhe para a campanha a um tema juvenil, Jovem: a força para a mudança, tendo em vista que um terço das pessoas infectadas têm de 10 a 24 anos de idade. A Secretaria de Saúde e do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul constata que há um aumento das pessoas com Aids na faixa de 15 e 19 anos.

Além dos números alarmantes, os casos de AIDS em mulheres estão se igualando aos dos homens, dada as características físicas o sexo feminino, existe o perigo das doenças sexualmente transmissíveis e a AIDS. Em uma ótica cultural, as mulheres novamente estão em desvantagem. Os pais incentivam os filhos a manterem relações sexuais e conversam a respeito da AIDS e das doenças sexualmente transmissíveis. As filhas costumam receber conselhos referentes à menstruação, virgindade e gravidez. A possibilidade de contágio em relações sexuais é excluída do diálogo.

Na medida em que são encurtadas as orientações em casa, aumenta o número de pacientes grávidas portadoras do HIV. Um número crescente de adolescentes vítimas do vírus soma a necessidade de incluir os testes sorológicos para HIV. Quanto mais cedo a mãe fizer o tratamento com medicamentos como o AZT, mais chance terá de ter um bebê contaminado com o vírus da AIDS.

O sexo é umas preocupações, porém não a única. Os usuários de drogas aumentam as estatísticas da doença. Os jovens compartilham seringas com usuários contaminados e reutilizam material para injeção de drogas. Saídas como tratar de temas como esse na escola e troca de seringas são discutidos, entretanto precisam de aval de governos estaduais e municipais e de serviços específicos para tratar e apoiar a população jovem com AIDS.

Além do diálogo e a constante busca de soluções, os jovens precisam assumir a responsabilidade pela própria vida. Amar, ser romântico, apaixonar-se e sonhar são possíveis, desde que devidamente protegidos.